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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

" Quaresma é um caminho rumo a Jesus Ressuscitado" - prepara-te para o caminho

(...) A Quaresma foi instituída na Igreja como tempo de preparação para a Páscoa, e, portanto, todo o


sentido deste período de quarenta dias adquire luz do mistério pascal para o qual está orientado. 

Podemos imaginar o Senhor Ressuscitado que nos chama a sair das nossas trevas, e nós caminhamos rumo a Ele, que é a Luz. E a Quaresma é um caminho rumo a Jesus Ressuscitado, um período de penitência e até de mortificação, contudo não é um fim em si mes mo, mas visa levar-nos a ressuscitar em Cristo, a renovar a nossa identidade batismal, ou seja, a nascer novamente «do alto», do amor de Deus (cf. Jo 3, 3).

 Eis por que motivo, por sua natureza, a Quaresma é tempo de esperança” (Ib.). E acentuava então o Papa Francisco: “o êxodo quaresmal é o caminho em que a própria esperança se forma. O esforço de atravessar o deserto — todas as provas, as tentações, as ilusões, as miragens... — tudo isto serve para forjar uma esperança forte, firme, segundo o modelo da Virgem Maria que, no meio das trevas da paixão e da morte do seu Filho, continuou a acreditar e a esperar na sua Ressurreição, na vitória do amor de Deus” (Ib.). 

 Posteriormente, na sua Mensagem para a Quaresma de 2021, o Papa Francisco associava a virtude teologal da esperança à paciência de Deus, ao dom do perdão, à graça da reconciliação, temas tão caros aos três Evangelhos Dominicais, no coração da Quaresma (3.º, 4.º e 5.º Domingo). Como sabemos, a Quaresma do ciclo C desenvolve-se, em perspetiva eminentemente penitencial, mas sempre e simultaneamente um caminho pascal. 

 Continua atual a advertência do Papa Francisco: “Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa» (EG 6). Não deixemos que se extinga a esperança da Páscoa! Sem ela a vida torna-se árida, insuportável, sem sentido.

 Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança viva. “Não fiquemos à margem desta esperança viva” (cf. EG 278)!

IN livrete da caminhada do diocese porto

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ESTE É O TEMPO FAVORAVEL DE CONVERSÃO À LUZ DA PALAVRA DE DEUS.

Das Cinzas à Páscoa" representa a Quaresma, um período de 40 dias de oração, jejum e conversão que prepara os cristãos para a ressurreição de Jesus. Iniciado na Quarta-feira de Cinzas, simboliza a fragilidade humana e o arrependimento, convidando à mudança de vida antes da celebração pascal

Com a bênção e a imposição das CINZAS, inicia-se o tempo Sagrado da Quaresma em preparação à Páscoa ...
É um apelo à conversão e a uma renovação interior.

Na nossa Paróquia celebram-se quarta feira dia 18 uma  Eucaristia com o rito da imposição das Cinzas
- Às 21.00 horas, na Igreja Paroquial.

"Neste dia, após a Liturgia da Palavra, em que se proclama o trecho do Evangelho em que Cristo recomenda a oração, o jejum e a esmola como exercícios de conversão (cf. Mt 6,1-18), realiza-se o rito da imposição das cinzas. 
Elas são sinal de penitência, no sentido de conversão. A conversão consiste, sobretudo, no reconhecimento de nossa condição de criaturas limitadas, mortais e pecadoras. No gesto de imposição das cinzas sobre a cabeça das pessoas, o sacerdote ou o ministro diz: “Convertei-vos e crede no Evangelho”. A conversão consiste em crer no Evangelho. Crer é aderir a ele, viver segundo os ensinamentos do Senhor Jesus"

Na Mensagem para a Quaresma de 2026, o Papa  diz-nos:
Peçamos a força de um jejum que também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor. De coração, abençoo todos vocês e o seu caminho quaresmal.Papa propõe aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social e nas comunidades cristãs. “Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

mensagem completa aqui

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

caminhada diocesana "ABRE-TE DA QUARESMA Á PÁSCOA" 2026

 


Sob o sinal da esperança no Senhor, “Todos esperam em Ti”, percorremos a caminhada do Advento ao Batismo do Senhor. E a súplica constante ao longo de tal caminhada foi esta: «Abre-nos caminhos de esperança». Em estreita ligação, gostaríamos de percorrer o caminho da Quaresma à Páscoa, acentuando agora o imperativo «abre-te» ao domínio dos cinco sentidos. Porque a atrofia dos sentidos, impede-nos, tantas vezes, de ver, de escutar, de tocar, de cheirar a realidade concreta da vida, pela qual Deus Se revela e nos interpela à conversão. Esta conversão implica a abertura a Deus e aos irmãos. E essa abertura começa necessariamente pelo esforço pessoal de abertura dos cinco sentidos ao conhecimento vital e à experiência de Deus, em nós e no meio de nós.

 Tradicionalmente, a catequese quaresmal de iniciação cristã assenta na abertura dos cincos sentidos. Pensemos, por exemplo, no «Effathá», isto é, «Abre-te», entre os ritos imediatamente preparatórios do Batismo. É através desta experiência sensível e relacional, pela brecha dos sentidos, que Ele abre caminhos de esperança e conduz à vida nova da Páscoa.

Num tempo marcado pela dispersão, pela aceleração e pela superficialidade, este percurso propõe uma verdadeira pedagogia dos sentidos. Educar os sentidos é aprender a escutar mais profundamente a Palavra, a reconhecer as sedes que nos habitam, a deixar-nos iluminar pela fé, a tocar a vida ferida com compaixão e, finalmente, a reconhecer, na manhã de Páscoa, o bom odor da vida nova que o Ressuscitado espalha no mundo. 

Convidamos, por isso, todas as paróquias, comunidades eclesiais, movimentos e serviços pastorais da Diocese a acolherem esta caminhada com liberdade e criatividade, adaptando-a às suas realidades concretas, de forma sinodal. Para isso, devemos grupos e conselhos pastorais encontrar-se e ajustar à sua realidade pastoral a proposta diocesana.

Que toda a nossa Igreja diocesana possa caminhar unida, como um Porto peregrino, com o coração aberto e os sentidos despertos, rumo à alegria pascal. Que este percurso ajude cada comunidade eclesial e cada fiel a reconhecer, na Páscoa de Cristo, o perfume da esperança da ressurreição que Deus deseja exalar sobre o mundo.

II. INTRODUÇÃO GERAL

1. Abrir os nossos sentidos

A fundamentação deste percurso pastoral de abertura dos sentidos inspira-se no pensamento do Cardeal D. José Tolentino Mendonça, particularmente na obra Mística do Instante, onde sublinha que a vida espiritual cristã não se vive à margem da experiência humana concreta, mas no interior do sensível, do quotidiano e do instante vivido com atenção. É aí, no que parece mais simples e imediato, que se abrem fissuras para transcendência, caminhos de transformação, a partir de dentro para fora.

Propomos, assim, viver os domingos da Quaresma como um despertar progressivo dos sentidos, uma abertura dos sentidos, culminando na Páscoa, onde a vida nova do Ressuscitado envolve toda a pessoa e faz da Páscoa a verdadeira Festa, em todos os sentidos e por meio deles. Os sentidos não são obstáculos à fé, mas verdadeiras portas de acesso ao mistério da vida e ao mistério de Deus, porque o próprio Deus, em Jesus Cristo, assumiu a carne humano e os sentidos.

 podes ler toda a caminhada clicando  aqui