sábado, 20 de fevereiro de 2016

III Parte "Só se pode conhecer a Missa com o coração"

"O que torna a missa cativante deve ser procurado mais deste lado do altar, nomeadamente no nosso coração, mais do que do outro lado da própria liturgia.

Não se produz nada de especial nalgumas celebrações que, no entanto, são entusiasmantes, intensas, cheias de calor. Isto tem a ver não com a estrutura externa das cerimónias, mas com a estrutura interna
da assembleia reunida.
Se há coisa evidente na Bíblia é que Deus não Se apressa a vir: Ele não Se precipita nem faz tudo ao mesmo tempo.
O tempo é o aliado fiel de Deus. Deus faz-se desejar, alias, é característica de todos os tipos de amor servirem-se do tempo como aliado e pedagogo.

O mesmo se passa com a missa, que prossegue calmamente até ao seu apogeu.


Poderíamos muito bem imaginar a priori que muito simplesmente nos reuníamos, consagrávamos

imediatamente o pão e o vinho, íamos comungar e acabávamos com uma breve ação de graças.
Teríamos o essencial, não é verdade?
É claro que sim, mas a missa não é um self-service para gente apressada deste género.
A celebração eucarística é uma ascensão paciente para a união com Deus no amor.


No caminho para o cume há quatro etapas a transpor:


A primeira é a do primeiro encontro:
O homem apresenta-se cheio de hesitações diante de Deus, tomando consciência de quem é e de quem é Deus.
É a liturgia de abertura, uma aproximação hesitante, uma troca de confiança «cativa-me!», dizia a raposa ao Principezinho:«Posso ir para o pé de ti?».

Vem então o momento do confronto e do face a face.
Na liturgia da Palavra, Deus interpela o homem através da sua palavra: expõe as suas exigências e dá a conhecer as suas promessas.
Pede também uma resposta. E a Igreja dá-Lhe essa resposta no:
salmo e na oração universal.

O terceiro momento é o da conversa coração a coração, a oração eucarística.
 Aqui já não se prega, já não se ensina; aqui já não há palavra nem resposta. Já não há senão a linguagem de amor da oração, do coração a coração.
Já não há meditação; aqui uma única coisa: encontrar boa conexão e manter-se em sintonia."

O último momento é o auge do encontro:
A comunhão, poderia intitular-se «boca a boca» ou mesmo «corpo a corpo».
Porque aqui tocamos no próprio Corpo do Senhor e Ele próprio toca no nosso: comemos o seu Corpo

A missa segue simplesmente o caminho do amor:
- conhecer-se;
- confrontar-se;
- falar coração a coração, «tornar-se uma só carne».

IN Revista Mensagem

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

II parte -"Só se pode percebe a Missa com o coração"

"A abordagem da missa pode fazer-se pela inteligência; podemos fazer perguntas intelectuais:
- Como se desenrola a missa?
- Qual é a missa?
- Qual é a sua origem?
- Que significam os ritos e os textos da missa?
Estas são perguntas que se referem ao «como» da missa e, são perfeitamente justificadas.
Todavia, mesmo se todas as perguntas deste tipo tivessem tido uma resposta concludente, isso não seria garantia de que se tivesse percebido a missa.

Só se pode perceber a missa com o coração isto é quando se começa a ficar afeiçoado a ela.

A parte do «como», há o «porquê» da missa.

A resposta aqui é ao mesmo tempo simples e difícil:
A missa existe porque Deus nos ama e, por conseguinte, quer habitar entre nós, e encontrar-nos no Seu Filho crucificado, morto e ressuscitado.

A Eucaristia é o mistério do amor de Deus por nós, o mistério da sua Aliança ultima e definitiva
Esta Aliança de amor (e de perdão) começou há muito tempo entre Deus e os homens.

Deus já tinha concluído desde logo uma aliança com Noé; mais tarde, com Abraão; depois, com Moisés no Sinai.

Mas continuamente o homem voltava aos seus compromissos terrenos e tornava-se infiel, mas sonhavam com uma aliança que já não fosse inscrita em tábuas de pedra, mas sim no coração, uma aliança que não pudesse ser quebrada.

Na Última Ceia, Jesus declara que essa Aliança indissolúvel está doravante presente no seu Sangue derramado na cruz.

É o que ouvimos em todas as missas na consagração do vinho. Podemos reunir um grande número de informações sobre a Eucaristia, dissecar toda a liturgia da missa, preparar celebrações soberbas, torná-las transparentes, atender aos pormenores mais ínfimos que, ainda assim a verdadeira compreensão da missa não viria automaticamente, porque é do domínio do coração:
- só se percebe a missa se se a amar."
IN Revista Mensagem

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

"Só se pode perceber a Missa com o coração"

"Só se pode perceber a missa com o coração, isto é, quando se começa a ficar afeiçoado a ela.» «O afeto é o sentimento forte e persistente que liga pela confiança reconhecida e retribuída.»

Ouvimos dizer muitas vezes – sobretudo aos jovens: «Eu ia à missa, mas não percebo grande coisa do que lá se passa, para não dizer que não percebo nada». e é muitas vezes a tradução exata de algo muito preciso.

Sabe-se pouco no que se refere à missa.
E não admira.
Pensemos nos discípulos de Emaús:
Não tinham todos os requisitos necessários para reconhecer Jesus na fração do pão?
A sua memória ainda estava fresca pela recordação de tudo o que tinha acontecido a Jesus na semana anterior; tinham toda a sua cultura judaica; mas, sobretudo, eram grandes a sua fé, a sua esperança, a sua caridade.
E, contudo, também eles precisaram de tempo para perceber; tiveram de fazer perguntas ao estranho que encontraram no caminho; escutaram, hesitaram, ofereceram a hospitalidade insistiram e, só no fim, reconheceram."

Vamos refletir e amanha continuamos....
IN Revista Mensagem

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Sacramento da Reconciliação na Igreja Jubilar


"Na próxima sexta-feira, dia 19, principia o serviço de atendimento/Confissões na nossa Igreja por dois Sacerdotes Párocos que seguirão a escala de serviço afixada nos cartazes. É hora de aproveitarmos esta presença, que se vai prolongar até novembro 2016. Todas as sextas-feiras.

Para nós, Paróquia de Cucujães e para todas as Paróquias da Vigararia.
ANO DA MISERICÓRDIA / ANO DE CONVERSÃO." (Folha Paroquial Espírito e Vida)

Clica na Paroquia de S João da Madeira abaixo e vê o agendamento na Igreja Jubilar

Paróquia São João da Madeira

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Hoje conheci o Pedro!

Hoje na Igreja...
Dei por mim a observar um casal com um menino bem pequeno, os três não paravam de sorrir meigamente, entre si!

Participavam na Eucaristia com grande alegria. 

O menino imitava o pai nos gestos e nas atitudes.
Os pais cantavam o refrão dos cânticos olhando o menino que os acompanhava no canto e foi muito especial no Aleluia e no Santo.
Ficou atento durante a homilia e ajoelhou e elevou as mãos durante a Consagração.

Certamente estão a pensar e tu como participaste????
Eu dei graças a Deus!!!

Claro que não resisti e no final da Eucaristia fui conhecer o menino…
Com um olá!
Parabéns cantas muito bem e és muito alegre…
Ele disse-me que tinha 5 anos e que tinha aprendido uma coisa Nova, hoje na Missa….
E falou-me da Páscoa e de Jesus…

Parabéns queridos pais do Pedro!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Retiro para catequistas Vigararia Oliveira de Azeméis/S João da Madeira

ATENÇÃO CATEQUISTAS

Próximo sábado, dia 6: Retiro para Catequistas da Vigararia Oliveira de Azemeis/S Jõao da Madeira

A partir das 9.30 horas, no Seminário da Boa Nova Cucujães.

Neste Ano Santo da Misericórdia não podemos deixar passar esta graça.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Cucujães celebra a Festa da Apresentação do Senhor

Hoje na nossa Igreja Paroquial, às 21.00 horas FESTA DA APRESENTA DO SENHOR
Inicia-se com a Bênção das Velas / Procissão de Entrada / Eucaristia da
Apresentação do Senhor no Templo. Intenção da Santa Missa inclui:
Mães e bebés nascidos em 2015 e janeiro de 2016.
Anima o canto o Grupo Coral “Cantate Domino” de Santa Luzia.
"Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus" Vamos unir-nos à oferta de Jesus nosso Salvador.

Lê mais: Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Faz a Leitura e depois entra no "espírito"...



QUEM TE MANDOU MEXER NO QUE ESTAVA QUIETO?

4º Domingo do Tempo Comum
(Lc 4, 21-30)

A cena continua. A sina também, mas esse assunto fica para depois. Jesus entrou em Nazaré “levado pelo Espírito”, assim conta o evangelista. Jesus saiu de Nazaré “levado pela multidão” para um cimeiro qualquer de onde se queriam ver livres dele. É terrível este mistério das nossas rejeições a quem nos anuncie uma Liberdade tão radical: queremos ver-nos livres, sim, mas dele!

A leitura tinha sido recortada - à medida da fé de Jesus e seguindo o tracejado finíssimo da sua Esperança - do rolo do Profeta Isaías. A Boa Notícia aos últimos, a liberdade aos oprimidos e a alforria aos cativos. A meio, os amargurados que são como cegos a quem é preciso salvar pelos olhos. O pregão final era poderoso: “e proclamar o Ano da Graça do Senhor”, o Jubileu, tempo novo de regressos e ajustes solidários entre todos, tempo de perdão das dívidas e devolução dos bens arrestados ao longo dos cinquenta anos anteriores.

Grande leitura, apesar das linhas poucas.

Depois, aquele silêncio, antes da homilia.
Jesus sentou-se.
Todos à espera, fixos nele, cotovelos pousados no parapeito dos olhos.
E Jesus falou:
“Hoje mesmo começa a cumprir-se esta passagem da escritura para aqueles que a ouvem”
Silêncio.

Brilhante! Este Jesus é brilhante.
Homilia fantástica numa frase só.
O evangelista faz eco:
“Todos testemunhavam a favor dele
e estavam admirados com as palavras cheias de graça que saiam da boca dele”.
Na mouche.
Alguém diga “assim seja”, por favor,
haja alguém que diga “assim seja” para que isto fique por aqui!

Ninguém disse.

Jesus pegou na palavra outra vez.
Era preciso virá-la, passá-la bem do outro lado, onde estava ainda tão crua.
A homilia continuou e foi buscar histórias e passadas que só são boas de ter no passado mesmo. Ninguém as quer para agora! Há gente que só é santa quando morre. Histórias também. E Jesus vai buscar o que estava sossegado… Que Elias foi Profeta virado para fora, como tem para contar aquela viúva estrangeira lá de Sarepta, e Eliseu também andou a fazer favores dados pelo Deus “dos judeus” a um tal Naamã que, como se não bastasse ser estrangeiro, era da Síria e general de um exército que já tantas vezes tinha feito mal a Israel.

Quando as cabeças começam a inclinar-se com esta homilia, Jesus mete-se na fila destes profetas. “Eu também não fui enviado para aqui, para a minha casa, a minha terra, os meus parentes, os meus amigos, o meu povoado.” Em Cafarnaum, sim. Aqui, não. Porque até Cafarnaum já é além. Mas aqui é só aqui. E eu já não sou daqui.

Os seus parentes não gostam, apanham-lhe raiva. A doçura do filho da terra tornou-se amargo de boca. Os parentes mais próximos, imagino, ali num canto, cheios de vergonha e preocupação. Não o conhecem. “Ele nunca mais foi o mesmo depois que conheceu aquele João!” A mãe, coitada, a tentar fazer ainda o que conseguiu doutras vezes, “guardar estas coisas no seu íntimo e dar-lhes voltas no coração”. Mas agora, adulto assim, a expor-se assim, não está fácil. “Ele também abusa”… Para quê esta cena?! Porquê esta sina?!

E Jesus passa pelo meio deles. Não se lhe conta uma palavra mais. Nem um gesto. “Jesus passou pelo meio deles e foi embora”. Até me dói o gume desta frase. Saiu assim. Com sombra a dar-lhe pela cintura. Não são horas felizes, estas. São horas assim, pronto.

Nunca mais se diz que tenha voltado a Nazaré. O mais provável é que não tenha voltado mesmo. Ali tão perto. Jesus andava na Galileia, percorria as cidades em redor, mas de Nazaré já nada mais se conta. Os irmãos dele aparecem alguma vez por Cafarnaum, para o irem buscar porque ele “perdeu a cabeça” e era preciso ter mão nele! Não tiveram. A mãe estava lá e voltou para casa. Aparece no fim, na Hora do “nós bem te avisámos”, na Hora do “foi para isto?”, na Hora do “esperavas outra coisa depois de tudo o que fizeste?” Na Hora em que aqueles que o tinham acompanhado nestas aventuras também já não estavam lá, tragicamente desaparecidos num naufrágio dramático que tinha acontecido na noite anterior no Jardim das Oliveiras.

E pensar que tudo se tinha evitado com um “assim seja” na hora certa…"

 Plano B Padre Rui Santiago

Caminhada Quaresma-Páscoa "Pratica a Misericórdia com Alegria" Diocese do Porto 2016

"A Caminhada Quaresma-Páscoa, que agora apresentamos, integra-se na pedagogia de ação pastoral que desejamos implementar na nossa Diocese e que o Plano Diocesano de Pastoral 2015/2020 nos propõe, para motivar todos os agentes de pastoral, mobilizar as comunidades cristãs e fortalecer o sentido de que somos uma só Igreja. Desejamos, assim, neste Ano Jubilar e, particularmente neste tempo da quaresma e da páscoa, “valorizar a formação sobre as obras de misericórdia, traduzidas e concretizadas, para hoje, em resposta às exigências do nosso tempo e aos desafios das novas formas de pobreza” (PDP, 2015, p.31).
(...)
Com esta Caminhada, queremos corresponder a este desejo do Papa Francisco, que nos pede insistentemente para redescobrir e realizar as obras de misericórdia corporais e espirituais.

No evangelho de Mateus, capítulo 25, Jesus abre o coração e a inteligência dos discípulos e apresenta-lhes as obras de misericórdia, como critério incontornável de santidade e condição irrenunciável de bem-aventurança e de recompensa eterna." (...)

 Caminhada e a nexos Diocese do Porto

Guião da Camimhada

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

"Pegadas de Misericórdia"- Caminhada Quaresmal -Catequese Leiria Fátima

"Para esta Quaresma, este “tempo oportuno” que prepara a grande festa da Páscoa, o Serviço Diocesano de Catequese de Leiria-Fátima propõe um caminho de encontro com a Misericórdia de Deus que se expresse na vivência das obras de misericórdia espirituais.

A base para esta proposta é a própria caminhada litúrgica, centrando a nossa atenção nos textos do Evangelho de cada domingo, a partir do qual se propõe a vivência de uma das obras de misericórdia espirituais.

Maria, Mãe de Ternura e de Misericórdia, na qual a nossa Diocese centra as suas atenções ao longo deste ano, não deixa de estar presente ao longo deste percurso: no quinto domingo da Quaresma, a diocese de Leiria-Fátima terá a Peregrinação Diocesana a Fátima, e esta será a grande oportunidade para nos voltarmos para a Mãe que nos revela o rosto misericordioso de Deus, como nos recorda D. António Marto:
“O grande protagonista do acontecimento Fátima é o próprio Deus misericordioso que, através de Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, envia uma mensagem e um apelo concreto ao mundo numa situação trágica. Maria fala-nos de Deus com a linguagem do seu coração materno” (Carta Pastoral, nº 3)."


Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2016

«“Prefiro a misericórdia ao sacrifício” (Mt 9, 13).
As obras de misericórdia no caminho jubilar»

1. Maria, ícone duma Igreja que evangeliza porque evangelizada

Na Bula de proclamação do Jubileu, fiz o convite para que «a Quaresma deste Ano Jubilar seja vivida mais intensamente como tempo forte para celebrar e experimentar a misericórdia de Deus» (Misericordiӕ Vultus, 17). Com o apelo à escuta da Palavra de Deus e à iniciativa «24 horas para o Senhor», quis sublinhar a primazia da escuta orante da Palavra, especialmente a palavra profética. Com efeito, a misericórdia de Deus é um anúncio ao mundo; mas cada cristão é chamado a fazer pessoalmente experiência de tal anúncio. Por isso, no tempo da Quaresma, enviarei os Missionários da Misericórdia a fim de serem, para todos, um sinal concreto da proximidade e do perdão de Deus.

Maria, por ter acolhido a Boa Notícia que Lhe fora dada pelo arcanjo Gabriel, canta profeticamente, no Magnificat, a misericórdia com que Deus A predestinou. Deste modo a Virgem de Nazaré, prometida esposa de José, torna-se o ícone perfeito da Igreja que evangeliza porque foi e continua a ser evangelizada por obra do Espírito Santo, que fecundou o seu ventre virginal. Com efeito, na tradição profética, a misericórdia aparece estreitamente ligada – mesmo etimologicamente – com as vísceras maternas (rahamim) e com uma bondade generosa, fiel e compassiva (hesed) que se vive no âmbito das relações conjugais e parentais.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Carnaval - refletir com...

"(...)
A Igreja antiga, especialmente a oriental, a ortodoxa, elaborou toda uma reflexão do céu como uma dança celeste e Deus como o Grande Dançarino.
Criou o universo num momento auge de sua dança: jogou para um lado as galáxias, para outro as estrelas, depois inventou a fauna e a flora e num passe mágico de dança, o ser humano. Tudo é fruto do Deus dançarino.
Não há festa sem bebida e sem comida. Elas expressam a vida.
Não bebemos nem comemos para matar a fome. Isso é outro momento. Bebemos e comemos para celebrar. E toda festa tem que ter abundância de comida e bebida, senão não é festa. Mesmo nas comunidades em que trabalhei, muito pobres, as festas eram feitas com abundante pipoca e coca-cola, a ponto de sobrar. Tem que sobrar senão a festa não é boa.
(...)
No carnaval se volta ao caos originário. Ele nunca é caótico, mas criativo. No carnaval todos tem a sensação: finalmente estamos livres, podemos viver como gostaríamos, podemos inverter os papéis porque eles não passam de papéis. O carnaval é uma metáfora do que pode ser a humanidade um dia reconciliada e feliz.

Mas como tudo o que é sadio pode ficar doente, assim no carnaval há doenças no sentido de alguns extrojetarem seu exibicionismo, se embebedarem em demasia e aproveitarem a liberdade reconquistada para se vingar dos desafetos. Mas essa é uma patologia, uma doença. E toda doença remete à saúde. Quer dizer, o carnaval é algo saudável especialmente em sociedades de grande desigualdade. No carnaval as desigualdades caem. Todos estamos juntos para festejar, comer e beber numa ilimitada fraternidade.

Eu não posso me imaginar o céu senão como um eterno carnaval ou então uma luminosa virada de ano na praia de Copacabana, na qual todos se confraternizam, conhecidos e desconhecidos, chorando de alegria pela beleza dos fogos. Quando alguém chega ao céu, imagino eu, Deus lhe prepara como recepção um carnaval ou uma festa de virada de ano com fogos e luzes sem fim. E a alegria começará e o bom é que será então eterna. Bom carnaval para quem gosta.
Leonardo Boff

"Dai-nos um coração puro" Caminhada Quaresmal - Arquidiocese de Braga 2016

"AMA AO MODO DE DEUS!" - Caminhada Quaresmal Diocese de Aveiro 2016





domingo, 24 de janeiro de 2016

"Catequista – um transmissor de fé"

"Esta é uma das melhores definições de catequista: transmissor da fé.
Segundo o Directório Geral da Catequese, nº 39, é sua tarefa “proporcionar o verdadeiro encontro da pessoa com Deus, o que significa proporcionar-lhe que ela faça da sua relação com Deus uma relação central e pessoal, para se deixar guiar por Ele”. É nesta relação que consiste e se vive a fé.

Mas como chegar lá? 
É que, como escrevem os nossos Bispos, “em boa verdade, a fé não se transmite. É dom de Deus àquele que O acolhe. Brota do diálogo misterioso entre Deus que se revela e o acolhimento do homem que procura a luz e a salvação.

A iniciativa vem de Deus que espera uma resposta livre e comprometida do homem. Deste modo, a fé tem uma dimensão transcendente que está para além das nossas possibilidades.”

Será, então, desnecessária a mediação humana, nomeadamente do catequista? 
- De modo algum. A fé, ainda segundo os nossos Bispos, “não nasce do nada. Ela supõe o anúncio: «Com efeito, quem invocar o nome do Senhor, será salvo. Mas como invocarão sem terem acreditado n’Ele? E como acreditarão n’Ele, sem O terem ouvido? E como O ouvirão, se ninguém O proclama? E como proclamá-l’O, sem ser enviado?...

Assim a fé vem da pregação e a pregação é o anúncio da Palavra de Cristo» (Rom 10, 13-17)”.

Daí a conclusão: 
“O veículo habitual de que o Senhor se serve para chamar alguém à fé é, portanto, a transmissão da revelação, sobretudo o anúncio e o testemunho vivo, entusiasmante do Evangelho.


Por isso, comunicar a revelação de modo a despertar e solidificar a fé é a tarefa fundamental das comunidades cristãs. Dentro desta tarefa tem um lugar relevante a catequese. 

Utilizamos, portanto, a expressão «transmissão da fé» com o sentido da comunicação da revelação de Deus, alicerçada no testemunho vivo dos crentes e conjugada com a adesão à fé por parte dos destinatários.”5 Neste sentido, também o catequista é verdadeiramente um transmissor da fé. Vejamos de que modo deve actuar e de que fé se trata."

(Queremos seguir Jesus - Guia - 3º ano pag 93)

sábado, 23 de janeiro de 2016

A gratificante missão do catequista

"É, gratificante porque nasce de uma graça, a maior graça: aquela em que o Deus Altíssimo desceu até nós na pessoa do seu amado Filho, para nele nos dar a vida.
Foi, é esta graça que conquista, contagia, transforma... para nos fazer agentes dela.


O catequista vive desta graça. E se vive dela, não pode deixar de a transmitir. Toda a graça se mantém como tal, se vivida no dom da vida... recebida gratuitamente.


É gratificante, pelos efeitos que produz: pela vida que se dá àqueles a quem se fala de Deus, se conquista para Deus. Uma vida que ele por sua vez, irão transmitir a outros, numa torrente que não tem fim. Ver a vida que se recebe e se dá a alargar-se a outros, haverá coisa mais gratificante? Não é, afinal, para isso que vivemos: para que a nossa vida, já neste mundo, ganhe dimensão de eternidade?


É gratificante, pela vitória que se obtém: sobre o próprio egoísmo e comodismo; sobre as frustrações que inevitavelmente vão surgindo; sobre as fraquezas e desânimos que elas, compreensivelmente, vão causando; sobre as incompreensões e até críticas destrutivas que, com razão ou sem ela, vão surgindo.

É nessas alturas em que a vida, de um modo ou doutro, nos vai fugindo, se vai perdendo, é então que temos as melhores ocasiões para nos transcendermos... à medida de Deus que é, por natureza, transcendente no Seu amor, e na medida em que, sobretudo então, a Ele nos entregamos, como Cristo na cruz e a caminho da ressurreição.


E se a nossa missão é assim tão gratificante, então vale a pena investir tudo nela: o aperfeiçoamento dos conhecimentos, a preparação das catequeses, o carinho e a entrega pelas crianças, a atenção e o acompanhamento dos pais e outros educadores e tanta outra coisa que as ocasiões nos vão proporcionando e que um catequista, apaixonado por Cristo, vai descobrindo.


Se ainda temos dúvidas, voltemo-nos de novo para Cristo transfigurado, no Seu amor de crucificado e ressuscitado... e presente em tantos membros da Sua Igreja. "


fonte: Guia do 2º ano da catequese pag 33


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sábado, 9 de janeiro de 2016

FESTA DO BAPTISMO DO SENHOR


ANO C - 1º DOMINGO DO TEMPO COMUM  
FESTA DO BAPTISMO DO SENHOR

A liturgia deste domingo tem como cenário de fundo o projecto salvador de Deus. 
No Baptismo de Jesus nas margens do Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projecto do Pai, Jesus fez-Se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado, empenhou-Se em promover-nos para que pudéssemos chegar à vida plena.

A primeira leitura anuncia um misterioso “Servo”, escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim… Animado pelo Espírito de Deus, Ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética veiculada pela primeira leitura: Jesus é o Filho/”Servo” enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se pessoa, identificou-Se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de os promover e de os levar à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projecto de salvação; por isso, Ele “passou pelo mundo fazendo o bem” e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.
IN: Portal Dehonianos


quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

A PEDRINHA!!!!

Confie... As coisas acontecem na hora certa. Exactamente quando devem acontecer!
 Momentos felizes, louve a Deus.
Momentos difíceis, busque a Deus.
Momentos silenciosos, adore a Deus.
 Momentos dolorosos, confie em Deus.
 Cada momento, agradeça a Deus 

sábado, 2 de janeiro de 2016

Solenidade da Epifania do Senhor - Ano C - Tempo do Natal

"A liturgia deste domingo leva-nos à manifestação de Jesus como "a luz" que atrai a Si todos os povos da terra. Essa "luz" incarnou na nossa história, a fim de iluminar os caminhos dos homens com uma proposta de salvação/libertação.

A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que alegrará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.

No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os "Magos", atentos aos sinais da chegada do Messias, que O aceitam como "salvação de Deus" e O adoram. A salvação, rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora uma oferta universal.

A segunda leitura apresenta o projecto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos - a comunidade de Jesus."

Portal Dehoniano

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

1º Dia do ano Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus



"Neste dia, a liturgia coloca-nos diante de evocações diversas, ainda que todas importantes.

Celebra-se, em primeiro lugar, a Solenidade da Mãe de Deus: somos convidados a olhar a figura de Maria, aquela que, com o seu sim ao projecto de Deus, nos ofereceu a figura de Jesus, o nosso libertador. 

Celebra-se, em segundo lugar, o Dia Mundial da Paz: em 1968, o Papa Paulo VI quis que, neste dia, os cristãos rezassem pela paz.

 Celebra-se, finalmente, o primeiro dia do ano civil: é o início de uma caminhada percorrida de mãos dadas com esse Deus que nunca nos deixa, mas que em cada dia nos cumula da sua bênção e nos oferece a vida em plenitude.

 As leituras de hoje exploram, portanto, diversas coordenadas. Elas têm a ver com esta multiplicidade de evocações.
Na primeira leitura, sublinha-se a dimensão da presença contínua de Deus na nossa caminhada, como bênção que nos proporciona a vida em plenitude.
Na segunda leitura, a liturgia evoca outra vez o amor de Deus, que enviou o seu “Filho” ao nosso encontro, a fim de nos libertar da escravidão da Lei e nos tornar seus “filhos”. É nessa situação privilegiada de “filhos” livres e amados que podemos dirigir-nos a Deus e chamar-Lhe “papá”.
O Evangelho mostra como a chegada do projecto libertador de Deus (que veio ao nosso encontro em Jesus) provoca alegria e contentamento por parte daqueles que não têm outra possibilidade de acesso à salvação: os pobres e os débeis. Convida-nos, também, a louvar a Deus pelo seu cuidado e amor e a testemunhar a libertação de Deus aos homens.

Maria, a mulher que proporcionou o nosso encontro com Jesus, é o modelo do crente que é sensível ao projecto de Deus, que sabe ler os seus sinais na história, que aceita acolher a proposta de Deus no coração e que colabora com Deus na concretização do projecto divino de salvação para o mundo.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Para além do Papai Noel, reaprendamos a arte do dom

"(...)Em todo o caso, vale a pena sondar esta estranheza que faz com que os pais continuem a atribuir a uma outra entidade - uma entidade gráfica e pitoresca como o Papai Noel - os dons que eles mesmos compram para os próprios filhos. Seria lógico pensar que faria mais sentido que o presente fosse ligado ao seu rosto, um rosto bem conhecido, que transmite confiança e afeto, um rosto que reforça o contexto habitual da criança " Lê mais clica
Para além do Papai Noel, reaprendamos a arte do dom

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

amanhã Abertura da Porta Santa da Misericórdia da Vigararia Oliveira de Azeméis S. João da Madeira

No próximo sábado teremos a alegria de abrir a Porta da nossa Igreja como “Porta da Misericórdia para a nossa Vigararia de Oliveira de Azeméis (as 18 paróquias) e também para quem por ela entrar neste ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.

O Rito iniciar-se-á às 17.00 horas e será animado no canto pelo Grupo Coral Infanto-Juvenil de Nossa Senhora da Conceição, bem como a Eucaristia que se lhe seguirá.

A porta da Igreja estará fechada a partir das 16.00 horas. O povo concentrar-se-á no Largo da Igreja (se não chover) ou no Claustro do Seminário (se chover). Seguir-se-á uma breve celebração da Palavra, antes da formação da Procissão de entrada (com incenso).

Formada a Procissão, o Presidente da Assembleia aproxima-se da Porta principal da Igreja e pede para ser aberta, com palavras próprias. A Porta abre-se lentamente. Canto de Entrada. A procissão prossegue até ao altar para se fazer a Memória do Batismo. Aspersão do povo e oração de purificação. Entra-se na Eucaristia da Sagrada Família com o canto do Glória. Segue, depois, a Eucaristia, da forma do costume.
Portanto, A Eucaristia das 18.00 horas, neste dia, pode ser um pouco antes ou pouco depois.

Pede-se a toda a comunidade paroquial, especialmente Movimentos, Associações, Irmandades e representantes de cada Centro Pastoral, Catequistas com os seus grupos de Catequese e Escuteiros, que estejamos unidos neste início oficial do ANO SANTO DA MISERICÓRDIA.

À nossa Igreja durante o ano de 2016 acorrerão os Católicos das redondezas para poderem participar das bênção deste Ano Santo e ganhar a indulgência plenária que o Santo Padre o Papa Francisco concedeu a toda a Igreja.
Neste dia, não haverá Terço, às 17.00 horas, nem a Eucaristia das 19.00 horas, na Capela de Nª Sª da Conceição.
A Igreja, nesse dia, será o lugar de Encontro de todos os Centros Pastorais e de toda a Paróquia".

Não fiques em casa!...Vem celebrar o nascimento de Jesus em comunidade!

Que ninguém fique em casa, vem dar um beijo ao Menino nosso Salvador!
Há Missas nas Capelas como ao Domingo.
Na igreja há Missa às 10h; às 12h; e às 18h. 
ESPERAMOS POR TI!!!!

"Aleluia. Aleluia.
Santo é o dia que nos trouxe a luz.
Vinde adorar o Senhor.
Hoje, uma grande luz desceu sobre a terra."




quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Logo à noite: - Missa do Galo

Na nossa Igreja de Cucujães logo à noite, celebramos o natal de Jesus
 Não resisti a copiar este convite:

"apareçam para celebrarmos o natal de Jesus com toda a alegria.
Juntamo-nos às 23.45h à volta daquele que, afinal, é o motivo de tudo. (...) certamente já te deste conta que "simplificar" as linguagens da Fé coincide com aproximar-se de Jesus. Aproximar-se mesmo, a sério, sentir-lhe o cheiro nos gestos e as intenções nas palavras. Aproximar-se assim, até percebermos que, ao perto, não há nada nele que não se entenda. Então, vem.

Diz à malta aí em casa que venha também. Mesmo quem "não é de missas". Sobretudo "quem não é de missas". Porque amanhã não é dia "de missa". Mas é dia de celebrar, isso sim, e celebrar em grande. Porque aquele de quem vamos celebrar o nascimento vai-nos dar muito que contar.
E celebramos de noite, claro! Por isso é que se chama "MISSA DO GALO", por causa de uma lenda antiga segundo a qual nesta noite os galos cantavam muito antes, a destempo, interrompendo a noite! Porque não há mais noite quando nos nasce alguém assim. Porque o escuro fica vencido quando uma luz assim se acende entre nós, mesmo que seja lá num recanto do médio oriente. Porque as horas negras do mundo vão ter neste menino um adversário definitivo.
De noite, claro. Mesmo que os galos não cantem, caraças, cantamos nós!!!"

sábado, 19 de dezembro de 2015

A LUZ DA PAZ DE BELÉM CHEGA AMANHÃ A CUCUJÃES


Vem celebrar a partilha da Luz da Paz de Belém no domingo dia 20, às 17h na Igreja Paroquial de Cucujães.

Esta Luz percorreu um longo caminho desde a Gruta da Natividade de Jesus, em Belém e, pretende criar uma cadeia de paz, amor e esperança, promovendo a cooperação e entendimento entre os povos.

 Diocese do Porto

Bênção das Grávidas no Proximo Domingo

A comunidade paroquial de S. Martinho de Cucujães, convida as futuras mães e as suas famílias para a celebração da Bênção das Grávidas e dos seus filhos, na Eucaristia das 12h, na Igreja Paroquial.

“Como Maria, a Senhora do Advento, na espera amorosa do seu Jesus, as grávidas de 2015 trazem em si o futuro da Família, da Igreja e da Humanidade. Todos lhes somos devedores pela aposta na vida, pela esperança que renasce em cada ser humano, pela ternura da maternidade.

Na Paróquia, “família de famílias”, pedimos a bênção do Senhor, proclamando a todos a alegria do Evangelho da vida!”

domingo, 6 de dezembro de 2015

Confiança - II Domingo do Advento

Hoje na Eucaristia das 10h na Igreja Paroquial, os cabazes encheram-se!!!!!!!!!
Agora cada grupo da catequese vai (de acordo com as necessidades sinalizadas) visitar e partilhar..........  “há mais alegria em dar (-se)”.

“Tenho plena confiança de que Aquele que começou em vós tão boa obra há de levá-la a bom termo, até ao dia de Cristo Jesus” (Fl 1,6)!


Confia!
- Dedica algum do tempo à oração confiante.
- Experimenta o conforto e o consolo de um Deus que confia em ti.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Programa Paroquial Advento 2015



Lema vivencial Paroquial:

“Um coração de carne, sim. Não de pedra” (Ezequiel 36, 25)


- Oração diária comunitária, ás 6.30 horas (da manhã), na Capela de S. Bento (antiga casa paroquial), a começar amanhã, dia 30.
- Novena de Nossa Senhora da Conceição (de 30 a 8 de dezembro 2015).
- Natal das Escolas, em 4 de dezembro, pelas19.00 horas, no Largo da Capela de Nossa Senhora da Conceição.
- Confissões para a Comunidade de Faria de Cima (Centro Pastoral de Nossa Senhora da Conceição), dia 2 de dezembro, às 21.00 horas.
- Bênção das Mulheres Grávidas, dia 20 (domingo), na Eucaristia das 12.00 horas, na Igreja.

- Rito de abertura da Porta da Misericórdia (Igreja de Cucujães), dia 20 de dezembro, às 16.00 horas.

- Canto de Vésperas do 4º domingo do Advento, dia 20 de dezembro, após o rito de abertura da Porta da Misericórdia, às 17.00 horas.
- Confissões de Natal, a nível paroquial: dia 21 de dezembro, às 21.00 h, na Igreja.
(Há confissões de terça a sábado, no Seminário, conforme o horário afixado: telefone: 256899330).

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

"Há mais alegria em dar (-se)" Primeira Semana do Advento...

 Caminha do Advento Natal "Há mais alegria em dar (-se)" (At 20,35)! Felizes os misericordiosos (Mt 5,7)!

O guião apresenta algumas sugestões, que ajudam a desenvolver o planeamento.(transcrevendo)
O cabaz é um dos símbolos usado nesta proposta, porque a cabaz do Natal e um dos gestos solidários mais significativos:

" …passando pelo cabaz da Bíblia…

(...) o cesto em que Moisés, filho de hebreus, o menino que chorava, é salvo das águas (Ex 2,1-10) pela filha do faraó e, deste modo, pode tornar-se sinal de proteção e salvação.

E pode lembrar-nos ainda o cesto em que os judeus colocavam as primícias de todos os frutos da terra, que ofereciam no altar ao Sumo Sacerdote (Dt 26,1-10), tornando-se expressão da gratidão para com o Criador de todas as coisas.

(...)o fim da opressão no Egito é simbolizado pelo salmista com esta afirmação: “aliviei os seus ombros do fardo, as suas mãos livraram-se de carregar o cesto” (Sal 81,7). Podemos ver neste “aliviar do cesto” um sinal da justiça e da libertação, operada por Deus na história, com a grande epopeia do êxodo.

(...)lembrar São Paulo foi libertado da perseguição dos judeus, em Damasco, sendo “descido num cesto, por uma janela, ao longo da muralha” (At 9,25; 2 Cor 11,33), para, deste modo, continuar o anúncio feliz do Evangelho.

…até à manjedoura de Belém!

Por este breve conjunto de textos, queremos ver no cesto, na cesta e no cabaz, de algum modo, uma espécie de símbolo da nossa salvação, o instrumento através do qual experimentamos o agir salvífico de Deus.

Neste Natal, o cabaz, que queremos apresentar, cheio de bons frutos, terá de ser “esvaziado”. Procuraremos que esse “vazio” aberto se encha de boas obras (expressas nos rolos de papel) e se torne assim “a manjedoura”, o lugar onde se alberga a nossa salvação. O cabaz familiar esvaziado no cabaz paroquial e este esvaziado na ajuda às famílias tornar-se-á então a manjedoura que abriga a vida d’Aquele pelo Qual todos somos salvos: “um recém-nascido, envolto em faixas e deposto numa manjedoura” (Lc 2,12)."

OS PASSOS DA CAMINHADA

Cada Domingo do Advento abrirá a semana com uma palavra-chave, a partir da Liturgia da Palavra, expressar-se-á com um gesto simbólico e proporá um desafio concreto.


Os desafios devem ser propostos por cada comunidade, tendo em conta a sua realidade concreta. 
(...)

Em cada Domingo do Advento, as famílias serão convidadas a trazer os seus rolos de papel e a depositá-los no grande cabaz paroquial (entretanto esvaziado), de tal forma que estes se “tornem” as “palhinhas” da manjedoura, que acolherá o Menino Jesus.
(...)
A referência bíblica diz respeito à citação bíblica que fundamenta a palavra-chave e a vivência semanal.
  • A palavra-chave é a palavra a valorizar, a partir de uma das leituras da Liturgia da Palavra de cada domingo.
  • O gesto simbólico, a realizar em comunidade e em família, traduz-se num gesto concreto, em três ações: encher, esvaziar, partilhar.
  • O desafio semanal é o imperativo, que leva à concretização da palavra-chave. Cada imperativo é acompanhado de algumas sugestões, para a vivência (pessoal) da caminhada, a serem enriquecidas por outras que estejam (mais) de acordo com o contexto de cada comunidade.
Exemplo: 1.º DOMINGO DO ADVENTO
  •  A referência bíblica: “O Senhor vos faça crescer e abundar na caridade uns para com os outros e para com todos (1 Ts 3,12).
  •  A palavra-chave: Caridade.
  • Gesto simbólico: Cada família (movimento, grupo paroquial) deve encontrar no seu espaço um lugar onde possa ser colocado um pequeno cesto (cabaz) que na noite de Natal acolherá o Menino Jesus. De acordo com as suas possibilidades, deve “rechear” este cabaz com algumas ofertas que queira partilhar com os mais pobres. Depois de recheados os cabazes, somos convidados a esvaziá-los, porque “há mais alegria em dar (-se)”. Este gesto pretende simbolizar a caridade e a solidariedade humana, à luz do Evangelho. 
  • Assim, na Eucaristia do domingo seguinte encontrar-se-á um momento e uma forma, para que os bens que cada um partilhou, sejam reunidos e colocados, em local visível, junto do cabaz paroquial. Este deve ser sinal da unidade, fraternidade e comunhão.
  •  Desafios para a vivência semanal: De acordo com o imperativo “Dá”, sugerem-se algumas formas concretas de vivência da palavra “Caridade”
Notas:
1. Antes da primeira semana do Advento, preparar o cabaz da paróquia. Convém enumerar os bens mais necessários ou urgentes a recolher, de acordo com as necessidades/carências concretas da comunidade.
2. Definir, de acordo com esta proposta, os diferentes “desafios para vivência semanal” a propor à comunidade.


Um Novo Ano Litúrgico está a chegar!!!!

«O Ano Litúrgico é a sobreposição do percurso do ano normal com os mistérios da vida de Cristo, desde a encarnação até ao regresso glorioso. 
O Ano Litúrgico começa com o Advento (o tempo da espera do Senhor), tem o seu primeiro clímax no Tempo do Natal e o segundo, ainda mais alto, na celebração da Paixão, Morte e Ressurreição redentora de Cristo, na Páscoa.
O Tempo Pascal termina com o Pentecostes (a descida do Espírito Santo sobre a Igreja). O Ano Litúrgico é continuamente interrompido por festas de Maria e dos santos, nas quais a Igreja exalta a graça de Deus, que conduziu a humanidade à salvação» (Youcat, nº 186)

«O ano litúrgico / tempos litúrgicos
Partindo do Tríduo Pascal, como da sua fonte de luz, o tempo novo da Ressurreição enche todo o ano litúrgico da sua claridade. Ininterruptamente, dum lado e doutro desta fonte, o ano é transfigurado pela Liturgia. É realmente “ano da graça do Senhor”. O ano litúrgico é o desenrolar dos diferentes aspectos do único mistério pascal. Isto vale sobretudo para o ciclo das festas à roda do mistério da Encarnação (Anunciação, Natal, Epifania), que comemoram o princípio da nossa salvação e nos comunicam as primícias do mistério da Páscoa. (CIC 1168, 1171)

"Ciclo do Natal
O tempo de Natal começa a preparar-se com o Advento. Num primeiro momento, a liturgia fala da segunda vinda do Senhor no fim dos tempos, a chamada escatologia cristã. No segundo momento, que vai do dia 17 ao 24 de Dezembro, a liturgia vai falar mais directamente da primeira vinda do Senhor, no Natal. Advento
Início do ano litúrgico. Compõe-se de 4 semanas, começa quatro domingos antes do Natal e termina na tarde do dia 24 de Dezembro. É um tempo de preparação para a celebração do nascimento de Cristo, marcado pela esperança e purificação existencial. Não é um tempo de festas, mas de alegria moderada e preparação para receber o Emanuel. Não se diz o “Glória” nas missas. A cor litúrgica por excelência é o roxo.

Tempo de Natal
O dia de Natal celebra-se no dia 25 de Dezembro e comemora-se o mistério da Encarnação do Filho de Deus.
O tempo de Natal prolonga-se até à festa do Baptismo de Jesus. Após o dia de Natal, há a oitava de Natal e, depois, celebram-se alguns momentos especiais: Festa da Sagrada Família, Festa de Santa Maria Mãe de Deus, Festa da Epifania, Festa do Baptismo de Jesus. É uma época de fé, alegria e recolhimento. A cor litúrgica é o branco.

Tempo comum 1ª Parte
Tem início na segunda-feira após o Baptismo de Jesus e termina na véspera da Quarta-feira de Cinzas. Jesus dá início às suas primeiras pregações, brilhando a esperança da salvação. Trata-se de um tempo de esperança e de escuta da Palavra de Deus. A cor litúrgica é o verde.

Tempo comum 2ª Parte
Ao todo são 34 semanas. Começa na segunda-feira após o dia de Pentecostes e vai até ao sábado anterior ao 1º Domingo de Advento. No 1º domingo, celebra-se a festa da Santíssima Trindade. A espiritualidade do tempo é a da vivência do Reino de Deus e de acolhimento da Sua Palavra. Revive-se tudo quanto Jesus Cristo disse e fez para a salvação da humanidade. É um período sem grandes acontecimentos, relembrando que Deus Se faz presente nas coisas mais simples da vida. No Tempo Comum não se celebra um aspecto da nossa fé, como é o caso do Natal (Encarnação), e Páscoa (Redenção), mas celebra-se todo o mistério de Deus, na sua plenitude. Uma temática pode, porém, nele aparecer, quando nele se celebram algumas solenidades, como a “Santíssima Trindade”, o “Corpus Christi” etc., chamadas na liturgia de “Solenidades do Senhor no Tempo Comum”. A cor litúrgica é o verde.

Ciclo da Páscoa
No centro do Ano Litúrgico encontra-se Cristo, no seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição). É o memorial do Senhor, que se celebra na Eucaristia. O Mistério Pascal é, pois, o coração do Ano Litúrgico, no seu centro vital. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos.

Quaresma
Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina na Quarta-feira da Semana Santa. É um tempo intenso de penitência, conversão, jejum, esmola e oração. É um tempo de 5 semanas para preparar a Páscoa com a celebração do mistério da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Não se canta o “Aleluia”, não se colocam flores nas igrejas nem se diz o “Glória” nas missas. Não se trata de um tempo de louvor, mas de sacrifício e penitência. A cor litúrgica por excelência é o roxo.

Páscoa
Na Quinta-feira Santa tem inicio o Tríduo Pascal, com a celebração da última Ceia do Senhor. Comemora-se a instituição da Eucaristia, o Sacerdócio e o Mandamento do Amor. Na Sexta-feira celebra-se a paixão e morte de Jesus. É o único dia do ano em que não se celebra missa, acontecendo apenas uma celebração da Palavra com a adoração da santa cruz. No sábado, acontece a solene Vigília Pascal. O Tríduo Pascal culmina com o Domingo da Ressurreição. A Festa da Páscoa não se restringe ao Domingo da Ressurreição pois estende-se durante cinquenta dias até à Festa de Pentecostes*, com a celebração da descida do Espirito Santo. No Domingo anterior celebra-se a Ascensão de Jesus ao céu. É um tempo de alegria pela ressurreição de Jesus. A cor litúrgica é o branco» (Paulo Costa, Guia prático do cristianismo. Coordenadas para (re)descobrir o caminho da Fé, ed. Salesianas, Porto 2012, pp.156-157).

*A festa do Pentecostes é celebrada 50 dias após a Páscoa. Jesus ressuscitado volta ao Pai e envia-nos o Paráclito. É o Espírito Santo que anima a Igreja na caminhada em direção à casa do Pai. Espiritualidade: Alegria, força, coragem no anúncio do Evangelho. Ensinamento: Descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos e a Virgem Maria e, actualmente, sobre nós. Cor: vermelha."
IN: I Bloco do 3º ano catequese

domingo, 22 de novembro de 2015

"Hoje é o Dia da celebração de um amor novo"


Hoje Cucujães ouviu D. António Couto falar desse
"Amor frágil que é desde sempre e para sempre, e que vence, sem combater, a nossa prepotência!"

(...) «O meu reino não é deste mundo; o meu reino não é daqui» (João 18,36). E explica bem Jesus a Pilatos e a nós que, se o seu reino fosse deste mundo, daqui, lá estariam certamente, para o defender, as suas forças militares. Em vez dessa quinquilharia, o seu Reino assenta num Amor novo e subversivo, que não pode deixar de amar a nossa violência até ao fim e ao fundo, sorvendo-lhe todo o veneno.

6. As coisas são de tal ordem, tão novas, que, daqui para a frente, a partir da entrada de um tal amor no mundo, todas as formas de poder se devem considerar superadas. Na verdade, Jesus é Rei na medida em que contrapõe o amor ao poder. A Igreja participa nesta soberania de Cristo, assumindo até ao fim a mais humilde e radical atitude de serviço à humanidade, não servindo-se da humanidade, mas servindo a humanidade em cada ser humano, de acordo com o “código da autoridade cristã”: «Sabeis que aqueles que se consideram chefes das nações, as dominam, e os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não será assim entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se grande entre vós, seja vosso servo, e aquele que queira ser o primeiro entre vós, seja escravo de todos. Na verdade, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos» (Marcos 10,42-45). Compete à Igreja manter bem aberto este golpe que Cristo infligiu a qualquer forma de poder e a todo o mal.

7. Vem, Senhor Jesus! Ilumina com a tua Luz nova as trevas, as pregas e as pedras do nosso coração empedernido. Reina sobre nós, Salva-nos, Justifica-nos, Perdoa-nos, Recria-nos. Faz-nos outra vez à tua Imagem. Dissolve a besta brava que há em nós e que, à imagem de Caim, não fala, mas trucida e come o outro. Hoje é o Dia da celebração de um amor novo e de uma nova ordem assente, não no poder, mas no amor."

sábado, 21 de novembro de 2015

D. António Couto - presentação do seu novo livro em Cucujaes

"Presença de D. António Couto, Bispo de Lamego entre nós, no próximo sábado, pelas 15.30 horas, no salão do Claustro do Seminário.
A sua presença é devida à apresentação de um livro seu sobre os SALMOS.
Como é sabido, D. António Couto é especialista em Bíblia e é sempre com muito agrado que é escutado. Para esta sessão, 15.30 horas, no seminário (entrada pela portaria) estão especialmente convidados os catequistas, os leitores, os acólitos e os ministros extraordinários da comunhão, comissões zeladoras e o apostolado da oração. Trata-se de um
assunto que lhes diz particularmente respeito e não devem desperdiçar
esta oportunidade da presença de D. António Couto.
Prevê-se que D. António Couto presida à Eucaristia das 18.00 horas, na Senhora da Conceição, na evocação do centenário do Sr. Padre Vaz.
(Toda a comunidade paroquial está, evidentemente, convidada a participar na apresentação do livro)".

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Olha a tua volta...



"Somos grandes proprietários sem o saber.Não é a terra que nos falta, mas a faculdade de a gozar"
(J. Lobbock)

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Se Jesus fala tão simples, porque complicamos

As vezes nós catequistas complicamos tanto para falarmos de Jesus as crianças porque nos esquecemos de "falar ao jeito de Jesus"
Escuta o Padre Rui Santiago



Padre Rui Santiago - Derrotar montanhas