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Tradicionalmente, a catequese quaresmal de iniciação cristã assenta na abertura dos cincos sentidos. Pensemos, por exemplo, no «Effathá», isto é, «Abre-te», entre os ritos imediatamente preparatórios do Batismo. É através desta experiência sensível e relacional, pela brecha dos sentidos, que Ele abre caminhos de esperança e conduz à vida nova da Páscoa.
Num tempo marcado pela dispersão, pela aceleração e pela superficialidade, este percurso propõe uma verdadeira pedagogia dos sentidos. Educar os sentidos é aprender a escutar mais profundamente a Palavra, a reconhecer as sedes que nos habitam, a deixar-nos iluminar pela fé, a tocar a vida ferida com compaixão e, finalmente, a reconhecer, na manhã de Páscoa, o bom odor da vida nova que o Ressuscitado espalha no mundo.
Convidamos, por isso, todas as paróquias, comunidades eclesiais, movimentos e serviços pastorais da Diocese a acolherem esta caminhada com liberdade e criatividade, adaptando-a às suas realidades concretas, de forma sinodal. Para isso, devemos grupos e conselhos pastorais encontrar-se e ajustar à sua realidade pastoral a proposta diocesana.
Que toda a nossa Igreja diocesana possa caminhar unida, como um Porto peregrino, com o coração aberto e os sentidos despertos, rumo à alegria pascal. Que este percurso ajude cada comunidade eclesial e cada fiel a reconhecer, na Páscoa de Cristo, o perfume da esperança da ressurreição que Deus deseja exalar sobre o mundo.
II. INTRODUÇÃO GERAL
1. Abrir os nossos sentidos
A fundamentação deste percurso pastoral de abertura dos sentidos inspira-se no pensamento do Cardeal D. José Tolentino Mendonça, particularmente na obra Mística do Instante, onde sublinha que a vida espiritual cristã não se vive à margem da experiência humana concreta, mas no interior do sensível, do quotidiano e do instante vivido com atenção. É aí, no que parece mais simples e imediato, que se abrem fissuras para transcendência, caminhos de transformação, a partir de dentro para fora.
Propomos, assim, viver os domingos da Quaresma como um despertar progressivo dos sentidos, uma abertura dos sentidos, culminando na Páscoa, onde a vida nova do Ressuscitado envolve toda a pessoa e faz da Páscoa a verdadeira Festa, em todos os sentidos e por meio deles. Os sentidos não são obstáculos à fé, mas verdadeiras portas de acesso ao mistério da vida e ao mistério de Deus, porque o próprio Deus, em Jesus Cristo, assumiu a carne humano e os sentidos.
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Um convite a parar, agradecer e colocar o vosso caminho a dois nas mãos de Deus. No percurso rumo ao matrimónio — ou simplesmente na vivência do amor partilhado — a bênção de Deus fortalece, une e ilumina.
Como casal, sois convidados a participar neste momento de ação de graças pelo Amor, fonte de entrega, compromisso e esperança. Venham celebrar o dom de amar e ser amados, num ambiente de oração, alegria e comunhão. Tragam o vosso amor, a vossa história e os vossos sonhos, e deixem que Deus os abençoe e acompanhe em cada passo do caminho.
A Visita Pastoral é um momento privilegiado em que o Bispo, como Ptor da Diocese, vem encontrar-se com a comunidade, escutar, rezar, animar a fé e confirmar na missão todos os que fazem parte da vida paroquial — famílias, jovens, doentes, instituições e grupos.
Programa da Visita Pastoral (Síntese):
Dia 2 de Dezembro (terça-feira)
15.30 – Visita à Fundação Manuel Brandão
17.00 – Visita a doente
18.00 – Acolhimento e Eucaristia na Capela de Santo António
21.00 – Encontro com todos os membros do Conselho Paroquial, Conselho Económico, Conselho Permanente, Grupos e Movimentos Paroquiais, membros dos sectores litúrgico, profético e sócio- caritativo. Será no auditório da Junta de Freguesia
Dia 3 de Dezembro (quarta-feira)
14.30 – Acolhimento, visitas aos doentes, conferência vicentina e organizações/empresas
18.30 – Acolhimento e eucaristia na capela de Nossa Senhora da Conceição
Dia 4 de Dezembro (quinta-feira)
9.30 – Visita à Gandarinha e ao lar Santa Teresinha
14.30 – Visita à Escola Dr. Ferreira da Silva, Junta de Freguesia, Cruz Vermelha e GNR
18.00 – Acolhimento e Eucaristia na Capela de Santa Luzia
Dia 5 de Dezembro (sexta-feira)
10.00 – Visita à escola do Picoto, Misericórdia e Atelier do Paulo Neves
14.00 – Visita à Escola de Faria de Baixo, Desafio Jovem, Organizações/Empresas
18.00 – Acolhimento e eucaristia na Capela do Mártir
21.00 – Encontro com adolescentes e jovens: 7º ao 10º ano da catequese, crismandos, CNE, JMV, Gaudete, Convivas, JUAC, universitários, jovens trabalhadores, jovens catequistas, acólitos, leitores ou dos grupos corais. Será na Igreja Paroquial
Dia 6 de Dezembro (sábado)
14.30 – Visita ao CNE
16.30 – Encontro com as catequeses
18.00 – Eucaristia com crianças e jovens
Dia 7 de Dezembro (domingo)
10.30 – Eucaristia solene na Igreja Paroquia, presidida pelo Senhor Bispo auxiliar do
Porto, D. Roberto Mariz. Neste dia não haverá missas nas capelas.
12.00 – Almoço/convívio no Seminário das Missões.
Convidamos a toda a comunidade a tomar parte no convívio de encerramento da visita pastoral, que será logo após a eucaristia dominical, no refeitório grande do seminário das missões. Será almoço partilhado por todos(as). Cada família é convidada a trazer alguma coisa (comida ou bebida) para partilhar no convívio. Será um momento bonito para manifestarmos a nossa união e comunhão, em volta do Senhor Bispo.
Rezemos desde já para que esta Visita seja um tempo de renovação espiritual e de comunhão eclesial, para que juntos possamos dizer:
“Caminhamos com Cristo, ao serviço do Evangelho e dos irmãos.”
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MUITO OBRIGADA
(...)
20. Na era da inteligência artificial, não podemos esquecer que a poesia e o amor são necessários para salvar o humano. O que nenhum algoritmo conseguirá abarcar é, por exemplo, aquele momento de infância que se recorda com ternura e que continua a acontecer em todos os cantos do planeta, mesmo com o passar dos anos. Penso na utilização do garfo para selar as bordas daquelas empadas caseiras que preparávamos com as nossas mães ou avós. É aquele momento de aprendizagem culinária, a meio caminho entre a brincadeira e a idade adulta, em que assumimos a responsabilidade do trabalho para ajudar o outro.Tal como o exemplo do garfo, poderia citar milhares de pequenos pormenores que sustentam a biografia de cada um: sorrir com uma piada, fazer um desenho em contraluz numa janela, jogar o primeiro jogo de futebol com uma “bola de trapos”, cuidar de lagartas numa caixa de sapatos, secar uma flor entre as páginas de um livro, cuidar de um pássaro que caiu do ninho, formular um desejo ao despetalar uma margarida. Todos estes pequenos pormenores, o ordinário-extraordinário, nunca poderão estar entre os algoritmos. Porque o garfo, as piadas, a janela, a bola, a caixa de sapatos, o livro, o pássaro, a flor… são sustentados pela ternura preservada nas memórias do coração