sábado, 19 de março de 2022
sexta-feira, 11 de março de 2022
segunda-feira, 7 de março de 2022
Vaticano: Papa inicia exercícios espirituais de Quaresma, em semana sem compromissos públicos
Vaticano: Papa inicia exercícios espirituais de Quaresma, em semana sem compromissos públicos: “Façamos espaços de silêncio e oração, um pouquinho, vai fazer-nos bem.
sábado, 5 de março de 2022
Folha Paroquial do I Domingo da Quaresma -06-03-2022
quarta-feira, 2 de março de 2022
Quarta-feira de Cinzas - Início da Quaresma 2022

A 1ª Leitura é um convite à CONVERSÃO:"Voltai para mim de todo o coração". (Jl 2,12-18)
A terra de Israel fora invadida pelos gafanhotos. O profeta Joel entendeu que não era castigo de um Deus magoado, porque o povo se afastara do seu Deus, mas um momento de graça, chamando para o verdadeiro sentido da vida. Por isso, dirige o convite do Senhor: "Voltai para mim com todo o coração".
Deus está sempre pronto a acolher e a perdoar.* Hoje o Senhor nos dirige o mesmo apelo:"Voltai para mim de todo o coração".
A 2ª Leitura (2Cor 5,20-6,2) é um convite à RECONCILIAÇÃO:"Deixai-vos reconciliar com Deus".Para Paulo, o pecado é um desacordo, um estado de inimizade, entre o homem e Deus. Essa hostilidade deve ser superada, é necessário restabelecer a harmonia.* A Quaresma é uma oportunidade que nos é oferecida para rever hoje a nossa relação com Deus."Agora é o tempo favorável! Agora é o dia da Salvação".
No Evangelho (Mt 6,1-6.16-18) Jesus lembra três práticas da religiosidade judaica,cuja prática é recomendada na Quaresma: A esmola, a Oração e o jejum e o espírito com que devem ser praticadas.
"Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra".
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2022
Nota -Quaresma 2022 - O tempo favorável da escuta - Diocese Porto
«Eu respondi-te no tempo da graça e socorri-te no dia da salvação” (Is 49, 7). É promessa do próprio Deus que, em cada tempo favorável, não nos faltará com as suas graças, aquelas que sabemos precisar, mas sobretudo as que só o Espírito Santo sabe e pode dar.
Inicia a Quaresma, esse tempo favorável de escuta: escuta atenta da Palavra de Deus que renova, escuta do amor misericordioso de Deus que salva e escuta dos irmãos de caminho que pedem o melhor de nós. São 40 dias favoráveis a um percurso espiritual com consequências concretas e visíveis nas práticas cristãs da oração, do jejum e da esmola.
Porém, esta Quaresma de 2022 é tempo duplamente favorável: decorre em pleno tempo de escuta sinodal na nossa diocese. É uma fase de preparação do Sínodo, rica e envolvente, em que tudo inicia na necessidade de uma escuta renovada de Deus e dos irmãos, que ilumine, incentive e dê esperança no futuro. Um tempo que apela à reciprocidade: escutar e ser escutado. É bom não o esquecer: o Sínodo é um capítulo da história da salvação que Deus opera na Igreja universal. Podemos sonhar juntos uma Igreja diversa: mais gerada que gerida, mais caminho que estacionamento, mais casa do Povo de Deus em saída que clube de praticantes. Escutar a todos faz bem à própria Igreja.
Servem-nos três símbolos expressivos para viver juntos a experiência sinodal em tempo de Quaresma: o deserto, o caminho e a cruz.
1. O deserto
Neste tempo favorável, a Liturgia do 1º domingo da Quaresma propõe-nos o relato das tentações de Jesus no deserto, convidando a olhar o lugar de Deus na própria vida e a qualidade da missão que nos anima. À tentação dos bens, do poder ou de uma missão triunfal, a Palavra ressoa forte: “nem só de pão vive o homem” ou “só a Deus adorarás”!
O Processo Sinodal é também um processo espiritual. Não é um exercício mecânico de recolha de dados ou uma série de reuniões e debates. A escuta sinodal tem em vista o discernimento que é palavra-chave em todo o processo e a razão de toda a escuta. Num sentido espiritual, o discernimento é a arte de interpretar para onde nos conduzem os desejos do coração, sem nos deixarmos seduzir por aquilo que nos leva aonde não devemos ir. O discernimento envolve reflexão na tomada de decisões nas nossas vidas concretas para procurar encontrar a vontade de Deus.
Então comecemos por nós, entremos no deserto e a “deixemo-nos discernir pelo Espírito de Deus”! Deserto é sinónimo de isolamento, de silêncio, de possibilidade de escuta de Deus e encontro com a verdade de nós próprios. Hoje há uma tremenda falta de silêncio e, quando não há ruído ou trabalho, muitas pessoas sentem-se incomodadas porque não sabem o que fazer. O deserto lembra esta oportunidade para nos deixarmos penetrar pelo Espírito de Deus, como indivíduos. O discernimento é, então, uma graça a acolher de Deus em relação ao que se é e se vive como discípulos de Jesus.