RECONCILIAÇÃO
Não é justo pensar que deveríamos viver de um modo em que o perdão não era necessário.
Devemos aceitar a nossa fragilidade, mas permanecer a caminho, nunca se dar por vencido mas prosseguir e, mediante o Sacramento da Reconciliação, converter-nos sempre de novo a um recomeçar e desta forma crescer, amadurecer para o Senhor, na nossa comunhão com Ele.
Celebrações da Misericórdia No Advento e na Quaresma, a Misericórdia é celebrada no contexto de uma celebração onde, partindo da escuta da Palavra e da da oração, num ambiente cuidado e acolhedor, fazemos a experiência do perdão, que nos mergulha na liberdade e na paz.
Nestas celebrações, há vários sacerdotes disponíveis para escutar e celebrar o sacramento da reconciliação.
Na catequese e grupos de jovens, são preparados momentos específicos, de acordo com as etapas e a preparação para receberem os sacramentos pela primeira vez, no sentido de poderem celebrar o sacramento de forma integrada e adequada à caminhada que aí fazem.
Passos para uma boa confissão
Para que o momento da confissão possa ser uma experiência bem vivida, libertadora, que vá fazendo parte da nossa vida espiritual como um recurso inestimável para o nosso crescimento, é importante cuidar de vários aspectos
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DEUS NUNCA SE CANSA DE PERDOAR. NÓS É QUE NOS CANSAMOS DE PEDIR PERDÃO.
Papa Francisco
ESTAR ARREPENDIDO
Ao aproximarmo-nos da Reconciliação importa que estejamos arrependidos das nossas faltas e confiados de que, nessas condições, não há pecado que seja tão grande que Deus não possa superar com ainda maior misericórdia.
ESTAR DECIDIDO A MODAR
A consciência do pecado e o arrependimento verdadeiro levam a darmo-nos conta de que precisamos de mudar alguma coisa na nossa forma de viver. O desejo de não voltar a pecar expressa a nossa esperança de que o sacramento possa inaugurar uma etapa nova na vida.
CONFESSAR TUDO
A parte central da celebração do sacramento, que até lhe pode dar o nome, é a confissão. Dizemos ao sacerdote – que é Cristo – aqueles actos de que nos sentimos culpados, para os quais queremos obter o perdão. Mesmo com alguma vergonha, é importante que aprendamos a dizer com clareza a totalidade dos pecados: pensamentos, palavras, actos e omissões (ou seja, o bem que eu podia ter feito e não fiz, omiti).
ACOLHER A ABSOLVIÇÃO
Embora não seja requerido, havendo tempo, o sacerdote pode dar algumas orientações que nos ajudem a crescer espiritualmente e a vencer determinadas dificuldades. Depois das etapas anteriores, é muito importante acreditarmos que Deus perdoa o nosso pecado e nos convida a seguir o caminho livres desse peso.
CUMPRIR A PENITENCIA
Há muitos séculos, a penitência era pública, vivida durante algum tempo e era cumprida antes de receber a absolvição. Com a evolução da forma de celebrar o sacramento, a penitência cumpre-se depois da absolvição (que é dada sob condição de que seja cumprida) e constitui uma reaproximação a Deus e aos outros, como um retomar do caminho de que o pecado nos tinha afastado.
ATO DE CONTRIÇÃO
Meu Deus, porque sois infinitamente bom e Vos amo de todo o meu coração, pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas culpas pela Vossa infinita misericórdia. Ámen. Ato de contrição, normalmente rezado depois da confissão
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