terça-feira, 16 de abril de 2019

LUSOFONIAS – Páscoa, depois da paixão e morte…

LUSOFONIAS – Páscoa, depois da paixão e morte…: Tony Neves Vivi a última Páscoa em Moçambique.
Os últimos e trágicos acontecimentos, provocados pelo ciclone Idai, sobretudo na Beira, têm-me feito sofrer muito. Celebrei nas periferias desta cidade o Domingo de Ramos e a Quinta-Feira Santa. 
Um ano depois, a intempérie não poupou esta pobre gente. 

O P. Albert Wulfu, missionário espiritano na Beira, partilhou o drama que se viveu na região nos dias 14 e 15 de março… e que se continua a viver.
Ninguém se lembra de nada parecido na história do país. Pessoas morreram, muitíssimas estão desalojadas e com fome. Escreveu: ‘Foi uma noite barulhenta, tensa e longa. O vento começou por volta das 9 horas de quinta-feira, 14 de março. Quando o vento aumentou, pelas 19 horas, já estava tudo na escuridão e sem meios de comunicação. As pessoas cujas casas começaram a desabar correram para um local seguro, algumas das quais com ferimentos. À meia-noite, o tempo acalmou, mas por pouco tempo. Ouviam-se os gritos daqueles que pensavam que era o fim. Pela uma hora da manhã, o vento atingiu o máximo, com velocidade de 220 km/h, de acordo com os meteorologistas. Neste ponto, casas foram abaladas, árvores caíram e vidros quebraram, as telhas voaram e edifícios ruíram. Na minha vida, foi a primeira vez que tive uma catástrofe natural de tal magnitude, e foi de fato desastrosa’. Dias depois, o P. Tchindemba, Responsável máximo dos Espiritanos em Moçambique, a residir em Nampula, conseguiu chegar à Beira com apoio financeiro. E escreveu: ‘Os colegas padres estão vivos e passam horas a fio a identificar e alistar as pessoas que precisam urgentemente de assistência (...)
(...)
Mas…a esta paixão e morte estão a abrir-se caminhos de Páscoa. A onda de solidariedade está a ultrapassar todas as expectativas e a esperança está a ganhar, outra vez, os corações das populações arrasadas por esta catástrofe natural. Sim, quando os corações se abrem e as pessoas se sentem irmãs, a partilha acontece e o futuro volta a desenhar-se com esperança e vida.

É assim a Páscoa de Cristo. Assim tem de ser a nossa Páscoa!

Feliz Páscoa!

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Domingo de Ramos – Ano C

Domingo de Ramos – Ano C: Tema do Domingo de Ramos

A liturgia deste último Domingo da Quaresma convida-nos a contemplar esse Deus que, por amor, desceu ao nosso encontro, partilhou a nossa humanidade, fez-Se servo dos homens, deixou-Se matar para que o egoísmo e o pecado fossem vencidos. A cruz (que a liturgia deste domingo coloca no horizonte próximo de Jesus) apresenta-nos a lição suprema, o último passo desse caminho de vida nova que, em Jesus, Deus nos propõe: a doação da vida por amor.

 A primeira leitura apresenta-nos um profeta anónimo, chamado por Deus a testemunhar no meio das nações a Palavra da salvação. Apesar do sofrimento e da perseguição, o profeta confiou em Deus e concretizou, com teimosa fidelidade, os projectos de Deus. Os primeiros cristãos viram neste “servo” a figura de Jesus.

A segunda leitura apresenta-nos o exemplo de Cristo. Ele prescindiu do orgulho e da arrogância, para escolher a obediência ao Pai e o serviço aos homens, até ao dom da vida. É esse mesmo caminho de vida que a Palavra de Deus nos propõe.

O Evangelho convida-nos a contemplar a paixão e morte de Jesus: é o momento supremo de uma vida feita dom e serviço, a fim de libertar os homens de tudo aquilo que gera egoísmo e escravidão. Na cruz revela-se o amor de Deus, esse amor que não guarda nada para si, mas que se faz dom total.
Dehonianos

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Catequese: Nova formação “substitui” curso com 25 anos – Maria Luísa Paiva Boléo

O anúncio foi feito esta quinta-feira no Encontro Nacional de Catequese Viana do Castelo, 11 abr 2019 (Ecclesia)

 – O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF), D. António Moiteiro, pretende que curso fundamental dos catequistas esteja a funcionar em todo o país durante o mês de outubro
 A novidade foi apresentada esta quinta-feira no decurso do Encontro Nacional de Catequese (ENC) que decorre em Viana do Castelo e reúne cerca de 70 responsáveis diocesanos de catequese. 

 “A nova «formação inicial – Ser Catequista», que substituiu o curso de iniciação catequético com mais de 25 anos vai chegar às dioceses em outubro próximo”, revelou. O presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé (CEECDF) afirmou que “esta formação resulta do trabalho de uma equipa de especialistas que durante mais de um ano trabalharam o documento de acordo com a Carta Pastoral «Catequese: A Alegria do Encontro com Jesus Cristo»”.

A versão do documento, já aprovada “pela Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) está em fase de análise pela CEECDF para poder ser disponibilizada, ainda em versão experimental”. A CEECDF espera que durante um ano “os catequistas de todo o país participem no melhoramento da proposta formativa com comentários e propostas que serão posteriormente analisadas”.

 A apresentação do documento preliminar esteve a cargo de Maria Luísa Paiva Boléo, do setor da Catequese de Lisboa, que explicou aos responsáveis a “metodologia aplicada à formação”. “Dividimos a formação em quatro módulos num total de oitenta horas formativas. 

Tivemos a preocupação de redigir os temas como verdadeira catequese de adultos”. O novo itinerário de formação para catequistas “segue o mesmo formato presente nos guias de catequese da infância” e pretende “levar os formandos a refletir sobre a sua vida e a confrontarem-se com a Palavra de Deus, interiorizando-a e vivendo-a”.

quinta-feira, 4 de abril de 2019

Abre o teu coração - RECONCILIA-TE

Nem sabemos como somos abençoados, ontem no "nosso" Seminário pelas 15h já muitas pessoas aguardavam para se confessar...
Mas há confissões na Paroquia porquê vêm aqui?...

Muitas das pessoas passam dos 70 e 80 anos, sem transporte para virem as 21h de sexta-feira...
Mas como recordou a colaboradora de serviço, os Sr. Padres também estão com idade avançada...

Mas entretanto chega um Sacerdote de cabelos brancos com um sorriso bondoso, que iluminou quem esperava.
Pai Santo cuida destes Teus Filhos!


"Via Sacra em tom missionário"- Ruas de Cucujães

"VIA SACRA NA RUA em tom missionário
Próximo sábado, dia 6, às 21.00 horas. Principia na Arribada e segue por: Rua Agostinho Lopes da Costa Manuel Ferreira / Rua Profº Leão / Rua Banda de Musica de Cucujães / Avenida João Pinto Bessa / Rua Profº Dr. António Joaquim Ferreira da Silva / Rua de Rebordões / Rua Camilo Castelo Branco / Rua D. Egaz Odoriz / Rua do Município / Rua CDC / Largo da Igreja".
(Folha Paroquial)


Participa porque como muitas das nossas tradições católicas, a Via-Sacra pode ser rica, profunda e repleta de sentido, mas, ao mesmo tempo, pode perder-se a visão do que ela significa e de como relacioná-la com a nossa vida cotidiana.

Recordamos os 8 motivos pelos quais o Papa Francisco nos diz porquê, devemos rezar a Via-Sacra:

1. A Via-Sacra nos ajuda a colocar nossa confiança em Deus

“Na Cruz de Cristo, está todo o amor de Deus, está a sua imensa misericórdia. E este é um amor em que podemos confiar, em que podemos crer. Confiemos em Jesus, abandonemo-nos a Ele, porque nunca desilude ninguém! Só em Cristo morto e ressuscitado encontramos a salvação e a redenção.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

2. A Via-Sacra nos mostra nosso lugar na história

“E você qual destes quer ser? Como Pilatos, como o Cireneu, como Maria? Agora Jesus está olhando para você e lhe diz: Quer ajudar-me a carregar a Cruz? Irmãos e irmãs, com toda a sua força jovem, que lhe respondem?” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

3. A Via-Sacra nos recorda que Jesus sofre conosco

“Na Cruz de Cristo, está o sofrimento, o pecado do homem, o nosso também, e Ele acolhe tudo com seus braços abertos, carrega nas suas costas as nossas cruzes e nos diz: Coragem! Você não está sozinho a levá-la! Eu a levo com você. Eu venci a morte e vim para lhe dar esperança, dar-lhe vida." (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

4. A Via-Sacra nos convida à ação

“Mas a Cruz de Cristo convida também a deixar-nos contagiar por este amor; ensina-nos, pois, a olhar sempre para o outro com misericórdia e amor, sobretudo quem sofre, quem tem necessidade de ajuda, quem espera uma palavra, um gesto; a Cruz nos convida a sair de nós mesmos para ir ao encontro destas pessoas e lhes estender a mão.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

5. A Via-Sacra nos ajuda a tomar uma decisão a favor de (ou contra) Jesus

“[A Cruz] revela um julgamento: Deus, ao nos julgar, nos ama. Lembremos disso: Deus nos julga amando-nos. Se eu aceito seu amor, então sou salvo; se o rejeito, então me condeno. Não é Ele que me condena, sou eu mesmo, porque Deus nunca condena, Ele só ama e salva.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

6. A Via-Sacra revela a resposta de Deus ao mal no mundo

“A Cruz é a palavra por meio da qual Deus respondeu ao mal no mundo. Algumas vezes, parece que Deus não reage diante do mal, parece que fica em silêncio. No entanto, Deus falou, respondeu, e sua resposta é a Cruz de Cristo: uma palavra que é amor, misericórdia, perdão.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

7. A Via-Sacra nos dá a certeza do amor de Deus por nós

“O que a Cruz deu aos que olharam para ela, aos que a tocaram? O que a Cruz deixou em cada um de nós? Ela nos dá um tesouro que ninguém mais pode dar: a certeza do amor fiel que Deus tem por nós.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

8. A Via-Sacra nos guia da cruz à Ressurreição

“Ó Jesus, guiai-nos da Cruz à Ressurreição, e ensinai-nos que o mal não tem a última palavra, mas sim o amor, a misericórdia e o perdão. Ó Cristo, ajudai-nos a exclamar outra vez: ‘Ontem fui crucificado com Cristo, hoje sou glorificado com Ele. Ontem morri com Ele, hoje vivo com Ele. Ontem fui enterrado com Ele, hoje ressuscito com Ele’.” (Discurso na Via-Sacra da JMJ 2013)

Aleteia

sexta-feira, 22 de março de 2019

Moçambique: «Não há espaço para o desespero» – Arcebispo da Beira destaca a «força» de uma população jovem


 – O arcebispo da Beira, em Moçambique, afirmou hoje que a falta “de água e comida são os elementos mais graves”, que é preciso também dar “abrigo às pessoas” e realça a existência de uma população jovem como “sinal de esperança” para o futuro. “No último senso de 2017, 45% da população tem menos de 14 anos, é gente jovem, então, há uma vitalidade, uma esperança, um desejo de futuro, de abrir-se caminhos que vão ser uma força”, disse D. Cláudio Dalla Zuanna em declarações à Agência ECCLESIA.

O arcebispo da Beira realçou que “há uma base positiva” para acreditar num contexto melhor e se as preocupações agora estão centradas nos bens mais essenciais, nos próximos dias o olhar estará colocado na “reconstrução” de tudo o que ficou devastado com a passagem do ciclone Idai, desde há cerca de uma semana.


 “Penso que a boa vontade e a positividade seja fundamental nesta obra de reconstrução que é necessária”, disse o bispo argentino, responsável desde 2012 da arquidiocese moçambicana. D. Cláudio Dalla Zuanna disse que esta manhã os sacerdotes da diocese reuniram-se com a Cáritas, que vai dar os “kits alimentares”, que recebeu de outras Cáritas, e através da rede paroquial, os párocos com a Comissão da Caridade, vão “identificar famílias, as situações mais graves”, que vão receber essas ajudas.
 “Podemos não ter produtos nossos, mas esta rede de Caridade, esta presença no território que a Igreja Católica tem, é um recurso muito grande que queremos por à disposição. Mais do que recursos económicos podemos dar o recurso de proximidade que temos com as pessoas”, salientou. Neste contexto, referiu que se cerca de “130 mil pessoas” estão nos centros de acomodação, “muita gente ficou nos bairros”, apoiou-se na casa dos vizinhos e “a presença de uma paróquia, de uma comunidade cristã” no território pode ajudar.

Folha Paroquial III Domingo da Quaresma 24-03-2019





domingo, 17 de março de 2019

"Um abraço à Guiné" - Encontro/Tertúlia Missionária

"A propósito de uma viagem de solidariedade à Guiné Bissau, a Diocese do Porto promove este Encontro/Tertúlia."

Dia 25 de março às 21h30 na Biblioteca do Seminário da Sé Porto

"Vamos partilhar o que foi vivido e sentido. Testemunhar a urgência da solidariedade. Pensar formas de chegar mais longe"
PARTICIPA

sábado, 16 de março de 2019

Ano C – 2º Domingo da Quaresma 2019

 Como é bom estar aqui! 
Só pode ser em Deus!

O Evangelho do segundo domingo da Quaresma coloca-nos no monte da Transfiguração, onde a voz vinda da nuvem pede-nos para escutar Jesus: «Este é o meu Filho, o meu Eleito; escutai-O».

Prestar atenção ao que o outro diz nem sempre é fácil. É necessário estar interiormente disponível, fazer um tempo de paragem interior e de silêncio para poder dar ao outro espaço para que se possa exprimir. Sem quaisquer preconceitos ou filtros… 
Todo o diálogo verdadeiro implica tal escuta, exige uma lenta e paciente aprendizagem do silêncio exterior, mas sobretudo, o que é ainda mais exigente, do silêncio interior. 

Hoje, trata-se de escutar o Filho que Deus escolheu. Jesus nada diz aos três discípulos. Entretém-se com Moisés e Elias, que simbolizam a Lei e os Profetas, toda a Escritura, toda a Palavra que Deus dirigiu ao seu Povo. Eles manifestam que toda a Revelação tem pleno cumprimento em Jesus. 
É preciso, pois, escutar o Filho, porque n’Ele encontramos tudo o que nos quer dizer, hoje. 

Não precisamos de procurar novas luzes em visões obscuras ou em revelações mal discernidas. Tudo nos é dado em Jesus, basta-nos Jesus. É essencial colocarmo-nos na escuta da Palavra que é Jesus, se queremos ser verdadeiramente seus discípulos. 

Uma das grandes graças do Concílio Vaticano II foi ter dado todo o relevo à Palavra de Deus, na liturgia e na vida dos cristãos, uma Palavra a receber pessoalmente e a escutar em família, em comunidade, em Igreja. 

 Estamos em Quaresma, tempo favorável para nos colocarmos cada vez mais nessa escuta da Palavra. Oxalá possamos aproveitar para aprofundar o nosso silêncio interior, tornando-nos mais atentos ao que Jesus nos quer dizer, a cada uma e a cada um de nós, e à nossa comunidade. Em ambiente de profundo encontro orante com Deus, Pedro, João e Tiago, testemunhas da transfiguração no monte Tabor, dizem o que sentem: como é bom estarmos aqui! 
E parece que não têm muita vontade de descer à terra e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Mas a experiência do Tabor transfigura-os, obrigando-os a continuar a obra que Jesus começou e a regressar ao mundo para fazer da vida um dom e uma entrega aos irmãos.

Como é bom estarmos aqui! Deve ser esse o mesmo sentir nos andamentos da nossa vida de cristãos. Como é bom estarmos em Deus, infinitamente misericordioso, ao mesmo tempo que estamos com os próximos que exigem o nosso testemunho de fé e caridade, de proximidade e misericórdia.

Lê Ecclesias

sexta-feira, 15 de março de 2019

Folha Paroquial - II Domingo da Quaresma 17-03-2019

Podes ler  AQUI
 ou 

HOJE: - 24 horas com Jesus Igreja de Cucujães



“Não era apenas estar ali por um momento
 ou determinado horário,
 mas confiar todas as 24 horas
 de cada dia em Deus.
É N’ele que devemos depositar
 tudo aquilo que temos e somos.

Neste tempo de conversão, olhar para àquele que nos ama, e total amor, foi capaz
 de se entregar na Cruz, 
nos faz desejar estar com Ele e Viver N’ele.
 Sem dúvida, este dia motivado pela santa igreja, ecoará em toda a nossa vida e já nos faz desejar ainda mais ser todo de Deus.

“Desejo que inclusive neste ano o momento privilegiado de graça, do caminho quaresmal, seja vivido em tantas igrejas para que possam experimentar o encontro alegre com a misericórdia do Pai, que todos acolhe e perdoa”, ( Papa Francisco 2018)

Sexta feira dia 19 (hoje)
Às 19 h às 20 h – EUCARISTIA. Orienta o canto: Grupo coral “Rainha da Paz”.
ADORAÇÃO
20 h às 21 h – Irmandade do Santíssimo e suas famílias – Filipe Pina.
21 h às 22 h – Crismandos e suas famílias – Grupo musical: Padre Luís Vieira.
22 h às 23 h – 9º e 10º anos da Catequese, Catequistas e suas famílias – Pedro Soares de SMFeira
23 h às 24 h – Pastoral Familiar da Paróquia (Casais de Nª Senhora, Santa Maria, Cursilhistas) e suas famílias – Moutinho, S. Cosme de Gondomar.
00 h às 01 h – Ministros Extraordinários da Comunhão, Comissão Fabriqueira e suas famílias – Padre Álvaro de S. João da Madeira.
01 h às 02 h – Comunidade Paroquial de S. Martinho de Cucujães – Miguel Simão da Diocese de Coimbra.
02 h às 03 h – J.M.V. e suas famílias – J.M.V.
03 h às 04 h – GAUDETE e suas famílias – Gaudete
04 h às 05 h – J.U.A.C. e suas famílias – J.U.A.C.
05 h às 06 h – Comunidade Paroquial de S. Martinho de Cucujães – Seminarista José Henrique.
06 h às 07 h – Convívios Fraternos e suas famílias – Abílio Bastos e Mariana
07 h às 08 h – Irmandade de Nª Sª do Rosário e suas famílias – Freitas
08 h às 09 h – Oficinas de Oração e Vida e suas famílias – Sandra Pereira
09 h às 10 h – Equipas Litúrgicas dos Centros (Acólitos, Leitores, Comissões de Culto,Sacristães e Zeladoras) – Irmã Salomé, Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição.
10 h às 11 h – Catequese Familiar do 1º, 2º e 3º anos, Animadores e sua famílias – Irmã Célia, Discípulas do Divino Mestre.
11 h às 12 h – Irmãs de S. Vicente de Paulo, conferências Vicentinas, Irmã Márcia e Salvador
12 h às 13 h – Missionários, Leigos Boa Nova, Auxiliares das Missões, Lar Santa Teresinha e suas famílias – Padre Augusto Farias
13 h às 14 h – Representantes de todos os lugares da Paróquia e suas famílias – Fátima Santos, Fajões.
14 h às 15 h –5º e 6º anos da catequese, catequistas e suas famílias – Hélder, Grupo de jovens “Contra a Corrente” Anta, Espinho.
15 h às 16 h – 3º e 4º anos da catequese, catequistas e suas famílias – Luís Jesus.
16 h às 17 h – 7º e 8º anos da catequese, catequistas e suas famílias – Irmão Leal, Comunidade Marista de Vouzela.
17 h às 18h – Secretariado da Juventude de Cucujães – Hugo.
18 h às 19 h – MISSA JOVEM. Orienta o canto Grupo Coral da Missa das 10 dos Passionistas de Santa Maria da Feira.

quarta-feira, 13 de março de 2019

"Onde está o teu irmão"


"18.02-2019 Papa exortou a que responda pessoalmente, mas não com respostas de circunstância, de forma a fugir do problema.

Francisco recordou que se trata do irmão doente, encarcerado, faminto...

“Onde está o teu irmão?” 
– “Não sei” – “Mas o teu irmão tem fome!” – “Sim, sim, certamente está almoçando na Caritas da paróquia, sim certamente lhe darão de comer”, e com esta resposta, de circunstância, salvo a minha pele. 
“Não, o outro, o doente...” – “Certamente está no hospital!” – “Mas não tem lugar no hospital! E os remédios?”
 – “Mas é uma coisa que diz respeito a ele, eu não posso me intrometer na vida dos outros... terá parentes que lhe darão remédios”, e lavo as mãos. 
- “Onde está o teu irmão, o encarcerado?” – “Ah, está pagando aquilo que merece. Ele cometeu, que pague. Nós estamos cansados de tantos delinquentes na rua: pague”.

 Mas talvez você nunca vai ouvir esta resposta da boca do Senhor. Onde está o teu irmão? Onde está o teu irmão explorado, que trabalha no mercado informal nove meses por ano para retomar, depois de três meses, outro ano? E assim não existe segurança, não existem férias … “Eh, hoje não existe emprego e se faz aquilo que aparece …”: outra resposta de circunstância ."

Com estes exemplos concretos, o Papa pede para que cada um tome esta Palavra do Senhor como se fosse dirigida a cada um de nós pessoalmente:

“O Senhor me pergunta: “onde está o seu irmão?”, e põe o nome dos irmãos que o Senhor nomeia no capítulo 25 de Mateus: o doente, o faminto, o sedento, aquele que não tem roupas, aquele irmão pequenino que não pode ir à escola, o usuário de droga, o encarcerado ... onde está? Onde está o seu irmão em seu coração? Existe espaço para essas pessoas em nosso coração? Ou falamos sim das pessoas e descarregamos a consciência dando uma esmola.

Onde está o seu irmão?... Onde você está? Não se esconda da realidade. Responda abertamente, com lealdade e com alegria a estas duas perguntas do Senhor.”(...)

sábado, 2 de março de 2019

"Fidelidade ao Mestre"

"O tema central da liturgia deste domingo convida-nos a refletir sobre esta questão: aquilo que nos enche o coração e que nós testemunhamos é a verdade de Jesus, ou são os nossos interesses e os nossos critérios egoístas?

O Evangelho dá-nos os critérios para discernir o verdadeiro do falso “mestre”: o verdadeiro “mestre” é aquele que apenas apresenta a proposta de Jesus gerando, com o seu testemunho, comunhão, união, fraternidade, amor; o falso “mestre”, ao contrário, é aquele que manifesta intolerância, hipocrisia, autoritarismo e cujo testemunho gera divisões e confusões: o seu anúncio não tem nada a ver com o de Jesus.

A primeira leitura, na mesma linha, dá um conselho muito prático, mas muito útil: não julguemos as pessoas pela primeira impressão ou por atitudes mais ou menos teatrais: deixemo-las falar, pois as palavras revelam a verdade ou a mentira que há em cada coração.

A segunda leitura não tem, aparentemente, muito a ver com esta temática: é a conclusão da catequese de Paulo aos coríntios sobre a ressurreição. No entanto, podemos dizer que viver e testemunhar com verdade, sinceridade e coerência a proposta de Jesus é o caminho necessário para essa vida plena que Deus nos reserva. Do nosso anúncio sincero de Jesus, nasce essa comunidade de Homens Novos que é anúncio do tempo escatológico e da vida que nos espera."

IN: Portal Dehonianos

Folha Paroquial VIII Domingo TC 03-03-2019

Podes ler Aqui a Folha Paroquial 

 ou aqui


sábado, 23 de fevereiro de 2019

Folha Paroquial VII Domingo TC 24-02-2019

Caríssimos leiam com atenção a Folha das atividades Paroquiais  AQUI
O Tempo forte da Quaresma está próximo "Quarenta dias para chegar ao BOM PORTO: CRISTO, PORTO DE MISERICORDIA E PAZ"


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Caminhada Quaresma 2019 - 40 dias para chegar a bom Porto: Cristo,Porto de Misericórdia e Paz"

40 dias para chegar a bom Porto
(...)
"Assim, a figura de Jonas, com o seu apelo à conversão e a sua resistência à missão, inspira-nos uma caminhada de saída da nossa zona de conforto, o que implica um caminho de conversão pessoal à misericórdia de Deus e conduz necessariamente cada um dos batizados a contribuir para a necessária transformação missionária de toda a Igreja (cf. EG 19-49).

Propomos que, em cada semana, frequentemos uma nova fronteira de missão, atraquemos em novo cais: pode ser uma escola, um café, um bar, um hospital, um centro de saúde, uma associação cultural, uma associação desportiva, um clube social, uma paragem de autocarro, uma estação de comboio ou de metro, uma casa de família, uma rede social, o mundo digital…

Sugerimos, como imagem desta caminhada, o leme de um navio, recordando a aventura de Jonas e o próprio Cristo, que é mais do que Jonas; é Ele o Homem do leme, que não nos abandona nesta travessia (Mt 8,23-27; Mc 4,25-41; Lc 8,22-25), e que nos abre, a partir do encontro reconciliador com Ele, o porto da misericórdia e da paz.

O texto integral da caminhada deixa sugestões e lembranças, antigas e novas, para este tempo de graça, que depois terá o seu momento celebrativo mais rico e expressivo no Tríduo Pascal e o seu aprofundamento na cinquentena pascal.

Vivamos em fidelidade criativa e em perspetiva de “saída missionária” as práticas já consolidadas na vida da Igreja, criando ou recriando as que forem necessárias, para não cair na tentação “deste cómodo critério pastoral: «fez-se sempre assim»” (EG 33).

Entremos todos nesta aventura. Como escreveu o Papa Francisco, na rede social twitter, no passado dia 30 de janeiro: "O segredo para navegar bem na vida é convidar Jesus, para entrar a bordo. O leme da vida deve ser posto nas suas mãos, para que seja Ele a guiar a rota".


Guião

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Eis a Boa Nova proposta por Jesus!

EVANGELHO – Lc 6, 17.20-26 - Clica aqui e vai ler e meditar o Evangelho deste domingo e as outras leituras)

Deixo-te aqui a reflexão, andamos tão distraídos com a nossa vidinha, que deixamos passar este Anuncia de Jesus, está Boa Nova que nos é proposto levar aos outros que caminham connosco neste caminho de peregrinos.

Refletir sobre as seguintes questões:
• A proposta de Jesus apresenta uma nova compreensão da existência, bem distinta da que predomina no nosso mundo.
A lógica do mundo proclama “felizes” os que têm dinheiro, mesmo quando esse dinheiro resulta da exploração dos mais pobres, os que têm poder, mesmo que esse poder seja exercido com prepotência e arbitrariedade, os que têm influência, mesmo quando essa influência é obtida à custa da corrupção e dos meios ilícitos. Mas a lógica de Deus exalta os pobres, os desfavorecidos, os débeis: é a esses que Deus Se dirige com uma proposta libertadora e a quem convida a fazer parte da sua família. O anúncio libertador que Jesus traz é, portanto, uma Boa Nova que enche de alegria os corações amargurados, os marginalizados, os oprimidos. Com o “Reino” que Jesus propõe aos homens, anuncia-se um mundo novo, um mundo de irmãos, de onde a prepotência, o egoísmo, a exploração e a miséria serão definitivamente banidos e onde os pobres e marginalizados terão lugar como filhos iguais e amados de Deus.

• Vinte e um séculos depois do nascimento de Jesus, que é feito da sua proposta? Ela mudou alguma coisa no nosso mundo? Às vezes, contemplando o mundo que nos rodeia, somos tentados a crer que a proposta de Jesus falhou; mas talvez seja mais correto colocar a questão nestes termos: nós, testemunhas de Jesus, teremos conseguido passar aos pobres e aos marginalizados esse projeto libertador? Teremos, com suficiente convicção e radicalidade, testemunhado esse projeto, de forma que ele tivesse um impacto real na história dos homens?

Folha Paroquial - VI Domingo TC 17-02-2019

Clica AQUI e lê a Folha Paroquial
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Curso Revelação e Fé - Mensagem Cristã I

Não precisas sair de casa...

"Todos chamados por Deus"

"A liturgia deste domingo leva-nos a reflectir sobre a nossa vocação: somos todos chamados por Deus e d’Ele recebemos uma missão para o mundo.
Na primeira leitura, ( Is 6,1-2a.3-8) encontramos a descrição plástica do chamamento de um profeta – Isaías. De uma forma simples e questionadora, apresenta-se o modelo de um homem que é sensível aos apelos de Deus e que tem a coragem de aceitar ser enviado.

A segunda leitura (1 Cor 15,1-11) propõe-nos reflectir sobre a ressurreição: trata-se de uma realidade que deve dar forma à vida do discípulo e levá-lo a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte. Com a sua acção libertadora – que continua a acção de Jesus e que renova os homens e o mundo – o discípulo sabe que está a dar testemunho da ressurreição de Cristo."

Odres Nuevos
No Evangelho, (Lc 5,1-11) Lucas apresenta um grupo de discípulos que partilharam a barca com Jesus, que acolheram as propostas de Jesus, que souberam reconhecê-l’O como seu “Senhor”, que aceitaram o convite para ser “pescadores de homens” e que deixaram tudo para seguir Jesus… Neste quadro, reconhecemos o caminho que os cristãos são chamados a percorrer.


Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago.
Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra.
Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe:«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.
Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Portal Dehonianos

Folha Paroquial do V Domingo TC 10-02-2019

 ou



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Hoje Festa - As cinco Chagas do Senhor - Dehonianos

As cinco Chagas do Senhor - Dehonianos:
O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi impulsionado por S. Bernardo, e encontrou sentida e profunda adesão no povo português, desde os começos da nacionalidade. Luís de Camões, nos Lusíadas, faz eco dessa devoção (I, 7). Prestando culto às Chagas do Redentor, é para Jesus Cristo que se dirige a nossa adoração, para quem nos amou até à morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 8). A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao Lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do seu amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, “amor com amor se paga”.

Nas Chagas do Senhor, particularmente na do seu Lado aberto, contemplamos o caminho do amor de Deus até nós e o nosso caminho de amor até Ele. S. Agostinho realça bem este caminho nos seus discursos: "Cristo é a porta. Esta porta foi aberta para ti quando o Seu Lado foi aberto pela lança. Recorda-te do que saiu e escolhe por onde entrar". Percorrendo este caminho de amor, chegamos à devoção ao Coração de Jesus.

 Foi este o caminho de Santa Margarida Maria. Desde pequena, teve uma afetuosa devoção à Paixão de Cristo e às cinco Chagas, atraindo particularmente a sua atenção a chaga do Lado. Finalmente, a convite de Jesus, fez a descoberta do Coração, reconhecido como símbolo da Pessoa amante do Redentor.

 Foi este, também, o caminho "místico" do Pe. Dehon. No "Ano com o Coração de Jesus", escreve: "O profeta não disse: "Verão Aquele que trespassaram", mas "Voltarão o olhar para dentro d’Aquele que trespassaram" ("Videbunt in quem transfixerunt") (Jo 19, 37 – Vulgata). S. João aplica estas palavras à abertura do Lado de Jesus, ao próprio Coração de Jesus que pôde entrever através da chaga do lado aberto…"

… "Leiamos e voltemos a ler este livro de amor do Coração de Jesus, devoremos este livro de amor que é o próprio amor e, quando ardermos de amor, a nossa oblação será facilmente generosa, pronta, sem cedências". Deste modo, o Pe. Dehon faz eco a S. João: "Hão-de olhar para Aquele que trespassaram" (19, 37); isto não é só uma profecia, é uma exortação, um convite, porque do mistério do Lado aberto (e do Coração Trespassado do Salvador), "nasce o homem de coração novo" (Cst 2-3). "Com S. João, vemos no Lado aberto do Crucificado o sinal do amor que, na doação total de Si mesmo, recria o homem segundo Deus" (Cst 21).

Assim contemplamos o Trespassado, no ato supremo da Redenção, não como os israelitas contemplavam a serpente de bronze, elevada no deserto, para curar as mordeduras das serpentes, mas penetramos na realidade suprema do Seu amor, no Seu Coração trespassado, e acolhemos o seu apelo à oblação, à reparação, à imolação, à consolação, àquele "culto de amor e de reparação que o Seu Coração deseja", que nos torna criaturas de coração novo.

Repete muitas vezes e vive hoje a palavra:
“Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

EIS A GRANDE NOVIDADE!

"Eis a grande novidade do Reino de Deus na missão de Jesus:
 não é uma opção pelos bons nem pelos maus....mas uma opção pelos últimos"

Deus opta pelos últimos!

"Vamos ao encontro de Cristo naqueles em quem Ele já habita misteriosamente, atua e chama por nós!

Ir ao encontro de Cristo naqueles em quem Ele escandalosamente, se identifica: os últimos, os encostados de qualquer sistema, vitimas de qualquer poder ou violência..."
Vamos à procura de Cristo...

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Vaticano: Papa iniciou visita histórica aos Emirados Árabes Unidos para escrever «nova página» entre cristãos e muçulmanos

Vaticano: Papa iniciou visita histórica aos Emirados Árabes Unidos para escrever «nova página»
entre cristãos e muçulmanos:

"Estou feliz por esta oportunidade que o Senhor me ofereceu para escrever, na vossa querida terra, uma nova página da história das relações entre as religiões, confirmando que somos irmãos, mesmo sendo diferentes”, referiu o pontífice, numa video mensagem divulgada antes da sua deslocação. Francisco sublinha que a fé em Deus “une e não divide, aproxima, não obstante a diferença, afasta da hostilidade e da aversão”
mais Ecclesia

HOJE EU FUI À MISSA!

Partilho convosco uma mensagem que recebi por email, li e reli várias vezes, telefonei queria saber mais, e depois e depois mas ficamos por aqui, foi uma benção!
Pedi para partilhar, creio que poderá ajudar a refletir!
Sim a refletir, porque muitos de nós cumprimos os nossos "deveres" como o de ir todos os domingos à missa, mas quando somos enviados no final da Eucaristia, seguimos para a nossa "vidinha" esquecendo que fomos enviados a levar a Boa Nova, ou seja a Palavra de Deus aos outros.

"Olá amiga! tenho uma grande novidade!


Tu sabes como te acho uma grande chata, quando perguntas “então como foi o teu Domingo?” sei que esperas que eu te diga – hoje fui â Missa, mas a resposta é sempre a mesma:

- Foi bom! Almocei ali…fui acolá…
- Missa acabei com ela a alguns anos….tu sabes!

Mas hoje amiga, passei junto de uma Igreja quando os sinos tocavam… (lembrei-me do que dizias na catequese “ os sinos convidam para o Encontro…”, entrei!!!
Não sei se foram os sinos, não sei o porquê desta vontade de entrar…mas o meu coração acelerou!

Olhei, era tudo como dantes, as pessoas tristes, o celebrante triste MAS, um coro de vozes harmoniosas cantava “vem, vem louvar o Senhor…” afinal alguém me chamava!
E então eu desisti de analisar, deixei-me levar.
No momento de confessar os pecados eu não os encontrei, eu só sabia que estava ali diante do Altar, o coro ouviu-se de novo “Senhor tende piedade” e eu arrepiei-me toda e olhei para o Altar e ouvi a absolvição e o convite a ouvir a Palavra, ou acho que ouvi…

Na 1ª Leitura aquele profeta diz que ouviu a Palavra do Senhor … e foi enviado por Deus a anunciar, numa missão terrivelmente difícil, mas não desistiu Deus estava com ele
Segue-se o Salmo “A minha boca proclamará a vossa salvação” e às tantas o salmista diz desde o nascimento Vós me sustentais”….
Ainda mergulhada no salmo que me perturba e já São Paulo vem dizer-me tantas coisas, conheço muito bem este texto a que muitos chamam “hino de amor” , mas hoje foi NOVO para mim, porque este amor é exigente, desinteressado, generoso, a que chama caridade…(este é o amor que eu conheço mas onde anda este amor???)
O Evangelho mostra como Jesus foi desprezado pelos seus…
Eu sinto como é difícil seguir o Caminho, Deus chama Ele mostrou com o Seu Filho Jesus como é difícil mas Nele está a nossa Salvação "Fazei a vontade de Meu Pai"

Esperei com ansiedade a homilia, precisava de interpretar melhor tudo o que ouvi e ressoava dentro de mim...

Salvou-me a folha que estava no banco que além dos avisos tinha uma breve introdução à Palavra…

Hoje o meu domingo foi diferente, fui à Missa!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

"IMPOSSÍVEL TRAVAR O CAMINHO DO AMOR" -

Copiei e colei a partir do ponto 6, mas encanta-te desde do 1º neste "IMPOSSÍVEL TRAVAR O CAMINHO DO AMOR"
(...)
6. Somos HOJE também colocados perante o relato abreviado da vocação profética de Jeremias (1,4-5 e 17-19). O relato abre com a chamada «fórmula de acontecimento» [= «Veio sobre mim a Palavra do Senhor»] (1,4), que marca um início novo na vida do Profeta, e fecha com a chamada «fórmula de conforto» ou de «assistência» [= «Eu estou contigo»] (1,19), pela qual Deus garante ao seu Profeta apoio permanente. A missão de Jeremias destina-se às nações pagãs, mas também a Judá, seus reis, sacerdotes e todo o povo (1,17). A todos Jeremias, o profeta de Anatôt, uma aldeiazinha situada a uns seis quilómetros a nordeste de Jerusalém, deve falar a Palavra do Senhor. Os versículos cortados, por sinal os mais belos, definem a missão de Jeremias como uma missão difícil, marcada por quatro verbos negativos [= arrancar, destruir, exterminar, demolir] (1,10a), a que só depois se seguem dois positivos [= construir, plantar] (1,10b). Nesta altura, com Jeremias consciente da difícil missão que lhe foi confiada, estabelece-se um dos mais belos e significativos diálogos de toda a Escritura. A Palavra do Senhor vem sobre Jeremias (nova «fórmula de acontecimento») para lhe perguntar: «O que vês, Jeremias?», a que o Profeta responde com a belíssima expressão: «Vejo um ramo de amendoeira!» (1,11). «Viste bem, Jeremias», confirma o Senhor (1,12).

7. A amendoeira é uma das poucas árvores que floresce em pleno inverno. Jeremias vê bem, de forma penetrante que, na invernia da sua difícil missão, nasce já a flor da esperança, que é sempre a última palavra de Deus. E é essa flor-palavra, palavra em flor, que o Profeta vê-ouve-diz sempre, mesmo no meio da tempestade! Na verdade, Jeremias atravessa o período mais negro da história do seu país (Judá). Assiste às duas entradas arrasadoras do babilónio Nabucodonosor em Jerusalém, em 597 e 587 a. C. Os olhos de Jeremias veem a destruição, o sangue, a morte, a destruição do Templo, a deportação do rei, a que foram vazados os olhos, depois de ser obrigado a assistir à morte dos seus filhos. Os olhos de Jeremias veem sangue, ruína, morte, devastação, deportação, enfim, o fim do seu país. Não obstante tudo isto, Jeremias não fica com os olhos presos no sangue e na lama, e vê já mais além, vê um ramo de amendoeira, a flor da esperança, que anuncia já um tempo novo, bom e belo. Ainda hoje, à entrada de Anatôt, terra natal de Jeremias, se pode ver uma grande e velha amendoeira! Extraordinária lição e desafio para nós que estamos ainda com os olhos turvos pelas atrocidades, perseguições e acentuado desprezo pela vida humana que se vai vendo por este mundo fora.

8. Continuamos também, neste Domingo IV do Tempo Comum, com a Leitura semi-contínua do «Apóstolo». Ficamos assim perante o famoso «Hino à caridade» (1 Coríntios 12,31-13,13), uma das páginas mais extraordinárias do epistolário paulino. A uma comunidade em que os membros correm por conta própria, na vã tentativa de se posicionarem à frente uns dos outros, o Apóstolo Paulo aponta o AMOR (agápê) como caminho, testemunho e meta a atingir. É que mesmo que eu possua todos os bens e todos os dons, se não tiver o AMOR, que é o testemunho a transportar e a transmitir, posso estar a correr em vão ou ter já corrido em vão. É que o que é mesmo necessário viver é o AMOR.

9. Temos hoje a graça de poder saborear um bocadinho do Salmo 71, que é o único Salmo declaradamente posto na boca de um idoso. E aí, o velho orante não se lamenta nem tão-pouco faz apelo a qualquer sobrevivência depois da morte, mas implora simplesmente: «Não me rejeites no tempo da velhice,/ não me abandones quando o meu vigor desvanece» (vv. 9 e 18). Amando apaixonadamente esta vida, e vivendo-a com o intenso gosto de viver que Deus lhe incutiu no coração, ao homem bíblico não lhe sobra tempo para sonhos fáceis de imortalidade – o desejo da imortalidade é completamente estranho à alma ou à substância da antropologia bíblica – ou lúgubres meditações sobre a morte. O Antigo Testamento sabe e sente que a vida humana tem medida. Não a medida da inveja, como se vê nos mitos assiro-babilónicos, mas a medida do amor. E isso basta. E isso nos basta.



Sabes, meu irmão, que em Anatôt,

Há uma amendoeira em flor carregada de esperança.

Sim, em Anatôt, de Anatôt, a amendoeira levanta-se

E planta-se no teu coração róseo-branco de criança.
Sim, em Anatôt, Foz Coa, Kilimanjaro, Lamego,

Aí mesmo no chão do teu coração,

Tanto faz, minha irmã, meu irmão.

Sai dessa reclusão

E vem expor-te

A este vendaval manso de graça e de perdão.



A amendoeira em flor é uma toalha branca estendida pelo chão.

Não pela minha mão,

Incapaz de tecer um tal manto de brancura,

Mas pela mão de Deus,

Que também faz brotar o vinho e o pão

E a ternura

No nosso coração.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Amanhã - Festa da Apresentação do Senhor - 2019


Celebra-se amanhã sábado dia 2 de fevereiro 
"Festa da Apresentação do Senhor"; com a Bênção das velas
"Como este ano calha ao sábado, será, naturalmente, na Eucaristia Vespertina das 18.00 horas.
É o primeiro sábado do mês. Como a Eucaristia dos primeiros sábados é animada pelo Grupo Coral do Apostolado da Oração, será este grupo a assumir a animação litúrgica." (Folha Paroquial)

"Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro,hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente.
Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior.
No século X, começaram a benzer-se as velas.

José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção."
IN Dehoneanos

Folha Paroquial - IV Domingo TC 03-02-2019

Podes ler a Folha clicando AQUI
OU 
Folha Paroquial ESPÍRITO E VIDA



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Vaticano: «Para perceber bem o drama do aborto, é preciso estar no confessionário» – Papa Francisco

“Para perceber bem o drama do aborto, é preciso estar no confessionário. É terrível”, referiu aos jornalistas, no voo de regresso a Roma, desde o Panamá, onde presidiu á Jornada Mundial da Juventude. 

Em novembro de 2016, o Papa Francisco anunciou a decisão de alargar definitivamente a faculdade de absolvição de quem praticou o aborto a todos os sacerdotes, deixando de ser necessária a confissão ao bispo (ou os padres a quem o bispo desse essa faculdade) para a remissão da pena.

 “O problema não é dar o perdão, o problema é acompanhar a mulher que tomou consciência do aborto. São dramas terríveis”, observou, na conferência de imprensa. 
 “Muitas vezes, quando choram e têm esta angústia, aconselho-as: ‘O teu filho está no Céu, fala com ele, canta-lhe a canção de embalar que não pudeste cantar’. Aí encontramos um caminho de reconciliação da mãe com o filho. Com Deus já está, o perdão, Deus perdoa sempre”.

 Francisco sublinhou que mensagem da misericórdia é “para todos, inclusive para quem está em gestação”, referindo que já se encontrou com mulheres arrependidas de terem abortado. “Uma mulher, quando pensa naquilo que fez… Para dizer a verdade, é preciso estar no confessionário. E aí devemos consolar e não castigar, nada disso. Por isso, abri a possibilidade da absolvição do aborto, por misericórdia”, declarou. 

 Questionado sobre uma alegada oposição da Igreja Católica à educação sexual nas escolas, o Papa respondeu que é apenas contrário à “colonização ideológica”, nesta matéria. “O sexo, como dom de Deus, precisa de educação”, para que se possa “tirar o melhor da pessoa”, acrescentou. Francisco admitiu que algumas famílias “não sabem como fazer”, pelo que a escola acabar por “suprir” essa falha. “Caso contrário, fica um vazio que vai ser preenchido por uma qualquer ideologia”, concluiu. 

O Papa lamentou ainda a “falta de testemunho” na vida dos católicos, dos padres aos leigos, apontando o dedo a quem explora os seus trabalhadores, por exemplos. “Vão para as Caraíbas, não só os ‘papers’, fazer férias com a exploração das pessoas. Quem faz isto dá um contratestemunho. Do meu ponto de vista, é o que afasta mais as pessoas da Igreja”, sustentou.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Panamá: Papa defende «instrução de qualidade» e «trabalho digno» como condições para construir o futuro

Panamá: Papa defende «instrução de qualidade» e «trabalho digno» como condições para construir o futuro: Cidade do Panamá, 24 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje, no seu primeiro discurso no Panamá, que o futuro das sociedades se constrói com apostas na educação e no “trabalho digno”.

“É impossível conceber o futuro duma sociedade sem a participação ativa – e não apenas nominal – de cada um dos seus membros, para que a dignidade seja reconhecida e garantida através do acesso a uma instrução de qualidade e à promoção dum trabalho digno”, defendeu, falando no Palácio Bolívar, perante autoridades e membros do Corpo Diplomático, representantes da sociedade civil e comunidades religiosas.

“Sabemos que é possível outro mundo; e os jovens convidam-nos a envolver-nos na sua construção, para que os sonhos não permaneçam algo de efémero ou etéreo, para que deem impulso a um pacto social no qual todos possam ter a oportunidade de sonhar um amanhã: o direito ao futuro também é um direito humano”, acrescentou.

A intervenção decorreu após a cerimónia de boas-vindas ao Panamá e visita de Cortesia ao presidente da República, Juan Carlos Varela, no Palácio Presidencial.

“Obrigado por nos terdes aberto as portas de casa”, declarou Francisco.

Elogiando a história do Panamá, o pontífice destacou a riqueza dos seus povos nativos e evocou Simón Bolívar, para falar do “sonho da unificação da Pátria Grande”.

“Uma convocação que nos ajuda a compreender que os nossos povos são capazes de criar, forjar e sobretudo sonhar uma pátria grande que saiba e possa acolher, respeitar e abraçar a riqueza multicultural de cada povo e cultura”, precisou o Papa. (...)