sábado, 17 de agosto de 2019

"Senhor, socorrei-me sem demora."

Prepara-te amanhã é Domingo - A Missão/ Eucaristia/ Banquete 
Recorda:
A Missa começa com a assembleia, de pé, saudando a chegada da Cruz de Cristo, do Livro da Palavra, do celebrante, dos ministros e acólitos, com o Canto de Entrada, o primeiro dos três cânticos tradicionais na liturgia (os outros dois cânticos tradicionais são o Senhor e o Glória).

Chegando ao presbitério, o celebrante e os ministros saúdam o altar fazem uma inclinação profunda, e o celebrante beija o altar em sinal de veneração e todos fazem o sinal da Cruz.

É importante notar que a assembleia não se reúne em seu próprio nome, mas em nome da Santíssima Trindade. Fazer o sinal da cruz significa dizer “Nós nos reunimos em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. A missa começa pelo sinal da cruz: que todos juntos, fazemos sobre todo o nosso corpo. Da cabeça ao coração e de um ombro ao outro.

É significativo que a missa começa assim, sob o sinal da Cruz, e consagramo-nos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

É importante que sintas que a nossa reunião Eucarística não é uma reunião amigável qualquer; nem tem por objetivo recarregar as nossas baterias.

Significa antes de mais, receber, deixar-nos revestir de Cristo: «Toda a nossa glória está na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. N’Ele está a nossa salvação, vida e ressurreição. Por Ele fomos salvos e livres»


DOMINGO XX DO TEMPO COMUM


ANTÍFONA DE ENTRADA: Salmo 83, 10-11
Senhor Deus, nosso protector,
ponde os olhos no rosto do vosso Ungido.
Um dia em vossos átrios vale mais de mil longe de Vós.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de bondade infinita,
que preparastes bens invisíveis para aqueles que Vos amam, infundi em nós o vosso amor, para que, amando-Vos em tudo e acima de tudo,
alcancemos as vossas promessas, que excedem todo o desejo.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I: Jer 38, 4-6.8-10 «Geraste-me como homem de discórdia para toda a terra» (Jer 15, 10)

A incompreensão que rodeou Jesus foi também a que envolveu os profetas, concretamente Jeremias, que é, por isso, uma figura de Jesus. Se ele tivesse anunciado só o que era agradável de ouvir, todos o teriam aceitado como profeta; mas porque ele também teve de anunciar o que não era desejado, todos o acharam falso profeta. Mas Deus também está nas coisas dolorosas; foi até na Cruz que Jesus deu o maior testemunho da verdade.

SALMO RESPONSORIAL:Salmo 39 (40), 2.3.4.18 (R. 14b)
Refrão: Senhor, socorrei-me sem demora. Repete-se

LEITURA II: Hebr 12, 1-4 «Corramos com perseverança, para o combate que se apresenta diante de nós»

Por uma coincidência feliz, também a segunda leitura se vem articular hoje com as outras duas. Ela põe diante de nós a multidão daqueles que levaram a bom termo o combate pela sua fé. Eles nos convidam a nós a seguirmos também o caminho da Cruz, a sermos capazes de, acima de tudo, pormos os olhos em Jesus que foi fiel até à morte e que, por isso, “está sentado à direita do trono de Deus”.

ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor; Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.


EVANGELHO: Lc 12, 49-53 «Não vim trazer a paz, mas a desunião»

Jesus vem, sem dúvida, trazer a paz. Ele disse que nos deixava a sua paz. Mas nem todos sabem aceitar esta paz que vem d’Ele. Quando o olhar não é límpido e o coração não é recto, o que se destinava a ser aceite como fonte de paz, pode transformar-se em motivo de discórdia. E então Jesus acaba por Se tornar ocasião de divisão. Foi assim já durante a sua vida mortal; continua a sê-lo hoje na sua Igreja.



Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Eu vim trazer o fogo à terra e que quero Eu senão que ele se acenda? Tenho de receber um baptismo e estou ansioso até que ele se realize. Pensais que Eu vim estabelecer a paz na terra? Não. Eu vos digo que vim trazer a divisão. A partir de agora, estarão cinco divididos numa casa: três contra dois e dois contra três. Estarão divididos o pai contra o filho e o filho contra o pai, a mãe contra a filha e a filha contra a mãe, a sogra contra a nora e a nora contra a sogra».
Palavra da salvação.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Santissima Virgem Maria chama-nos a irradiar o seu sorriso e a difundir a Luz do Ressuscitado"

"A Augusta Mãe de Deus, unida de modo misterioso a Jesus, (...) foi por fim preservada da corrupção do sepulcro e, tendo vencido a morte como seu Filho, foi elevada em corpo e alma à glória do céu, onde resplandece como Rainha à direita do seu Filho, Rei imortal dos séculos
 (Pio XII)

A Virgem Santíssima é a Rainha do Céu e da Terra, mas ela é mais mãe do que rainha(...) Está bem falar das suas prerrogativas, mas não nos devemos limitar a isso. É preciso fazê-la amar (...) Oh como eu amo a Virgem Maria.
 (Sta Teresa do Menino Jesus)

“Na Assunção vemos que em Deus existe espaço para o homem, o próprio Deus é a casa de muitos aposentos da qual Jesus fala (cf. Jo 14, 2); Deus é a casa do homem, em Deus há espaço de Deus. Quanto a Maria, unindo-se, unida a Deus, não se afasta de nós, não vai a uma galáxia desconhecida, mas quem procura Deus aproxima-se, porque Deus está próximo de todos nós; e Maria, unida a Deus, participa da presença de Deus, encontra-se extremamente próxima de nós, de cada um de nós. Maria tem um coração tão grande que toda a criação pode entrar nele. 

Maria está próxima, pode ouvir, pode ajudar, encontra-se próxima de todos nós. Em Deus há espaço para o homem e Deus está próximo; quanto a Maria, unida a Deus, está extremamente próxima, tem um coração tão grande quanto o coração de Deus. (…) Mas existe também outro aspecto: em Deus não existe espaço unicamente para o homem; no homem há espaço para Deus. Também isto vemos em Maria, a Arca Santa que traz em si a presença de Deus. 
Em nós há espaço para Deus, e esta presença de Deus em nós, tão importante para iluminar o mundo na sua tristeza, nos seus problemas, esta presença realiza-se na fé: na fé abrimos as portas do nosso ser, de tal forma que Deus entre em nós, a fim de que Deus possa ser a força que dá vida e caminho ao nosso ser. 
Em nós existe espaço, abramo-nos como Maria se abriu, dizendo: «Que se cumpra em mim a tua vontade, eu sou a serva do Senhor». Abrindo-nos a Deus, nada perdemos. Pelo contrário: a nossa vida torna-se rica e grande.”

Papa Bento XVI

Moçambique: Projeto solidário português ajuda crianças a voltarem às aulas depois da destruição provocada pelo ciclone Idai


 – A organização não-governamental portuguesa SOPRO, em parceria com a Associação ‘Amigos da Montanha’, ajudou a equipar uma sala de aula em Moçambique com capacidade para 50 alunos sentados. 
 Num comunicado enviado hoje à Agência ECCLESIA, esta ONG adianta que o projeto educativo está ligado à Missão de São Francisco de Assis em Mangunde, na Província de Sofala. A mesma fonte refere ainda que “esta ação só foi possível” graças aos fundos recolhidos durante a Meia Maratona de Barcelos organizada pela Associação ‘Amigos da Montanha’. Uma iniciativa que permitiu recolher cerca de dois mil euros de donativos e que teve como lema ‘Juntos pela Beira’, em alusão à catástrofe natural que atingiu gravemente aquela região moçambicana, com a passagem do ciclone Idai em março deste ano. 
 A SOPRO refere que vai continuar empenhada em angariar fundos que permitam às crianças, os jovens e os adultos moçambicanos regressar gradualmente às aulas, depois da destruição provocada pelo ciclone. 
 O projeto ‘Quero a minha Escola de Volta’ pretende a médio prazo ajudar a equipar várias salas de aula ligadas a missões atualmente em marcha no território moçambicano. No comunicado são citadas as missões de Machanga (40 carteiras), Estanquinha (112 carteiras) e Barada (500 carteiras), esta última “a mais afetada pelo ciclone Idai”.
 “Acreditamos que Pequenos Gestos Mudam o Mundo, por isso agradecemos a todos os que já contribuíram e aos que possam vir a contribuir para continuar a ajudar Moçambique!”, referem os promotores destas ações de solidariedade
 JCP

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria - Dehonianos

Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria - Dehonianos:
Tema da Solenidade da Assunção da Virgem Santa Maria

 Bendita és tu, Maria! Hoje, Jesus ressuscitado acolhe a sua mãe na glória do céu… Hoje, Jesus vivo, glorificado à direita do Pai, põe sobre a cabeça da sua mãe a coroa de doze estrelas…

Primeira leitura: Maria, imagem da Igreja. Como Maria, a Igreja gera na dor um mudo novo. E como Maria, participa na vitória de Cristo sobre o Mal. Salmo: Bendita és tu, Virgem Maria! A esposa do rei é Maria. Ela tem os favores de Deus e está associada para sempre à glória do seu Filho.

Segunda leitura: Maria, nova Eva. Novo Adão, Jesus faz da Virgem Maria uma nova Eva, sinal de esperança para todos os homens.

Evangelho: Maria, Mãe dos crentes. Cheia do Espírito Santo, Maria, a primeira, encontra as palavras da fé e da esperança: doravante todas as gerações a chamarão bem-aventurada!

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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

Dai-me Senhor um coração puro


HOJE: MEMÓRIA LITÚRGICA DE S. DOMINGOS DE GUSMÃO

Hoje memória litúrgica de São Domingos de Gusmão, presbítero, cónego de Osma, cidade da província de Sória, na Espanha, que humildemente se dedicou ao ministério da pregação nas regiões perturbadas pela heresia dos Albigenses e viveu voluntariamente nas privações da pobreza, falando sempre com Deus ou de Deus. Desejoso de encontrar uma nova forma de propagar a fé, fundou a Ordem dos Pregadores, para renovar na Igreja a forma de vida apostólica, mandando aos seus irmãos que se dedicassem ao serviço do próximo com a oração, o estudo e o ministério da palavra. Morreu em Bolonha, cidade da Itália, no dia seis de Agosto.

EVANGELHO Mt 16, 13-23
«Tu és Pedro e dar-te-ei as chaves do reino dos Céus»

Antes de anunciar aos discípulos a sua morte, Jesus pede-lhes um acto de fé n’Ele. É Pedro quem o faz. A este acto de fé, em que Pedro declara: “Tu és o Messias...”, Jesus responde imediata e directamente: “Tu és Pedro...”. A Igreja será edificada, como sobre uma rocha, sobre este acto de fé de Pedro.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. E começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro, tomando-O à parte, começou a contestá-l’O, dizendo: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há-de acontecer!» Jesus voltou-Se para Pedro e disse-lhe: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».
Palavra da salvação.

Fundação AIS | Apresentação

Está a tornar-se cada vez mais difícil, para os Cristãos de todo mundo, praticar e viver a fé.
Em muitos lugares, os nossos irmãos e irmãs sofrem pelo seu amor a Cristo.

A missão da Ajuda a Igreja que Sofre é construir uma ponte de amor que permita que a Igreja que sofre e é perseguida testemunhe a sua fé, inspirando aqueles que a ajudam.

Tudo começou no Natal de 1947, quando um padre holandês de 34 anos, Padre Werenfried van Straaten, tocado pela pobreza material e espiritual de 14 milhões de alemães deslocados depois da guerra, pediu aos Católicos da Bélgica e da Holanda que ajudassem.

O apelo deste “Mendigo de Deus” deu origem a uma torrente de generosidade, provando que a reconciliação entre antigos inimigos era possível.

Mais tarde, o sucesso deste apelo permitiu que ele se voltasse para as necessidades dos Cristãos que sofriam dura perseguição por trás da Cortina de Ferro.

Hoje, a Ajuda a Igreja que Sofre - ou AIS - é uma fundação pontifícia com um alcance internacional em expansão: 23 secretariados nacionais em todo o mundo, apoiando mais de 5000 projectos anualmente, em mais de 145 países.
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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Retiro de doentes 2019

Caríssimos amigos da Paróquia de S Martinho de Cucujaes

Como é do conhecimento de alguns de vós, o Santuário da Nossa Senhora do Rosário de Fátima e a Mensagem de Fátima organiza retiros para doentes, às Dioceses são atribuídas um certo numero de vagas que depois são distribuídas pelas diferentes Paroquias
.
Convidar os doentes a participar no retiro, era um trabalho que a Irmã Conceição fazia com o carinho e disponibilidade que todos bem recordamos e foi ela que me iniciou nesta missão, quando teve de se retirar por motivos de doença.
Assim eu com a D Teresa e a  D. Alzira continuamos a missão de levar doentes todos os anos ao retiro a Fátima, no ano passado foram 6 doentes

Este ano o retiro é de de 10 a 13 de Setembro, mas infelizmente não conseguimos a adesão de nenhum doente...
Durante o retiro há acompanhamento médico de enfermagem e se necessário pode ser acompanhado de um familiar, na viagem há enfermeiros disponíveis a atentos

Cucujães é tão grande que é difícil chegar aqueles que precisam de verdade e até gostariam de ir, por isso partilho convosco, quem sabe podes ter um amigo, um familiar, um vizinho que gostasse de participar no retiro, se assim for liga-me até dia 12/8 -- 918229855 (enfermeira fatima) ou por email: mfspereira4@gmail.com
(o retiro é gratuito)

Todos juntos em Missão
PAZ E BEM

sábado, 27 de julho de 2019

"O TRÍPTICO DA ORAÇÃO" XVII Domingo TC 28-07-2019

Neste Domingo somos convidados a reflerir na oração

"1. Depois do tríptico sobre o discípulo de Jesus, que contemplámos nos últimos três Domingos (XIV, XV e XVI), em que foi proclamado, em três andamentos, o saboroso texto de Lucas 10 (o envio dos 72 discípulos; o bom samaritano; Maria que escolheu estar sentada a escutar a Palavra de Jesus), eis-nos já perante um novo belo tríptico, agora sobre a oração cristã, que não se distribui por vários Domingos, mas que entra todo por este Domingo XVII adentro, e que Lucas nos oferece em 11,1-13.

2. O primeiro quadro deste tríptico sobre a oração pode intitular-se INTIMIDADE, e tem a sua explicitação altíssima na oração do PAI NOSSO, ensinada por Jesus aos seus discípulos (Lucas 11,1-4). Jesus é o modelo de oração oferecido aos discípulos. Por isso, aparece ao fundo da cena a rezar sozinho ao Pai (Lucas 11,1), totalmente voltado para o seio do Pai (João 1,18), completamente ocupado nas Realidades do Pai (Lucas 2,49), repousando toda a sua existência no Pai. Os discípulos veem Jesus a rezar, mas não ousam interromper tão intensa corrente de confiança e de amor. Veem apenas. O deslumbramento tolhe-lhes os movimentos e as palavras. Mas eis que Jesus termina a sua oração ao Pai. Então, ainda extasiado, um dos discípulos, em nome de todos, também em nosso nome, atreveu-se a formular este pedido: «Senhor, ensina-nos a rezar como João Batista ensinou a rezar os seus discípulos!» (Lucas 11,1).

3. E foi então que Jesus ensinou a eles e a nós, a todos, o segredo mais profundo da sua vida e da nossa vida, a orientação da sua vida e da nossa vida: para onde, melhor, para quem, devem estar sempre voltados o nosso coração, os nossos olhos, as nossas mãos, os nossos pés, a nossa vida toda.
E disse: «Quando rezardes, dizei:

“Pai (páter),
1. Santifica o teu Nome,
2. Venha o teu Reino,
3. Dá-nos o pão nosso (árton hêmôn) de cada dia,
4. Perdoa os nossos pecados,
5. Não nos deixes cair na tentação”» (Lucas 11,2-4).

4. Como bem se vê, não se trata de uma lição teórica, mas da comunicação de uma experiência, de um segredo, de um tesouro, de uma intimidade. Rezar é orientar a nossa vida toda para Deus, a quem tratamos carinhosamente por ’Abba’, nome de radical ternura, simplicidade, verdade, confidência e dependência, posto na boca de Jesus em Marcos 14,36, e na nossa em Romanos 8,15 e Gálatas 4,6. Sim, aqui não está em jogo a instituição paterna, o pai, ʼAb, que impõe respeito, autoridade e distância. Trata-se, antes, de ’Abba’, ’Ab-ba’ soletrado, que implica a duplicação das sílabas, que é uma característica da linguagem infantil, uma Lallwort de intolerável confiança! São as criancinhas que usam este tipo de linguagem. A tanto carinho e simplicidade nós somos chamados! A oração é composta no texto de Lucas por cinco pedidos (Mateus apresenta sete: Mateus 6,9-13), sendo o do meio o do «pão nosso», dado por Deus. A pergunta infantil, ou científica, ou de mera curiosidade, é sempre a mesma: «O que é isto?». A nossa resposta habitual é também sempre a mesma: «é pão». Impõe-se que nós, modernos, aprendamos e ensinemos novas notas, novas pautas, novos acordes. A resposta correta, aprendida na Escritura Santa, soa assim: «É o pão que Deus nos dá» (Êxodo 16,15)."
IN Mesa de Palavra

sexta-feira, 12 de julho de 2019

A Vida - uma estupenda oferta de Deus.

A vida é bela e dura, mas maravilhosa.
É uma estupenda oferta de Deus.
Mesmo que haja dificuldades e contrariedades, o cristão deve fazer da vida uma história de amor, de gratidão e de alegria.

Viver não é caminhar sobre rosas, ou sobre uma passadeira vermelha. Viver, não é vegetar, dormitar, e ter só facilidades.

Viver é fazer a vida, construí-la, trabalhá-la, libertar a alma, progredir.
Exige muito trabalho, muito esforço (como os campeões têm de treinar muito...).

Viver é deixar-se guiar pela luz de ideias nobres e belos.

Só temos uma vida e devemos aproveitá-la para desempenhar o nosso papel o melhor possível como pessoas humanas e mais ainda como cristãos.

Isso implica renunciar ao mal, ao egoísmo, ao pecado e aderir ao bem e Deus é o Sumo Bem, o maior tesouro que podemos ter.

Se vivêssemos como pessoas humanas respeitáveis e respeitadoras já seria bom; mas viver como cristão, como filhos e filhas de Deus é muito mais superior.

Todos temos talentos e qualidades que Deus nos deu e que devemos desenvolver para nosso bem e para o bem dos outros.

Se alguém se queixa da vida, é porque não sabe vivê-la e se enche de vícios, de egoísmos, de preguiça, de dependências e se destrói a si mesmo e aos outros.

Se muitos não gostam de viver, se a vida deles não tem sentido, é porque só vivem para si mesmos, de forma egocêntrica. A vida é dura para quem é mole e preguiçoso.

A vida é tanto mais maravilhosa, quanto mais vivermos para o bem dos outros: o bem de Deus, da Igreja, da Comunidade, da família, dos amigos...

Familias Unidas - Catequese Familiar: "Catequese familiar é caminhar juntos para o cresc...

 A catequese familiar é uma realidade na nossa Paróquia desde o ano 2012/2013 
uma caminhada catequética que engloba toda a comunidade mas em especial as famílias.
 Este é o caminho seguro clica abaixo e lê:

Familias Unidas - Catequese Familiar: "Catequese familiar é caminhar juntos para o cresc...:  (...) “O objetivo da Catequese Familiar é caminhar junto com as famílias, tendo em vista o crescimento dos seus membros na fé.  “Na...

ACOLHIMENTO - "Acolher e deixar-se acolher"

"Jesus conhece bem este ‘clima’ de acolhimento e sabe criá-lo como ninguém. Mas também, como profundo conhecedor do dinamismo do coração humano, sabe quanto é importante deixar-se ser acolhido. A capacidade para o amor e para o serviço aos demais, dependem fundamentalmente deste dinamismo recíproco de acolher e deixar-se acolher.
Estando Jesus em viagem, entrou num povoado, e certa mulher chamada Marta, recebeu-O em sua casa. Sua irmã, Maria, ficou sentada aos pés de Jesus, escutando-Lhe a Palavra. Marta estava ocupada com muito serviço. Parando, por fim disse: “Senhor, não Te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.” Jesus porém respondeu-lhe: “Marta, Marta, tu andas inquieta e perturbada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada” (Lc 10, 38-42). 

Jesus revela uma capacidade enorme para acolher e deixar que O acolham. Mostra que sabe discernir os graus e formas de acolhimento. Ele aprecia o serviço atento e acolhedor de Marta, mas exorta-a delicadamente a rever a forma como o faz e por que o faz. Não tira “a melhor parte” a Maria e nem a nega a Marta. Ele sente-se entre amigos e, como
Amigo, ajuda-os a crescer, desde dentro. 

 Sabemos como, por vezes, acolher se torna uma tarefa difícil. Acolher e deixar-se acolher implica que duas vontades se unam: a do coração (afecto) e a da razão (inteligência).
São dois dinamismos que precisam de se colocar em interacção, a fim de permitir o crescimento e a liberdade mútuas. 

Quem acolhe revela-se e permite que o outro se revele. Cria condições de diálogo e, simultaneamente, as condições de silêncio (interior), tão necessárias para que as relações humanas se estabeleçam na confiança e na simpatia.
Um bom acolhimento consegue adivinhar, ou melhor, percepcionar as necessidades do coração do(s) outro(s). 
O
acolhimento gera expectativas e motiva as energias psíquicas, físicas e espirituais face
aos empreendimentos 
O acolhimento proporciona um correcto conhecimento. Este, por sua vez, desenvolve a aceitação e a integração do outro como um ser pessoal no qual “me completo”. Daí resulta uma capacidade para a doação e para o serviço que é, antes de tudo, uma escuta e resposta gratificante à vida, contribuindo para uma transformação sadia da
mesma. 
O acolhimento transforma a vida, em ordem a uma personalidade amadurecida. A serenidade e a confiança são a feliz conquista do acolhimento."

(do Guia do 1º ano catequese "Jesus gosta de mim")

quarta-feira, 10 de julho de 2019

"As crianças preocupa-se e agradar aos pais"


Muito se fala da auto estima, como se desenvolve e da sua importância para se ter uma vida feliz.

Alguns autores defendem que a auto-estima começa a desenvolver-se muito precocemente, quando ainda se é bebé.

O toque, o carinho; o cuidar, o ambiente seguro dão à criança o bem estar e o sentido de que é muito querida.Nesse inicio de vida, a criança vai descobrindo como é o mundo a sua volta, os pais actuam como espelhos, que devolvem determinadas imagens ao filho.  O afecto é muito parecido com o espelho.

Por isso, sempre que se demonstra afectividade por alguém, essa pessoa torna-se meu espelho e eu torno-me o dela; e reflectindo um no sentimento de afecto do outro, desenvolvemos o forte vínculo do amor, essência humana, em matéria de sentimentos.
“Desde muito pequena, a criança desenvolve o auto conceito - conjunto de valores e crenças, conscientes ou acessíveis à consciência, assim como atitudes e opiniões que a criança tem de si mesmo, de si mesmo em inter-relação com o outro, com o mundo e com tudo que a

mente pode alcançar - baseado na relação com os outros”.(Fonte criancices)
Se para os pais o amor incondicional que sentem pelos filhos é claro, já para os filhos nem sempre esse amor é assim tão claro.

A criança preocupa-se em agradar à mãe e ao pai e acredita que ao fazer isso garante o amor deles.

Assim o sorriso de aprovação dos pais é amor, já a reprovação, com um olhar sério, ou ralhar pode significar, não amor.

Por isso é muito importante que a a criança saiba que, quando a mãe e o pai reprovam determinada atitude ou comportamento, o amor que sentem por ela não sofre qualquer alteração, que a vão amar sempre, mostrando o caminho, que para os pais parece ser o melhor e o vão respeitar.
- Dar-lhe espaço para que tenha os seu próprios sentimentos, encontrando formas de ajudar a expressá-los de maneira socialmente aceitável.

- Porque não é errado nem feio sentir raiva. O que pode ser reprovado é a expressão inadequada da raiva, como bater em alguém.
Aceitá-la como é, mesmo que não corresponda às expectativas dos pais. A criança precisa ter os seus próprios sonhos, pois não nasceu para realizar os sonhos dos pais...


Não julgar as crianças pelas suas atitudes.
As crianças erram muito, porque é assim que aprendem. 

Mãe e pai podem e devem julgar as atitudes, mas não os filhos.


 Se a atitude foi egoísta, o que deve ser mostrado é o egoísmo, mas não consagrá lo dizendo “ és muito egoísta’:
 Frases do tipo “és terrível” ou não tens jeito para nada” ensinam à criança que ela é egoísta, terrível e não tem jeito para nada

Para eles, essas ‘qualificações” passam a ser a sua identidade.
O respeitar a criança mostrar-lhe que ela é amada não pelo que faz ou tem, mas pelo simples fato de existir. Sentindo-se amada, tem maior segura para realizar os seus sonhos.

A criança precisa de experimentar, tentar, errar mas, sem ser julgada, deve sim ser orientada, estimulada...

Deixa-la ter seu próprio ritmo, (as crianças são diferentes umas das outras), deixa-las descobrir coisas, pois permite que a criança perceber que consegue realizar algumas conquistas e falhar outras, mas que isso não significa uma catástrofe afectiva. 

Assim, a criança vai desenvolvendo a sua auto-estima que é grande responsável por seu crescimento interno, e fortalecendo-se para ser feliz, mesmo que tenha de enfrentar contrariedades.

O que alimenta a auto-estima é sentir-se amado incondicionalmente e também o prazer que a criança sente de ser capaz de fazer alguma coisa que dependa só dela.

Não o prazer ganho ou seja, o desenvolvimento da auto-estima quando brinca com o que ganhou, interage e cria novas

brincadeiras; guarda o brinquedo dentro de si, sente a sua falta e principalmente cuida dele.

Porque o brinquedo ganho, adquire um significado especial para ele.
Mas as crianças que ganham uma infinidade de brinquedos que mal conseguem guardar não têm como desenvolver auto-estima suficiente para gerar felicidade.

O presente que vai alimentar a auto-estima, é o que transmite o sentimento de merecimento. Sem dúvida, que dá prazer aos pais dar presentes, que agradem aos filhos. Todos ficam contentes, os pais por dar e os filhos por receber. Mas o princípio educativo é que os filhos sejam pessoas felizes, e não simplesmente alegres. A alegria é passageira e a capacidade de ser feliz deve pertencer ao filho.

Porque o prazer do “sim” é muito mais verdadeiro e construtivo quando existe o “não’

Se uma criança é aprovada porque os pais contrataram para ela um professor particular, o mérito da aprovação é dos pais. O filho pode até sentir prazer por ter sido aprovado, mas no fundo sabe que o mérito não foi todo seu. Isso diminui sua auto-estima. Quando é aprovado porque estudou e se empenhou, a sua auto-estima cresce. 

Ele adquire responsabilidade.
A auto-estima é a força interior da felicidade.

Uma dica importante aos pais: quando proibirem alguma coisa ao vosso filho, encontrem outras que ele possa fazer. A simples proibição é paralisante. A educação é mobilizar a criatividade para o bem comum.
A opinião que a c

riança tem de si mesma está intimamente relacionada com sua capacidade para a aprendizagem e com seu rendimento. O auto-conceito desenvolve-se, como já foi dito, desde muito cedo, na relação da criança com os outros.

É nesta interacção afectiva que vai desenvolver sentimentos positivos ou negativos e construí a sua auto imagem.


Bibliografia:Enciclopédia da mãe e da criança: Cuidados com a criança. Lisboa: Editora Lusodidacta, 1995.
Icami Tiba "Quem ama educa"Editora: Gente Ano 2002

(composto por Vania Coimbra)


terça-feira, 9 de julho de 2019

INSCRIÇÕES: 1º ANO DA CATEQUESE 2019/2020

INSCRIÇÕES NA CATEQUESE
Atenção Pais

As crianças que perfazem seis (6) anos até fins de dezembro de 2019 devem inscrever-se na Catequese para o ano pastoral de 2019/2010, até 15 de julho de 2019. Devem trazer 3,00 € para o seguro e o nº de Contribuinte da Criança (é necessário para se fazer o seguro).

As inscrições são na Casa Paroquial da parte da tarde entre as 16.00 e as 18.30 horas.

IN: Folha Paroquial

Media: Programa Ecclesia, na RTP2, emitido à hora do almoço no mês de julho

Media: Programa Ecclesia, na RTP2, emitido à hora do almoço no mês de julho:
 Lisboa, 08 jul 2019 (Ecclesia)

 – O programa Ecclesia, em emissão na RTP2 no espaço “A Fé dos Homens”, das confissões religiosas em Portugal, vai ser exibido à hora do almoço, cerca das 12h25 devido à transmissão da prova de ciclismo “Volta à França”. 

 A prova de ciclismo decorre até ao 28 de julho e é transmitida em direto na RTP2. “A Fé dos Homens”, onde se inclui o programa Ecclesia, é emitido de segunda a sexta-feira no canal de serviço público de televisão.

segunda-feira, 8 de julho de 2019

Oração: - Flores variadas

Hoje, Senhor, vi, contemplei
flores tão variadas:
na cor, na forma, no tamanho.
reflexos da beleza divina,
dons da tua bondade providente,
sinais do teu amor.
E lembrei-me, Senhor, daquele santo,
que chorava ao contemplar uma flor:
ela falava-lhe tanto de Ti!...

Que eu saiba ver-Te
na beleza das flores.
Que elas me ajudem a dizer-Te
um obrigada por tanto amor.

Que eu aprenda com as flores
a louvar sem cessar.
Que eu, como as flores,
alegre os outros
e seja paz e harmonia.

Que eu Senhor, saiba semear
a vida dos outros com flores.
E, sobretudo, Senhor,
que eu não me fixe nos espinhos,
mesmo que doam e sejam grandes...

As flores são belas é quando basta.


Dário Pedroso (Firmes na Fé, pag 103, 104)

Retiro com o Bispo D José Cordeiro No Seminário Boa Nova

Desde Segunda(01-07) até hoje,(05-07) estivemos em retiro no Seminário da Boa Nova.

O retiro foi orientado pelo D. José Cordeiro, Bispo de Bragança. Hoje, depois da celebração eucarística, festejámos com os nossos irmãos - com o P. Januário que este ano completou 60 anos de ordenação sacerdotal, com o P. Jerónimo que completou 50 anos de ordenação sacerdotal

 e com o irmão Macário que completou 50 anos de juramento na Sociedade Missionária.

Celebrámos também o aniversário natalício do P. Tomás, que teve lugar ontem.

No fim, o Pedro Chey Dianingama presenteou o D. José Cordeiro com uma das suas pinturas. Muito obrigado ao D. José e muitos parabéns aos festejados. E principalmente muito obrigado a Deus.



sábado, 6 de julho de 2019

Alteração do horário das Missas - Verão - Cucujães

Especial atenção às Comissões Zeladoras da Igreja e Capelas. Alteração ao horário das Missas em julho, agosto e setembro

Na Igreja, no mês de julho suprime-se a Eucaristia das 10.00 horas. Recomeça no dia 15 de setembro.

Nas Capelas, no mês de julho, tudo normal.

Em agosto e até 8 de setembro (inclusive) haverá:

no 1º domingo, dia 4 – Celebração da Palavra no Mártir e na Senhora da Conceição.
No 2º domingo, dia 11 – Celebração da Palavra em Santa Luzia e em Santo António.
No 3º domingo, dia 18 – Celebração da Palavra no Mártir e na Senhora da Conceição.
No 4º domingo, dia 25 – Celebração da Palavra em Santa Luzia e em Santo António.
No 1º domingo de setembro, dia 1 – Celebração da Palavra no Mártir e na Senhora da Conceição.
No 2º domingo de setembro, dia 8 – Celebração da Palavra em Santa Luzia e em Santo António.

MAS ATENÇÃO: Se aparecer um sacerdote (em férias e/ou disponível) haverá Celebração da Eucaristia em qualquer de um destes domingos.
Esperamos que apareçam.

Em 15 de setembro – tudo volta ao normal ou seja: Eucaristia no Mártir, na Nossa Senhora da Conceição e em Santa Luzia.
Como é o 3º domingo – Celebração da Palavra em Santo António, se não houver sacerdote.
Também na Senhora da Conceição não haverá, às quartas-feiras, a Eucaristia das 19.00 horas no mês de agosto e nos dias 4 e 11 de setembro (como nos anos anteriores).

Folha Paroquial II Domingo TC 32-06-2019

Liturgia - Dehonianos - 14 Domingo TC 07-06-2019

Liturgia - Dehonianos: 7 Julho 2019 ANO C

14º DOMINGO DO TEMPO COMUM

Tema do 14º Domingo do Tempo Comum


Embora as leituras de hoje nos projectem em sentidos diversos, domina a temática do “envio”: na figura dos 72 discípulos do Evangelho, na figura do profeta anónimo que fala aos habitantes de Jerusalém do Deus que os ama, ou na figura do apóstolo Paulo que anuncia a glória da cruz, somos convidados a tomar consciência de que Deus nos envia a testemunhar o seu Reino.


É, sobretudo, no Evangelho( Lc 10,1-12.17-20) que a temática do “envio” aparece mais desenvolvida. Os discípulos de Jesus são enviados ao mundo para continuar a obra libertadora que Jesus começou e para propor a Boa Nova do Reino aos homens de toda a terra, sem excepção; devem fazê-lo com urgência, com simplicidade e com amor. Na acção dos discípulos, torna-se realidade a vitória do Reino sobre tudo o que oprime e escraviza o homem.

Na primeira leitura, (Is 66,10-14) apresenta-se a palavra de um profeta anónimo, enviado a proclamar o amor de pai e de mãe que Deus tem pelo seu Povo. O profeta é sempre um enviado que, em nome de Deus, consola os homens, liberta-os do medo e acena-lhes com a esperança do mundo novo que está para chegar.

Na segunda leitura,(Gal 6,14-18) o apóstolo Paulo deixa claro qual o caminho que o apóstolo deve percorrer: não o podem mover interesses de orgulho e de glória, mas apenas o testemunho da cruz – isto é, o testemunho desse Jesus, que amou radicalmente e fez da sua vida um dom a todos. Mesmo no sofrimento, o apóstolo tem de testemunhar, com a própria vida, o amor radical; é daí que nasce a vida nova do Homem Novo.


quinta-feira, 4 de julho de 2019

Sou de Cristo sou feliz


Recorda a oração e reza:

Obrigado Jesus pela minha vida, pela minha saúde, pela minha família pelo Sr Padre Artur, pelos meus catequistas e por todos os meus amiguinhos.

Querido Jesus, concede aos meus pais fé,  amor, sabedoria, paz, trabalho e saúde.

Sabes Jesus, eu quero ser uma criança cheia de fé e de amor, ensina-me a crescer no Teu caminho e a ter sempre o coração limpinho como o lenço onde está gravado o dia do meu Baptismo e, aquilo que eu gosto de ser:
Sou de Cristo sou feliz.

quarta-feira, 3 de julho de 2019

A Lei do Amor

1. Não terás outros deuses perante Mim.
2. Não invocarás em vão o Nome do Senhor teu Deus.
3. Recorda-te do dia do Sábado para o santificar.
4. Honra pai e mãe.
5. Não matarás.
6. Não cometerás adultério.
7. Não roubarás.
8. Não levantarás falso testemunho contra o teu próximo.
9. Não desejarás a mulher do teu próximo
10. Não cobiçarás a casa, nem as coisas do teu próximo.

Estas foram as Dez Palavras de Amor, que Deus deixou a Moisés, como regra de vida, para poderem avançar no caminho da Liberdade.
Estes mandamentos continuam a fazer sentido, mesmo para aquele que descobriu o amor e aprendeu a amar!

Não são um pacote de proibições, de "nãos". Na realidade apresentam uma grande visão de vida.
Por isso, Jesus veio ao mundo e transformou todos estes «nãos», num verdadeiro «sim».

1. Sim ao Deus único e libertador
2. Sim ao Deus da Aliança e do Amor
3. Sim ao Dia do Senhor!
4. Sim à Família
5. Sim à Vida
6. Sim ao Amor fiel
7. Sim à Solidariedade
8. Sim à Verdade
9. Sim a um coração puro
10. Sim ao bem do próximo

Enfim, todas estas palavras são um «sim» ao amor! Por isso, se diz com razão: «quem ama, já cumpriu toda a Lei» (Rom.13,10)!

Cf. Pe. Amaro

Braga: Faculdade de Teologia promove encontro ibérico de especialistas em catequese

Braga: Faculdade de Teologia promove encontro ibérico de especialistas em catequese: Lisboa, 03 jul 2019 (Ecclesia) – O Núcleo de Braga da Faculdade de Teologia, da Universidade Católica Portuguesa, está a organizar um encontro ibério de especialistas em Catequese que se vai realizar dias 12 e 13 de julho, na arquidiocese minhota.

“Esta é a primeira vez que se reúnem, deste modo, aqueles que trabalham a catequética no âmbito da Teologia, refletindo sobre a prática eclesial”, assinalou o padre Luís Figueiredo Rodrigues, em informação enviada à Agência ECCLESIA pelo portal ‘Educris’.

O diretor-adjunto do Núcleo de Braga da Faculdade de Teologia explica que se vão procurar “estabelecer pontes”, a partir de “diferentes pontos de vista pastoral e académicos”.

A iniciativa pretende um “maior diálogo e cooperação entre os agentes de pastoral e teologia catequética” da Península Ibérica.

‘Uma Catequese com sabor a Jesus Cristo’ é o tema central do encontro que o núcleo regional de Braga Faculdade de Teologia da UCP recebe dias 12 e 13 de julho.

O primeiro dia é uma reunião e reflexão dos catequetas da Península Ibérica, “fomentando a interajuda e o trabalho conjunto ao serviço da Igreja”; no segundo dia, o evento “abre-se a todos os interessados”, entre as 09h00 e as 13h00, no Auditório Professor Manuel Isidro Alves, no Campus Camões.

Do programa para o dia aberto, destacam-se as intervenções de D. António Moiteiro, presidente da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé – ‘As opções para a Catequese em Portugal’; do diretor da especialidade de Teologia Catequética de San Damaso, Juan Carlos Carvajal Blanco, sobre ‘A Catequese com sabor a Jesus Cristo’, às 11h00; e ainda a intervenção ‘Interpelações ao acompanhamento’, do diretor do setor da Catequese de Lisboa, o padre Tiago Neto.

O encontro de Catequetas, que conta com o apoio do Secretariado Nacional da Educação Cristã, nasce da participação de três sacerdotes portugueses – os padres Manuel Queirós, Vasco Gonçalves e Luís Miguel Rodrigues – na reunião anual da Associação Espanhola de Catequetas.

“Neste contexto, foi ganhando corpo o desejo de uma maior aproximação entre os catequetas dos dois países ibéricos, como forma de nos entreajudarmos e estimularmos na missão de servir a Igreja através do nosso trabalho”, desenvolveu o padre Luís Miguel Figueiredo Rodrigues ao sítio online ‘Educris’.

CB/OC

terça-feira, 2 de julho de 2019

Setúbal: «Summer3Fest», um festival que pretende ser um «grande encontro missionário»

Setúbal: «Summer3Fest», um festival que pretende ser um «grande encontro missionário»: Projeto alia música à missão nos dias 12 a 14 de julho, na Costa da Caparica

Padre Luiz Carlos Junior e Padre Carlos Silva

Setúbal, 01 jul 2019 (Ecclesia) – O Secretariado Diocesano da Pastoral das Missões de Setúbal vai promover uma nova edição do ‘Summer3Fest’, nos próximos dias 12 a 14 de julho, na Costa da Caparica, e espera ser um “grande encontro missionário”.

“Esta segunda edição tendo a coordenação da pastoral das missões, pensamos ser interessante para os jovens da diocese fazer um grande encontro missionário. Quando pensamos em missão associamos um destino longínquo mas temos de ir onde estão os jovens e, se eles estão na praia e participam em festivais da juventude, pensámos que a Costa da Caparica, seria o espaço ideal para a missão e a música”, explica o padre Carlos Silva, diretor do secretariado diocesano da pastoral das missões, em declarações à Agência ECCLESIA.

O Summer3Fest tem este ano a parceria com a Pastoral da Juventude, num “biénio dedicado à juventude” que a Diocese de Setúbal está a viver, no qual o bispo local, D. José Ornelas, tem ido ao encontro dos mais novos.

“A pastoral da juventude tem este encargo de organizar a logística e visita do bispo aos jovens, quer em escolas, clubes e associações, e neste ano temos colaborado com  a pastoral da juventude para trazer os jovens à missão, como o tema desta edição diz “Partilha-te em missão”, indiciou o padre Carlos Silva.

Também o padre Luiz Carlos Junior, da Aliança da Misericórdia, é um dos mentores do festival que diz ser “de jovens para jovens” e onde destaca o programa muito vasto.;

“É de jovens para jovens, quem realiza a obra são os jovens; depois temos as bandas formadas pelos grupos de jovens da nossa diocese. A missão é coordenada com outros movimentos interdiocesanos como a Cáritas, a Pastoral da juventude, o Seminário diocesano, o CNE, uma missão que abrange toda vida diocesana e marca o fim do ano pastoral da diocese”, esclarece;

Três dias de festa no parque urbano da Costa da Caparica, com entrada livre, e um “programa muito vasto que tem o intuito de conquistar todos, porque Jesus é o sol da Caparica”, como destaca o sacerdote.

“Haverá diversão nesta festa do verão para estar com Deus, por isso o 3 no nome do festival, a Trindade, nesta técnica de marketing” que pretende cativar os jovens.

Quando se fala em dificuldades nesta organização, o padre Carlos Silva salienta a necessidade de união.

“Quando pensamos em lançar este projeto era a possibilidade de reunir esforços e vontades das forças de missão da nossa diocese mas ter a possibilidade de estar juntos fazer a missão e congregar as pessoas é uma dificuldade”, confessa.

O padre Carlos Silva aponta o Summer3fest como uma hipótese para fazer missão e festa, que conta com a participação do bispo diocesano, na Eucaristia do encerramento.

Uma das bandas participantes é a GJA – Grupo de Jovens da Arrentela, em que o coordenador André Joaquim destaca a alegria de participar no Summer3Fest.

“É uma alegria participar e a banda pretende evangelizar todo a gente na praia, com letras escritas por nós e originais feitos pelos grupo”, conta à Agência Ecclesia.

André Joaquim destaca que o grupo já tem “muitos anos de missão em povoações do interior do país, com a juventude doroteia” e que espera o sucesso desta edição onde a música é o “meio privilegiado para chegar aos jovens”;

Com músicas ao ar livre, jogos de praia, concertos e Cristoteca, Summer3Fest acontece no parque urbano da Costa da Caparica.

Estes testemunhos vão estar em destaque de segunda a sexta-feira, nos programas Ecclesia, na Antena 1, da rádio pública, pelas 22h45, ficando depois disponíveis em ecclesia.pt/rádio.

SN

sábado, 22 de junho de 2019

O NOSSO «LUGAR FELIZ» É CRISTO

Passamos pela Mesa da Palavra do Bispo António Couto e copiamos para si também o lugar da felicidade....

1. Este Domingo XII do Tempo Comum oferece-nos a imensa utopia messiânica que atravessa a profecia de Zacarias 9-14, um povo pobre, explorado, combatido e assassinado, mas que é a «pupila dos olhos do Senhor» (Zacarias 2,12), que tem nele colocados os seus olhos (Zacarias 9,1 e 8). Este povo pobre e mártir tem direito à sua esperança e ao seu rei diferente, que se apresenta pobre e pacífico, montado num jumento, animal de paz e não de guerra, e que porá fim aos instrumentos de guerra (Zacarias 9,9-10). Mundo novo.

 O texto deste Domingo (Zacarias 12,10-11; 13,1) faz-nos chorar este povo pobre e mártir personificado num filho único, num filho primogénito, martirizado, mas faz-nos ver também, e fixa o nosso olhar nesta figura desfigurada e transpassada, mas transfigurada, pois se tornará numa fonte de água pura, salvadora e salutar (Zacarias 13,1; 14,8). É, neste sentido, que «hão de olhar para aquele que transpassaram» (Zacarias 12,10). Cruzamento de olhares: olha Deus para ele, por ele; olhamos agora também nós para ele, por ele! É sabido que João, vendo Jesus e relendo este texto de Zacarias, fixa o nosso olhar em Jesus crucificado, transpassado, desfigurado, transfigurado (João 19,37).

Então o crucificado ressuscitado, que preside à nossa assembleia dominical e à nossa vida, deixa de ser uma u-topia [= «sem lugar»], para se transformar numa eu-topia [= «lugar feliz»]. Olhar fixo n’Ele! Mãos abertas em concha para Ele, para as encher nessa fonte de graça e de saúde! Sim, somos chamados a transformar o «deslugar» deste mundo em «lugar feliz»!
Mãos à obra! Ou, melhor ainda, corações à obra!

 2. Faz equilíbrio com este grande texto de Zacarias o Evangelho de Lucas 9,18-24. Começa por nos apresentar Jesus a rezar sozinho, o que acontece imensas vezes no Evangelho de Lucas, que é, por isso, também chamado «Evangelho da oração». E «orar» é, em sentido genuíno, etimológico, beijar, como lembrou o Papa Bento XVI aos jovens reunidos na XX Jornada Mundial da Juventude, realizada em Colónia, em 2005, referindo que a palavra latina para oração é oratio e a locução latina para adoração é ad oratio, contacto boca a boca, beijo, abraço, e portanto, no fundo, amor, ou seja, orientar a nossa vida toda para Deus, entregar a Deus a nossa vida toda, para que seja Ele a olhar para nós, por nós! É importante sabermos, informa-nos o narrador, que os seus discípulos estavam com Ele. Estar com Ele é o «lugar feliz» do discípulo de todos os tempos. Estar sem Ele é sempre um «deslugar». Se for este o caso, temos rapidamente de mudar de lugar!

 3. Também ficamos a saber, pela informação dos discípulos de então, que as multidões dizem Jesus com o passado, alinhando-o com as figuras do passado (João Batista, Elias, um antigo profeta redivivo) (Lucas 9,19), não contendo, portanto, nada de substancialmente novo. Em contraponto com as multidões, Pedro avança um dizer novo, diz que Jesus é o Cristo de Deus, sem, todavia, com este dizer, renovar a sua vida, sem fixar n’Ele os olhos e o coração, e sem encher as mãos em concha com a água viva que d’Ele vem.

 4. É Jesus, e só podia ser Jesus, que se autoapresenta aos seus discípulos de ontem e de hoje, como tendo de sofrer, ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia (Lucas 9,22). Aí está o transpassado, desfigurado, transfigurado, fonte única de água viva para nós, fonte da nossa vida. Dizemos, na verdade, muitas coisas. Mas é necessário ouvir Jesus dizer. Porque só Ele se diz e nos diz. Para o discípulo, escutar é deixar-se dizer! Para o discípulo, dizer é redizer o dito de Jesus. Eis o Mestre. Eis o discípulo.

 5. Ainda duas coisas únicas deste Evangelho, duas pérolas, portanto: «Dizia Ele a todos: “Se alguém quer vir atrás de mim, diga não a si mesmo, e tome a sua cruz todos os dias, e siga-me”» (Lucas 9,23). A primeira pérola está em que Jesus diz para todos. O dizer de Jesus, o seu ensinamento novo, não é para elites, para alguns iluminados. É para todos. Entenda-se que a escola de Jesus está aberta a todos, ricos e pobres, maus e bons, especialistas e ignorantes. Já se sabe que o ignorante é aquele que não sabe; de resto, também o dito especialista não sabe, mas não sabe, para usar o aforismo cortante do escritor italiano Leo Longanesi (1905-1957), com grande competência e autoridade! Ainda bem, portanto, que Jesus diz para todos, e todos devemos estar sentados e atentos na sua escola. A segunda pérola é que a vida cristã, que consiste em seguir Jesus, é coisa quotidiana, de todos os dias. Lucas é mesmo o único Evangelista que regista a necessidade de tomar a cruz todos os dias. Não é só para alguns dias de festa. Não pode ter pausas.

 6. Dizer não a si mesmo é pensar ao contrário do que estamos habituados a fazer. Pensamos sempre primeiro em nós, em salvar-nos a nós mesmos. E para nos salvarmos a nós mesmos, pensamos nós, temos de nos antecipar aos outros, ser mais espertos do que os outros, passar à frente dos outros. Exatamente o contrário de Jesus, que não quis salvar-se a si mesmo. Quis salvar-nos a nós, pôr-se ao nosso serviço, fazer-se fonte de água viva para nós. «Salva-te a ti mesmo, e desce da Cruz!» (Lucas 23,35-39), eis a tentação que cai sobre Jesus em três vagas sucessivas. Todavia, se se tivesse salvo a si mesmo, não nos salvava a nós! Estamos, portanto, perante a lógica nova do «quem perde, ganha», que é o jogo novo do cristianismo.

 7. Não se pode ser cristão, discípulo de Jesus, seguir Jesus, dizer Jesus, sem dar a vida. O discípulo de Jesus, à maneira de Jesus, tem de pôr em jogo a própria vida, e não simplesmente os adereços. Tudo, e não apenas o supérfluo. Dar o que sobra não tem a marca de Deus, não é fazer a verdadeira memória de Jesus, que se entregou a si mesmo por nós (Efésios 5,2), por mim (Gálatas 2,20). O supérfluo deixa a vida intacta. O dom de si mesmo transforma a vida para sempre.

 8. É esta novidade que São Paulo afirma outra vez na Carta aos Gálatas 3,26-29. Sim, Paulo já não se sabe dizer sem dizer Jesus Cristo. Por Ele foi alcançado, n’Ele foi batizado, está revestido d’Ele. Se vive, é porque está enxertado em Cristo, o «lugar feliz» da sua vida.

 9. O Salmo 63 é conhecido como «o cântico do amor místico», atravessado por uma apaixonada intensidade, bem expressa na primeira afirmação ou declaração de amor à boca do Salmo, mas que enche, de resto, o Salmo inteiro: «O meu Deus és Tu» (ʼelî ʼattah), a que responde e corresponde Deus em Isaías 43,1, declarando: «Para mim tu és» (lî ʼattah). Tudo o resto no Salmo 63 assenta sobre esta certeza. A minha vida recebida (naphshî), por quatro vezes referida (vv. 2.5.9.10) agarra-se amorosamente (dabaq) a Ti (v. 9), canta o teu amor, vive de Ti. A beleza, intensidade e espiritualidade que atravessam este Salmo ganham visibilidade na liturgia bizantina das manhãs de Domingo, e os vv. 3-6 entram no cânone eucarístico armeno. António Couto

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Folha Paroquial XII Domingo TC 23-06-2019





Igreja: Associações de Médicos Católicos promovem consagração ao Coração de Jesus

Igreja: Associações de Médicos Católicos promovem consagração ao Coração de Jesus:
 Lisboa, 19 jun 2019 (Ecclesia)
 – A Federação Internacional das Associações de Médicos Católicos (FIAMC) vai promover esta sexta-feira uma consagração dos seus membros ao Coração de Jesus.

No sábado, um grupo de médicos de várias nacionalidades, que integra médicos portugueses, vai ser recebido em audiência pelo Papa Francisco.


Em Lisboa, a Associação de Médicos Católicos Portugueses

(AMCP) promove esta sexta-feira, pelas 19h00, uma Eucaristia na Igreja do Campo Grande
Bernard Ars, presidente da FIAMC, explica que a consagração dos médicos católicos ao Coração de Jesus que ser um sinal da necessidade de que a “profissão médica tenha raízes na profundidade do ser e construa em silêncio e serenidade, do coração, os fundamentos da vida”.

“O mundo da medicina está farto de um tempo cronometrado, sujeito à norma exclusiva de desempenho. A prática clínica é colocada num turbilhão de tarefas administrativas e mensagens ruidosas que não encorajam a reflexão ou a busca de significado”, adverte o responsável.
 OC

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - 2019

Amanhã fica atento... ESCUTA... a MISSA começa assim....

ANTÍFONA DE ENTRADA
Bendito seja Deus Pai,
bendito o Filho Unigénito,
bendito o Espírito Santo,
pela sua infinita misericórdia.

Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Deus Pai,
que revelastes aos homens o vosso admirável mistério,
enviando ao mundo a Palavra da verdade
e o Espírito da santidade,
concedei-nos que, na profissão da verdadeira fé,
reconheçamos a glória da eterna Trindade
e adoremos a Unidade na sua omnipotência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

LEITURA I Prov 8, 22-31
Antes das origens da terra, já existia a Sabedoria

A Sabedoria não é só um bem muito desejável. É mais do que isso.
É uma pessoa viva, cuja origem é anterior à criação de todas as coisas. Intimamente unida a Deus, mas, ao mesmo tempo, distinta d’Ele, assiste-O na obra da criação, manifestando-se activamente criadora. Proveniente de Deus, pertence ao âmbito divino. Contudo, ela vem ao encontro dos homens, no desejo profundo de com eles estabelecer relações de amizade.
Nesta Sabedoria de Deus, assim descrita no Antigo Testamento (o qual, sem nos dar uma revelação precisa do mistério trinitário, nos vai introduzindo, pouco a pouco, nos segredos da vida íntima de Deus), vê a tradição patrística, a partir de S. Justino, o Verbo de Deus, Jesus Cristo, Sabedoria e Palavra criadora de Deus, pelo Qual «tudo foi criado» (Jo. 1, 3).

Leitura do Livro dos Provérbios
Eis o que diz a Sabedoria de Deus: «O Senhor me criou como primícias da sua actividade, antes das suas obras mais antigas. Desde a eternidade fui formada, desde o princípio, antes das origens da terra. Antes de existirem os abismos e de brotarem as fontes das águas, já eu tinha sido concebida. Antes de se implantarem as montanhas e as colinas, já eu tinha nascido; ainda o Senhor não tinha feito a terra e os campos, nem os primeiros elementos do mundo. Quando Ele consolidava os céus, eu estava presente; quando traçava sobre o abismo a linha do horizonte, quando condensava as nuvens nas alturas, quando fortalecia as fontes dos abismos, quando impunha ao mar os seus limites para que as águas não ultrapassassem o seu termo, quando lançava os fundamentos da terra, eu estava a seu lado como arquitecto, cheia de júbilo, dia após dia, deleitando-me continuamente na sua presença. Deleitava-me sobre a face da terra e as minhas delícias eram estar com os filhos dos homens».
Palavra do Senhor.
Lê mais: Secretariado Nacional de Liturgia