terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Festa da Apresentação do Senhor



Celebra-se quinta-feira dia 2 de fevereiro às 21h na Igreja Paroquial  a "Festa da Apresentação do Senhor"; com a Bênção das velas

Anima a Celebração o Coro de Sta Luzia




"Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro,hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente.
Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior.
No século X, começaram a benzer-se as velas.

José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção."
IN Dehoneanos

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Oração pela Unidade dos Cristãos

Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos
Reflexão para o sexto dia

Génesis 17,1-8: Deus faz uma aliança com Abraão
Salmo 98: O mundo viu a vitória de Deus
Romanos 5,6-11: Deus reconciliou-nos consigo por Jesus Cristo
Lucas 2,8-14: Proclamação da boa nova

Comentário
A reconciliação tem dois lados: é fascinante e assustadora ao mesmo tempo. Ela atrai-nos, fazendo-nos desejá-la: dentro de nós mesmos, uns com os outros e entre as nossas diferentes tradições confessionais. Vemos o preço e assusta-nos, pois reconciliação significa renunciar ao nosso desejo de poder e reconhecimento. Em Cristo, Deus gratuitamente nos reconcilia consigo, mesmo que nos tenhamos afastado dele. A ação de Deus vai ainda mais além: Deus reconcilia consigo não somente a humanidade, mas o conjunto da criação.
No Antigo Testamento Deus foi fiel e misericordioso com o povo de Israel, com o qual estabeleceu uma aliança. Essa aliança permanece: “os dons e o chamamento de Deus são irrevogáveis” (Rom 11,29). Jesus, que inaugurou a nova aliança no seu sangue, era um filho de Israel. Frequentemente na história, as nossas Igrejas têm falhado no reconhecer e honrar isso. Depois do Holocausto, é tarefa especial das Igrejas da Alemanha o combate ao anti-semitismo. Do mesmo modo, todas as Igrejas são chamadas a cultivar a reconciliação nas suas comunidades e a resistir a todas as formas de discriminação humana, porque somos todos participantes da aliança de Deus.

Questões

- De que modo nós, como comunidades cristãs, compreendemos o que é ser parte da aliança de Deus?
- Que formas de discriminação nossas Igrejas precisam enfrentar hoje em nossas sociedades?

Oração
Deus misericordioso,
que por amor fizeste uma aliança com o teu povo;
fortalece-nos para que possamos resistir
a toda forma de discriminação;
que o dom da tua amorosa aliança
nos encha de alegria e nos inspire a construir uma unidade maior;
é o que te pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor ressuscitado,
que vive e reina contigo e com o Espírito Santo
agora e para sempre. Amém."

IN: Comissão Diocesana para o Ecumenismo Porto

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Folha Paroquial -III DomingoTC 22-01-2017

HOJE DIA 20: FESTA DO MÁRTIR S. SEBASTIÃO


 Eucaristia, na Capela do Mártir, às 21.00 horas em honra do Mártir S. Sebastião.

 S. Sebastião é invocado como protetor e intercessor junto de Deus para nos proteger das doenças contagiosas e epidemias. Muitas graças lhe são atribuídas, mesmo por muitos dos nossos paroquianos. Vamos, pois, dar graças a Deus pela saúde que nos concede por intercessão de S. Sebastião.

 (IN: Folha Paroquial 15-01-2017)




quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

O serviço do leitor na liturgia

"O leitor deve ser natural em tudo, até no modo de levantar os olhos do livro para olhar a assembleia. Não é bom fazê-lo a cada frase e menos ainda a cada palavra, mas pior é nunca o fazer. 
A leitura litúrgica destina-se a proclamar, com exactidão, palavras reveladas por Deus que se encontram no leccionário. 
O leitor não é um locutor de televisão. 
Se levantar muitas vezes os olhos durante a leitura, como fazem os locutores durante o telejornal, alguém pode ser levado a pensar que está a dizer palavras suas. Mas não se conclua daqui que o leitor deve estar sempre com os olhos fixos no livro. Ele pode e deve dirigi-los para a assembleia, algumas vezes, durante a leitura, de preferência nas pausas dos pontos ou dos parágrafos, mas não a meio das frases. Também aqui não há regras fixas.
O mais importante é que ele se comporte de maneira natural”.
Secretariado Nacional da Liturgia

"1. Preparar a leitura
A. Conhecer e compreender o texto
Compreender o sentido do texto, captar a sua estrutura, as suas articulações, os seus pontos mais altos, a sua vivacidade.
- Quem fala no texto? A quem fala? Sobre quê? Com que finalidade?
- De que género de texto se trata? Um relato? Uma exortação? Um diálogo? Uma oração? Uma censura?
- O que sentem as personagens que aparecem no texto?
- Há palavras difíceis de compreender? Que significam?
- O texto é divisível em partes? Onde começa e acaba cada parte?

B. Preparar uma leitura expressiva
Ver que entoação se deve dar a cada frase, quais são as frases que se devem ressaltar, onde estão os pontos e as vírgulas, qual a pontuação do texto.
- Quais as palavras mais importantes e as expressões ou frases principais que importa sublinhar?
- Onde fazer pausa, breve ou prolongada?
- Onde evitar a pausa?
- Qual o tom de voz (ou tons de voz) adequado ao texto?
- Qual o ritmo (as acentuações, os encadeamentos) e o movimento (acelerado, rápido, espaçado, lento) que se deve usar, no texto ou nas partes?

C. Ler o texto em voz alta
- Ler o texto antes, em voz alta e várias vezes, com exercícios parcelares e com o texto completo.
- Identificar as armadilhas fonéticas, em que palavras se poderá tropeçar, etc.
- Articular e pronunciar bem cada palavra e cada sílaba; não negligenciar as consoantes.
- Não deixar cair demasiado o tom de voz, mesmo nos pontos finais; o verdadeiro ponto final está no fim do texto.

2. Tarefa do leitor: exprimir os sentimentos do autor e das personagens
- A celebração litúrgica actualiza a palavra. O texto escrito torna-se palavra viva hoje, naquele lugar e para aquela assembleia. "Deus fala hoje ao seu povo". É importante conhecer o texto e também conhecer o contexto da celebração.
- Não se trata de dramatizar, ou melhor dito, de criar uma ilusão, mas de reproduzir ou tornar vivos um texto e um acontecimento. Não se trata de atrair a atenção para a pessoa do leitor, mas para a palavra e acção divinas.
- O leitor tem a responsabilidade de, usando os seus dotes oratórios, a sua técnica refinada e a sua arte de dizer, promover o encontro vital e a comunhão entre Deus que fala e os ouvintes.
5. Postura

- Quando estiver diante do ambão, deve ter em conta a posição do corpo. Não se trata de adoptar posturas rígidas, nem demasiado descontraídas.

- Pés bem assentes, levemente afastados e firmes. Não balancear-se, nem cruzar os pés, nem estar apoiado apenas num pé, com pés cruzados ou um à frente e outro atrás.

- Não debruçado sobre o ambão, nem com os braços cruzados ou as mãos nos bolsos. Os braços poderão manter-se pendentes ao longo do corpo, ou dobrados para permitir um leve e discreto apoio das mãos na orla central do ambão (evitando tocar o Leccionário a fim de não o danificar com a adiposidade corporal).

- Colocar-se à distância adequada do microfone para que se oiça bem. Por causa da distância, frequentemente, ouve-se mal. Não começar, portanto, enquanto o microfone não estiver ajustado à sua medida (que deverá ser feito antes: a medida adequada costuma ser a um palmo da boca e na direcção da mesma). E lembrar-se que os estampidos que acontecem ou os ruídos que se fazem diante do microfone são ampliados ...

6. Apresentação
- Não trajar algo que possa distrair ou ofender os presentes, seja por ostentação, seja por desleixo, pouco conveniente ou ridículo (camisetas de anúncios, vestuário desalinhado ou sujo, penteados estranhos...).
- Ter critério e apresentar-se como pessoa educada e normal.

7. Antes de começar
- Esperar que toda a assembleia esteja sentada e tranquila e se tenha criado um ambiente de silêncio e escuta.
- Respirar calma e profundamente.
- Guardar uma breve pausa para olhar a assembleia, a fim de a registar na mente, para estabelecer com ela contacto directo antes de iniciar a proclamação e pedir a sua atenção, pois é para ela que se dirige.

8. Título
- Ler só o título bíblico. Nunca se leia "Primeira Leitura" ou "Salmo responsorial", ou a frase a vermelho que precede a leitura.
- Não deve ser o leitor a ler também a introdução à leitura ou o comentário que a antecede.
- Após a leitura do título, faça-se uma pausa para destacar o texto que vai ser proclamado.

9. Ler com a cabeça levantada
- A cabeça deve estar direita, no prolongamento do corpo.
- Procurar ler com a cabeça levantada.
- Com a cabeça levantada, a assembleia contacta um rosto e o leitor exprime um texto dirigido à assembleia e não devolvido ao livro.
- O olhar deverá manter o contacto com a assembleia sem ser necessário os constantes e perturbantes exercícios de levantar e baixar a cabeça.
- Ao longo da leitura, com naturalidade, olhar também de vez em quando para a assembleia. Estas olhadelas, no meio da leitura, não se têm que impor como um propósito, o que seria artificial. Mas se sair naturalmente, poderá ser útil, especialmente nas frases mais relevantes: ajuda a acentuá-las, a criar um clima comunitário, e a ler mais devagar.
- Com a cabeça levantada, a própria voz ganha em clareza e volume. O tom de voz será mais alto e, portanto, mais fácil de captar.
- Se o ambão é baixo, será sempre melhor suster o livro nas mãos, levantando-o, que baixar a cabeça.

10. Ler devagar
- O ouvinte não é um gravador, mas uma mente humana que requer tempo para sentir, reagir, ouvir, entender, coordenar e assimilar. Geralmente, lê-se depressa e não se fazem as pausas adequadas, como pede o texto lido. A pontuação oral nem sempre coincide com a pontuação escrita. A leitura rápida pode cortar o contacto com a assembleia.
- Saber que há sempre tendência para ler demasiado depressa. Colocar-se no lugar dos ouvintes que descobrem o texto.
- Saber fazer pausas. Um silêncio longo para o leitor, é curto para o ouvinte.
- O principal defeito dos leitores, costuma ser ler depressa. Se lermos depressa, as pessoas, com algum esforço, poderão conseguir entender-nos, mas aquilo que lemos não entrará no seu interior. Recordemos: este continua a ser o principal defeito.
- Além de ler devagar, há que manter um tom geral de calma. Há que afastar o estilo do leitor que sobe à pressa, começa a leitura sem olhar as pessoas e, ao acabar, foge ainda mais depressa. Não deve ser assim: deve-se chegar ao ambão, respirar antes de começar a ler, lendo pausadamente, fazendo uma pausa no final, antes de dizer "Palavra do Senhor", escutar no ambão a resposta da assembleia e voltar ao lugar. Aprender a ler sem pressa, com aprumo e segurança custa; por isso, é importante fazer os ensaios e provas que forem necessários: é a única maneira!

11. Durante a leitura
- Evitar apagar-se a cada frase ou, mais ainda, no fim do texto: a leitura exige uma continuidade. Não baixar o tom nos finais de frase. As últimas sílabas de cada frase têm que se ouvir tão bem como todas as restantes. Infelizmente, a tendência é para nestas sílabas se baixar o tom tornando-as ininteligíveis.
- Boa pronúncia.
- Vocalizar. Ou seja, remarcar cada sílaba, mover os lábios e a boca, não atropelar a leitura. Sem afectação nem teatro, mas recordando que se está “actuando” em público, e que o público tem que captar tudo bem. E uma actuação em público é distinta de uma conversa na rua.
- Evitar o tom cantante, falsamente atractivo; o tom teatral faz de cortina a Deus.

12. Concluir a leitura
- Antes de dizer "Palavra do Senhor", fazer uma pausa após a última frase.
- Dizer a aclamação olhando para a assembleia.
- Dizer só "Palavra do Senhor" e nada mais (p.e.: "Irmãos, esta é a Palavra do Senhor" ou outras expressões semelhantes). Trata-se de uma aclamação e não de uma explicação. Dizê-lo em tom de aclamação, e não de explicação catequética, ou de informação. Importa que se sinta o carácter de aclamação pela forma como é dito.
- Seria mais expressivo que esta aclamação fosse cantada (pelo leitor, primeiramente, ou, em caso de necessidade, por outrem). Não sendo cantada, deveria ser dita em tom de voz mais elevado (entenda-se, não necessariamente num volume mais forte).
- Não abandonar o ambão antes da resposta da assembleia.
- Deixar o Leccionário aberto na página do Salmo responsorial ou da 2ª Leitura, para que fique pronto para o leitor que se segue.
- Regressar ao lugar com calma e naturalidade, em passo normal e firme."
IN: Diocese Leiria Fatima

MINISTÉRIO DO LEITOR NA LITURGIIA

"Uma arte original

A leitura dos textos bíblicos é diferente da leitura pública corrente. É que o leitor não diz a sua palavra, mas a de Deus. Escrevia D. Bonhöfer:

“Bem depressa nos aperceberemos de que não é fácil ler a Bíblia aos outros. Quanto mais a atitude interior perante o texto for de despojamento, humildade, objectividade, mais adequada será a leitura... Uma regra que se deve observar para ler bem um texto bíblico, é nunca se identificar como o “eu” que lá se exprime. Não sou eu que me irrito, que consolo, que exorto, mas Deus. Por certo que daí não resultará que eu leia o texto num tom monótono e indiferente; pelo contrário, fá-lo-ei sentindo-me eu próprio interiormente comprometido e interpelado. Mas a diferença entre uma boa e uma má leitura surgirá quando, em vez de tomar o lugar de Deus, eu aceitar muito simplesmente servi-Lo.”

É por isso que as Igrejas orientais mandam cantar sempre as leituras.

A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão "instrutivos").

Fazer de leitor é um serviço importante dentro da assembleia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembleia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé."
IN Diocese Leiria Fatima

sábado, 14 de janeiro de 2017

02º Domingo do Tempo Comum – Ano A | Dehonianos

A liturgia deste domingo coloca a questão da vocação; e convida-nos a situá-la no contexto do projecto de Deus para os homens e para o mundo. Deus tem um projecto de vida plena para oferecer aos homens; e elege pessoas para serem testemunhas desse projecto na história e no tempo.
 A primeira leitura apresenta-nos uma personagem misteriosa – Servo de Jahwéh – a quem Deus elegeu desde o seio materno, para que fosse um sinal no mundo e levasse aos povos de toda a terra a Boa Nova do projecto libertador de Deus.
 A segunda leitura apresenta-nos um “chamado” (Paulo) a recordar aos cristãos da cidade grega de Corinto que todos eles são “chamados à santidade” – isto é, são chamados por Deus a viver realmente comprometidos com os valores do Reino.
 O Evangelho apresenta-nos Jesus, “o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Ele é o Deus que veio ao nosso encontro, investido de uma missão pelo Pai; e essa missão consiste em libertar os homens do “pecado” que oprime e não deixa ter acesso à vida plena.
IN:
  02º Domingo do Tempo Comum – Ano A | Dehonianos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Papa elogia humildade, proximidade, coerência e censura o clericalismo"

Ser anunciador de uma verdade não chega, é preciso ser humilde, próximo e coerente, pois só assim se conquista autoridade e confiança junto dos crentes, frisou hoje o papa na missa a que presidiu, no Vaticano.

A homilia, centrada na leitura do Evangelho proclamada nas missas desta terça-feira (Marcos 1, 21-28), criticou os comportamentos dos pregadores e responsáveis religiosos que se afastam do povo e não mostram coerência entre palavras e atos.

«[Jesus] tinha uma atitude de servidor, e isso dava autoridade. Ao contrário, estes doutores da lei que as pessoas, é verdade, escutavam, respeitavam, mas não sentiam que tivessem autoridade sobre elas, tinham uma psicologia dos princípios: “Nós somos os mestres, os príncipes, e nós ensinamos-vos. Não serviço: nós comandamos, vós obedeceis”», apontou o papa, citado pela Rádio Vaticano.

Por ser próximo, «Jesus não tinha alergia às pessoas: tocar os leprosos, os doentes, não lhe causava repugnância», enquanto os fariseus e doutores da lei se mantinham distantes dos crentes, prosseguiu.

Os religiosos do tempo de Jesus «tinham uma psicologia clericalista: ensinavam com uma autoridade clericalista, isto é, o clericalismo», declarou Francisco.

É compreensível «que alguém que se sente príncipe, que tem uma atitude clericalista, que é um hipócrita, não tenha autoridade. Dirá a verdade, mas sem autoridade»

«Primeiro, servidor, de serviço, de humildade: o chefe é aquele que serve, vira tudo de pernas para o ar, como um icebergue. Do icebergue vê-se o topo; ao contrário, Jesus vira ao contrário e o povo está em cima e Ele que comanda está em baixo, e de baixo comanda», afirmou.

Outro aspeto que diferencia a autoridade dos religiosos e de Jesus é a coerência: «Havia como uma unidade, uma harmonia entre o que pensava, sentia, fazia», ao passo que quem se sente mais importante tem «uma atitude clericalista».

«Essa gente não era coerente e a sua personalidade estava dividida, ao ponto de Jesus aconselhar aos seus discípulos: “Fazei o que vos dizem, mas não o que fazem”: diziam uma coisa e faziam outra. Incoerente. Eram incoerentes. E o adjetivo que muitas vezes Jesus lhes atira é hipócrita», continuou o papa.

É compreensível, sublinhou Francisco, «que alguém que se sente príncipe, que tem uma atitude clericalista, que é um hipócrita, não tenha autoridade. Dirá a verdade, mas sem autoridade. Ao contrário Jesus, que é humilde, que está ao serviço, que está próximo, que não despreza as pessoas e que é coerente, tem autoridade. E esta é a autoridade que o povo de Deus sente».


IN Secretariado Nacional da Pastoral Cultural
Rui Jorge Martins
Publicado em 10.01.2017


Artigo original (Rádio Vaticano)

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

"A TUA FAMA É ODOR QUE SE ESPALHA" (Ct 1, 3)

EM PLANO B
Domingo da Epifania
(Mt 2, 1-12)

Isto de ir perguntar a um rei onde está "O" rei que devia nascer, é provocação grande demais! Tudo aqui está em movimento nesta página cheia de andanças. Há duas cartografias e duas fotografias. Duas cartografias e duas fotografias de reinos diferentes...

Estou a escrever estas coisas na Guine-Bissau, onde o céu é maior que noutros lugares. Neste momento da noite não há luz elétrica nem nenhum barulho para além dos da terra. Estive lá fora um pouco a olhar para as estrelas e parece que quando a gente olha para elas, param de respirar, suspendem o fôlego para não fazerem ruído sequer, ficando apenas aquele tremelicar de quem está a segurar o ar por muito tempo. São caladitas as estrelas.

A imagem dos magos a seguirem o fio prateado de uma estrela é de uma leveza fantástica, uma metáfora cheia de poesia. Tudo é sossegado neste seguimento. A estrela desenha um risco na cartografia desta estória evangélica todo da cor da paz e do silêncio.

Mas ponho-me a olhar para a outra estrela que os magos encontram, a "Star" de Jerusalém, o rei faz-de-conta Herodes. Fixo-me nos seus pés como se os passos que dá deixassem rasto riscado no chão. E espanto-me com a evidência... É alguém que gira-gira, roda-roda, vai, chama, manda vir, a estes e aos outros... O risco dos seus passos segue à risca a sua própria circunferência! É alguém que deixa no chão um emaranhado de traços todos à volta de si próprio.

São duas cartografias de dois reinos muito diferentes! Um é o traço riscado no céu em forma de direcção e silêncio, como um segredo transmitido só num beijo. O outro é o novelo riscado no chão em forma de circuito fechado e curtinho, perímetro medíocre de influência e perturbação.

É sempre esta a luta da construção do Mundo Novo chamado Reino de Deus: o face-a-face com os anti-reinos que são os minúsculos e violentos impérios que vamos criando em função dos nossos egoísmos.

Estas são as duas cartografias, a do Reino de Deus todo caminho e direcção, e a do Anti-Reino todo circunfechado e desnorte.

Mas há também duas fotografias de apresentação destes dois reinos. E só para fazer memória dos rolos fotográficos, vamos revelá-las assim:

Fotografia 1. Era uma vez uns magos que encontraram um rei que ficou assustado, espantado e, atrás dele, conseguiu perturbar e alvoroçar a cidade inteira!

Fotografia 2. Era uma vez uns magos que encontraram um rei que - SHIIIUUU!!! - estava a dormir sossegado no colo da mãe.

O mal é ruidoso e os seus reinados são espalhafatosos! Mas a maneira de Deus é mansa, o bem não faz ruído, não barulha. Um rei em pânico a transtornar a sua cidade e um rei a dormir no sossego discreto do lugar onde começou agora mesmo a nascer.

Os magos perceberam estes sinais. Nós, nem sempre. Confundimo-nos com o barulho e enchemos os olhos com tamanhos! Surdos por falta de silêncio e aleijados dos olhos, vamos atrás de quem grita mais convincentemente ou de quem exibe maior influência para lhes entregarmos os tesouros da nossa vida.

Ouro, incenso e mirra... E, pelo cheiro, sou transportado para o livro grandioso do Cântico dos Cânticos: "antes que o dia desponte e as sombras desapareçam, quero ir ao monte onde há mirra e à colina onde há incenso", cantava o apaixonado à sua amada (Ct 4, 6)

E ela responde-lhe que se levantou para ir abrir a porta, "as minhas mãos gotejavam mirra, os meus dedos eram mirra escorrendo pelos trincos das fechaduras" (5, 5)

Já antes ela tinha dito que "o meu amado é para mim como esta bolsinha de mirra que trago entre os meus peitos" (1, 13)

Entretanto, neste cântico todo enamorado de alianças, um coro de jovens amigas da Noiva intervém para cantar esta pergunta: "Que é isto que sobe lá do deserto como colunas de fumo, com um cheiro tão intenso a mirra, a incenso e a todos os perfumes dos mercadores?" (3, 6)

Resposta? Era o rei, que chegava para as núpcias.

CHEIRA-ME que sem todo este mundo enamorado da escritura com os seus perfumes, não teremos chave de leitura correta para ler a entrega dos três presentes ao rei-menino que está ali anunciado enquanto dorme num lugar qualquer de Belém, a cidade de Salomão...

Depois de a Noiva abrir a cantiga com a deliciosa frase "Que ele me beije com os beijos da sua boca!" (1, 1), a primeira promessa do Noivo é "faremos para ti arrecadas de ouro" (1, 11). Por sua vez, a Noiva confessa que o seu amado é todo feito de ouro: "a sua cabeça é de ouro maciço... os seus braços são ceptros de ouro... os seus pés são ouro fino... e dos seus lábios, que são como lírios, goteja a mirra cujo perfume se espalha... a sua boca é só doçura, e todo ele é delicioso. Eis como é o meu amado; assim é aquele que eu amo." (5, 10-16)

Tudo é beleza e Enamoramento neste Cântico dos Cânticos que é uma cantiga de núpcias.

Conheci há umas semanas uma jovem guineense que foi baptizada na Vigília Pascal de 2014. Quis-me contar porque se converteu. Uma vez, há cerca de cinco anos, na casa de um familiar encontrou uma bíblia. Abriu por curiosidade e deu com um livro pequeno e poético chamado Cântico dos Cânticos. Leu de um fôlego e ficou sem fôlego. Ficou claro dentro dela esta certeza: um Deus que fala de amor assim, tem de ser o verdadeiro; uma religião que se permite acreditar num amor assim, pode dar sentido à vida.

No Catecumenado veio a descobrir que o grande Cântico dos Cânticos é o Evangelho, e que a vida de Jesus é toda ela um Poema Nupcial. Brilham os olhos desta mulher quando conversa destas coisas, porque foi na surpresa de um Deus que permite falar de amor assim que ela começou a descobrir o Caminho de Jesus.

Tudo é beleza e enamoramento, estamos talhados para isso! O brilho do ouro, o perfume do incenso e da mirra, naquela cultura tudo isso fala de sedução, atracção, erotismo, abraço, intimidade. Estamos no Terreiro dos Amores, na Tenda Nupcial, debaixo do Arco da Aliança. A Fé Cristã não é outra coisa que aderir a esta loucura de Deus em desposar-nos.

(6 janeiro 2015)

Sexta-feira do tempo de Natal - P Dehonianos


Lectio
(...)
Evangelho: Marcos 1, 7-11
João Baptista pregava assim: «Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias. BTenho-vos baptizado em água, mas Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo.» 9Por aqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia e foi baptizado por João no Jordão. 10*Quando saía da água, viu os céus abertos e o Espírito descer sobre Ele como uma pomba. 11 E do céu veio uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu encanto.»

João apresenta as características de um verdadeiro profeta: é pobre e austero, proclama a Palavra de Deus, é independente da mentalidade do mundo que o rodeia. Jesus apresenta-se a ele como o último dos pecadores. Mas João reconhece-O a apresenta-o ao povo como alguém superior a ele: «Depois de mim vai chegar outro que é mais forte do que eu, diante do qual não sou digno de me inclinar para lhe desatar as correias das sandálias» (v. 7).

Jesus partilha a condição do homem pecador. Por isso Se apresenta ao baptismo de penitência. Mas o Pai proclama-O inocente e realça a sua condição divina: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu encanto» (v. 11).

Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. N’Ele harmonizam-se a divindade e a humanidade. Por isso, enquanto o baptismo de João é realizada «na água», o de Jesus é realizado «no Espírito Santo». Jesus recebe o baptismo de João mas, ao sair da água, é investido com o poder e a força do Espírito, em vista da missão que há-de realizar. Jesus é o «Servo» em quem repousa o Espírito (cf. Is 42, 1). Não sai das águas do Nilo, como Moisés, mas das águas do Jordão (cf. Is 63, 11). Guiará o povo às pastagens verdejantes de paz, de salvação e de justiça.

Meditatio
O baptismo de Jesus, que o evangelho hoje nos recorda, foi uma etapa decisiva na Sua manifestação ao mundo como Deus, uma espécie de segunda epifania. Os acontecimentos do nascimento já estavam longe. Trinta anos de silêncio e de escondimento tinham feito de Jesus um homem entre os homens. Militão de Sardes diz que esses anos demonstram a humanidade de Cristo em tudo semelhante à nossa.

O baptismo de Jesus encerra essa fase da vida de Jesus, em que se fez homem semelhante a nós, em que imitou o homem. Confundido entre a multidão, Jesus vem submeter¬se a um rito que o põe ao nível dos pecadores, daqueles que precisam de ser purificados. Mas é nesse momento que se manifesta a vinda do Messias prometido e há tanto tempo esperado por Israel. É também nesse momento que se revela a sua divindade: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu encanto» (v. 11). O Inocente faz-se pecado para salvar o homem pecador. Mas é oficialmente apresentado ao mundo pelo Pai, como o Messias que fala e actua em Seu nome. Começa a vida pública de Jesus. A partir desse momento ouvimo-Lo afirmar: «ouvistes o que foi ditotsnes eu vos digo ». Jesus começa a falar com uma autoridade que espanta os escribas e fariseus.

Jesus é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. É essa fé da Igreja. É essa a fé que leva à vida: «Quem tem o Filho de Deus tem a vida»(1 Jo 5, 12).

S. Pedro diz-nos que Deus que, depois do baptismo que João pregou, «Deus ungiu com o Espírito Santo e com o poder a Jesus de Nazaré» (Act 10, 37). João Baptista tinha dito: «Tenho-vos baptizado em água, mas Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo» (v. 8). A descida do Espírito Santo é o ponto de partida da redenção. Começou a nova criação porque o Espírito reapareceu sobre as águas como no princípio (cf. Gn 1,2).
O Espírito estava em Jesus desde o seu nascimento, de modo silencioso e escondido.
Agora, essa realidade manifesta-se ao mundo. Revela-se a unção profética e messiânica de Jesus. Ao mesmo tempo ecoa a voz do Pai: «Tu és o meu Filho muito amado, em ti pus todo o meu encanto» (v. 11). Aquele que se fizera servo é proclamado como Filho (cf. Is 40, 2). Por isso, o Pai acrescenta: «Escutai-O!» (Mc 9, 7).

Havemos de escutar Jesus que ainda hoje nos fala no Evangelho, porque nos fala em nome de Deus. Escutar não é só ouvir e fazer o que manda. É, sobretudo, acreditar n’Ele, aderir a Ele na fé, acolhê-Lo. Deus vem até nós na revelação; nós havemos de ir até Ele na fé.

Jesus Cristo fez-Se solidário com os homens pecadores para os salvar. Também nós, salvos pelo sua solidariedade misericordiosa, havemos de ser solidários com todos os homens nossos irmãos, especialmente com os que andam mais afastados de Deus. "Longe de nos alhear dos homens, a nossa profissão dos conselhos evangélicos torna-nos mais solidários com a sua vida" (Cst. 38). A consagração religiosa coloca-nos «ao serviço da missão salvífica do Povo de Deus no mundo de hoje (Cst. 27).

Oratio
Senhor Jesus, Tu convidas-nos a acreditar em Ti, mas também afirmas que será o Espírito Santo a fecundar o nosso coração de crentes e discípulos. Por isso, quero hoje pedir-Te, com insistência, o teu Espírito Santo e a graça de ser dócil às suas inspirações para crescer na fé, para a interiorizar e para Te conhecer cada vez mais e melhor. Só Tu é o Messias. Só Tu és a Verdade. A tua Palavra é a Lei que conduz à salvação. Torna-me testemunha da Verdade, que és Tu. Torna-me participante da tua missão de Messias, pela prática animada pelo teu Espírito, das obras de misericórdia espirituais e corporais. Amen.

Contemplatio
o baptismo do Salvador é o último acto da sua longa preparação de trinta anos. Já é publicamente oferecido ao seu Pai na Circuncisão e na Apresentação no Templo, vem ainda oferecer-se nas margens do Jordão. João Baptista, como profeta autorizado de Deus, chama os Israelitas para o baptismo de penitência, para os preparar para o reino do Messias. Jesus não tem necessidade do baptismo, tal como não tinha necessidade da Circuncisão nem da Apresentação nem do resgate no Templo. Mas vem como vítima e como reparador. Assume sobre si a responsabilidade dos nossos pecados. Quer cumprir toda a lei antiga, que era uma lei de purificação e de preparação. Recebeu o baptismo, não para si, mas pelos homens seus irmãos. É mergulhado na água como símbolo de morte e de ressurreição. O seu baptismo simboliza e anuncia a sua morte real e a sua ressurreição, enquanto que o nosso exprime somente uma morte espiritual para o pecado e a ressurreição para a vida sobrenatural.

S. João queria opor-se ao baptismo de Jesus, que nada tem a purificar, mas Jesus responde-lhe que deve cumprir toda a justiça, e entende com isto a justa expiação das nossas faltas.
Que viva impressão de sofrimento, mas também de amor pelo seu Pai e por nós o Coração de Jesus deve ter sentido nesta morte simbólica! (Leão Dehon, OSP 3, p. 219).

Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
«Ele há-de baptizar-vos no Espírito Santo» (Mc 1, 8).

IN Portal Dehonianos

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

A mãe do nosso Pastor partiu para a "Casa do Pai nosso que está no Céu"

A mãe do nosso Vigário e Pároco Sr Padre Artur Bastos  partiu para a "Casa do Pai que está Céu"

O funeral é quarta feira às 14h30m em S Martinho da Gandara

"O Senhor é meu pastor: nada me falta. * 
Leva-me a descansar em verdes prados, 
conduz-me às águas refrescantes * 
e reconforta a minha alma. 
Ele me guia por sendas direitas, *
 por amor do seu nome.
 Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos, * não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo: † 
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. 
Para mim preparais a mesa, *
 à vista dos meus adversários; 
com óleo me perfumais a cabeça * 
e meu cálice transborda. 
A bondade e a graça hão-de acompanhar-me, *
 todos os dias da minha vida, 
e habitarei na casa do Senhor, *
 para todo o sempre."

Salmo 22

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

e a Vida não vai parar

A orquestração deste video é muito solicitada mas mensagem do video e por email, só o autor pode responder, mais uma vez, vamos pedir-lhe essa partilha, porque "e a vida não vai parar"
Viva a alegria de ser filho e filha de Deus e dê-Lhe graças!!!!!!