segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Caminhada Quaresma 2019 - 40 dias para chegar a bom Porto: Cristo,Porto de Misericórdia e Paz"

40 dias para chegar a bom Porto
(...)
"Assim, a figura de Jonas, com o seu apelo à conversão e a sua resistência à missão, inspira-nos uma caminhada de saída da nossa zona de conforto, o que implica um caminho de conversão pessoal à misericórdia de Deus e conduz necessariamente cada um dos batizados a contribuir para a necessária transformação missionária de toda a Igreja (cf. EG 19-49).

Propomos que, em cada semana, frequentemos uma nova fronteira de missão, atraquemos em novo cais: pode ser uma escola, um café, um bar, um hospital, um centro de saúde, uma associação cultural, uma associação desportiva, um clube social, uma paragem de autocarro, uma estação de comboio ou de metro, uma casa de família, uma rede social, o mundo digital…

Sugerimos, como imagem desta caminhada, o leme de um navio, recordando a aventura de Jonas e o próprio Cristo, que é mais do que Jonas; é Ele o Homem do leme, que não nos abandona nesta travessia (Mt 8,23-27; Mc 4,25-41; Lc 8,22-25), e que nos abre, a partir do encontro reconciliador com Ele, o porto da misericórdia e da paz.

O texto integral da caminhada deixa sugestões e lembranças, antigas e novas, para este tempo de graça, que depois terá o seu momento celebrativo mais rico e expressivo no Tríduo Pascal e o seu aprofundamento na cinquentena pascal.

Vivamos em fidelidade criativa e em perspetiva de “saída missionária” as práticas já consolidadas na vida da Igreja, criando ou recriando as que forem necessárias, para não cair na tentação “deste cómodo critério pastoral: «fez-se sempre assim»” (EG 33).

Entremos todos nesta aventura. Como escreveu o Papa Francisco, na rede social twitter, no passado dia 30 de janeiro: "O segredo para navegar bem na vida é convidar Jesus, para entrar a bordo. O leme da vida deve ser posto nas suas mãos, para que seja Ele a guiar a rota".


Guião

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Eis a Boa Nova proposta por Jesus!

EVANGELHO – Lc 6, 17.20-26 - Clica aqui e vai ler e meditar o Evangelho deste domingo e as outras leituras)

Deixo-te aqui a reflexão, andamos tão distraídos com a nossa vidinha, que deixamos passar este Anuncia de Jesus, está Boa Nova que nos é proposto levar aos outros que caminham connosco neste caminho de peregrinos.

Refletir sobre as seguintes questões:
• A proposta de Jesus apresenta uma nova compreensão da existência, bem distinta da que predomina no nosso mundo.
A lógica do mundo proclama “felizes” os que têm dinheiro, mesmo quando esse dinheiro resulta da exploração dos mais pobres, os que têm poder, mesmo que esse poder seja exercido com prepotência e arbitrariedade, os que têm influência, mesmo quando essa influência é obtida à custa da corrupção e dos meios ilícitos. Mas a lógica de Deus exalta os pobres, os desfavorecidos, os débeis: é a esses que Deus Se dirige com uma proposta libertadora e a quem convida a fazer parte da sua família. O anúncio libertador que Jesus traz é, portanto, uma Boa Nova que enche de alegria os corações amargurados, os marginalizados, os oprimidos. Com o “Reino” que Jesus propõe aos homens, anuncia-se um mundo novo, um mundo de irmãos, de onde a prepotência, o egoísmo, a exploração e a miséria serão definitivamente banidos e onde os pobres e marginalizados terão lugar como filhos iguais e amados de Deus.

• Vinte e um séculos depois do nascimento de Jesus, que é feito da sua proposta? Ela mudou alguma coisa no nosso mundo? Às vezes, contemplando o mundo que nos rodeia, somos tentados a crer que a proposta de Jesus falhou; mas talvez seja mais correto colocar a questão nestes termos: nós, testemunhas de Jesus, teremos conseguido passar aos pobres e aos marginalizados esse projeto libertador? Teremos, com suficiente convicção e radicalidade, testemunhado esse projeto, de forma que ele tivesse um impacto real na história dos homens?

Folha Paroquial - VI Domingo TC 17-02-2019

Clica AQUI e lê a Folha Paroquial
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domingo, 10 de fevereiro de 2019

Curso Revelação e Fé - Mensagem Cristã I

Não precisas sair de casa...

"Todos chamados por Deus"

"A liturgia deste domingo leva-nos a reflectir sobre a nossa vocação: somos todos chamados por Deus e d’Ele recebemos uma missão para o mundo.
Na primeira leitura, ( Is 6,1-2a.3-8) encontramos a descrição plástica do chamamento de um profeta – Isaías. De uma forma simples e questionadora, apresenta-se o modelo de um homem que é sensível aos apelos de Deus e que tem a coragem de aceitar ser enviado.

A segunda leitura (1 Cor 15,1-11) propõe-nos reflectir sobre a ressurreição: trata-se de uma realidade que deve dar forma à vida do discípulo e levá-lo a enfrentar sem medo as forças da injustiça e da morte. Com a sua acção libertadora – que continua a acção de Jesus e que renova os homens e o mundo – o discípulo sabe que está a dar testemunho da ressurreição de Cristo."

Odres Nuevos
No Evangelho, (Lc 5,1-11) Lucas apresenta um grupo de discípulos que partilharam a barca com Jesus, que acolheram as propostas de Jesus, que souberam reconhecê-l’O como seu “Senhor”, que aceitaram o convite para ser “pescadores de homens” e que deixaram tudo para seguir Jesus… Neste quadro, reconhecemos o caminho que os cristãos são chamados a percorrer.


Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, estava a multidão aglomerada em volta de Jesus, para ouvir a palavra de Deus.
Ele encontrava-Se na margem do lago de Genesaré e viu dois barcos estacionados no lago.
Os pescadores tinham deixado os barcos e estavam a lavar as redes.
Jesus subiu para um barco, que era de Simão, e pediu-lhe que se afastasse um pouco da terra.
Depois sentou-Se e do barco pôs-Se a ensinar a multidão.
Quando acabou de falar, disse a Simão: «Faz-te ao largo e lançai as redes para a pesca».
Respondeu-Lhe Simão: «Mestre, andámos na faina toda a noite e não apanhámos nada. Mas, já que o dizes, lançarei as redes».
Eles assim fizeram e apanharam tão grande quantidade de peixes que as redes começavam a romper-se. Fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco para os virem ajudar; eles vieram e encheram ambos os barcos de tal modo que quase se afundavam.
Ao ver o sucedido, Simão Pedro lançou-se aos pés de Jesus e disse-Lhe:«Senhor, afasta-Te de mim, que sou um homem pecador».
Na verdade, o temor tinha-se apoderado dele e de todos os seus companheiros, por causa da pesca realizada.
Isto mesmo sucedeu a Tiago e a João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão.
Jesus disse a Simão: «Não temas. Daqui em diante serás pescador de homens».
Tendo conduzido os barcos para terra, eles deixaram tudo e seguiram Jesus.
Portal Dehonianos

Folha Paroquial do V Domingo TC 10-02-2019

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Hoje Festa - As cinco Chagas do Senhor - Dehonianos

As cinco Chagas do Senhor - Dehonianos:
O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, das feridas que recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi impulsionado por S. Bernardo, e encontrou sentida e profunda adesão no povo português, desde os começos da nacionalidade. Luís de Camões, nos Lusíadas, faz eco dessa devoção (I, 7). Prestando culto às Chagas do Redentor, é para Jesus Cristo que se dirige a nossa adoração, para quem nos amou até à morte e morte de cruz (cf. Fl 2, 8). A contemplação das Chagas do Senhor deu particular atenção ao Lado aberto, conduzindo os místicos medievais e posteriores à contemplação do Coração trespassado, a mais viva expressão do seu amor. Essa contemplação move-nos espontaneamente à correspondência, “amor com amor se paga”.

Nas Chagas do Senhor, particularmente na do seu Lado aberto, contemplamos o caminho do amor de Deus até nós e o nosso caminho de amor até Ele. S. Agostinho realça bem este caminho nos seus discursos: "Cristo é a porta. Esta porta foi aberta para ti quando o Seu Lado foi aberto pela lança. Recorda-te do que saiu e escolhe por onde entrar". Percorrendo este caminho de amor, chegamos à devoção ao Coração de Jesus.

 Foi este o caminho de Santa Margarida Maria. Desde pequena, teve uma afetuosa devoção à Paixão de Cristo e às cinco Chagas, atraindo particularmente a sua atenção a chaga do Lado. Finalmente, a convite de Jesus, fez a descoberta do Coração, reconhecido como símbolo da Pessoa amante do Redentor.

 Foi este, também, o caminho "místico" do Pe. Dehon. No "Ano com o Coração de Jesus", escreve: "O profeta não disse: "Verão Aquele que trespassaram", mas "Voltarão o olhar para dentro d’Aquele que trespassaram" ("Videbunt in quem transfixerunt") (Jo 19, 37 – Vulgata). S. João aplica estas palavras à abertura do Lado de Jesus, ao próprio Coração de Jesus que pôde entrever através da chaga do lado aberto…"

… "Leiamos e voltemos a ler este livro de amor do Coração de Jesus, devoremos este livro de amor que é o próprio amor e, quando ardermos de amor, a nossa oblação será facilmente generosa, pronta, sem cedências". Deste modo, o Pe. Dehon faz eco a S. João: "Hão-de olhar para Aquele que trespassaram" (19, 37); isto não é só uma profecia, é uma exortação, um convite, porque do mistério do Lado aberto (e do Coração Trespassado do Salvador), "nasce o homem de coração novo" (Cst 2-3). "Com S. João, vemos no Lado aberto do Crucificado o sinal do amor que, na doação total de Si mesmo, recria o homem segundo Deus" (Cst 21).

Assim contemplamos o Trespassado, no ato supremo da Redenção, não como os israelitas contemplavam a serpente de bronze, elevada no deserto, para curar as mordeduras das serpentes, mas penetramos na realidade suprema do Seu amor, no Seu Coração trespassado, e acolhemos o seu apelo à oblação, à reparação, à imolação, à consolação, àquele "culto de amor e de reparação que o Seu Coração deseja", que nos torna criaturas de coração novo.

Repete muitas vezes e vive hoje a palavra:
“Meu Senhor e meu Deus!” (Jo 20, 28).

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

EIS A GRANDE NOVIDADE!

"Eis a grande novidade do Reino de Deus na missão de Jesus:
 não é uma opção pelos bons nem pelos maus....mas uma opção pelos últimos"

Deus opta pelos últimos!

"Vamos ao encontro de Cristo naqueles em quem Ele já habita misteriosamente, atua e chama por nós!

Ir ao encontro de Cristo naqueles em quem Ele escandalosamente, se identifica: os últimos, os encostados de qualquer sistema, vitimas de qualquer poder ou violência..."
Vamos à procura de Cristo...

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Vaticano: Papa iniciou visita histórica aos Emirados Árabes Unidos para escrever «nova página» entre cristãos e muçulmanos

Vaticano: Papa iniciou visita histórica aos Emirados Árabes Unidos para escrever «nova página»
entre cristãos e muçulmanos:

"Estou feliz por esta oportunidade que o Senhor me ofereceu para escrever, na vossa querida terra, uma nova página da história das relações entre as religiões, confirmando que somos irmãos, mesmo sendo diferentes”, referiu o pontífice, numa video mensagem divulgada antes da sua deslocação. Francisco sublinha que a fé em Deus “une e não divide, aproxima, não obstante a diferença, afasta da hostilidade e da aversão”
mais Ecclesia

HOJE EU FUI À MISSA!

Partilho convosco uma mensagem que recebi por email, li e reli várias vezes, telefonei queria saber mais, e depois e depois mas ficamos por aqui, foi uma benção!
Pedi para partilhar, creio que poderá ajudar a refletir!
Sim a refletir, porque muitos de nós cumprimos os nossos "deveres" como o de ir todos os domingos à missa, mas quando somos enviados no final da Eucaristia, seguimos para a nossa "vidinha" esquecendo que fomos enviados a levar a Boa Nova, ou seja a Palavra de Deus aos outros.

"Olá amiga! tenho uma grande novidade!


Tu sabes como te acho uma grande chata, quando perguntas “então como foi o teu Domingo?” sei que esperas que eu te diga – hoje fui â Missa, mas a resposta é sempre a mesma:

- Foi bom! Almocei ali…fui acolá…
- Missa acabei com ela a alguns anos….tu sabes!

Mas hoje amiga, passei junto de uma Igreja quando os sinos tocavam… (lembrei-me do que dizias na catequese “ os sinos convidam para o Encontro…”, entrei!!!
Não sei se foram os sinos, não sei o porquê desta vontade de entrar…mas o meu coração acelerou!

Olhei, era tudo como dantes, as pessoas tristes, o celebrante triste MAS, um coro de vozes harmoniosas cantava “vem, vem louvar o Senhor…” afinal alguém me chamava!
E então eu desisti de analisar, deixei-me levar.
No momento de confessar os pecados eu não os encontrei, eu só sabia que estava ali diante do Altar, o coro ouviu-se de novo “Senhor tende piedade” e eu arrepiei-me toda e olhei para o Altar e ouvi a absolvição e o convite a ouvir a Palavra, ou acho que ouvi…

Na 1ª Leitura aquele profeta diz que ouviu a Palavra do Senhor … e foi enviado por Deus a anunciar, numa missão terrivelmente difícil, mas não desistiu Deus estava com ele
Segue-se o Salmo “A minha boca proclamará a vossa salvação” e às tantas o salmista diz desde o nascimento Vós me sustentais”….
Ainda mergulhada no salmo que me perturba e já São Paulo vem dizer-me tantas coisas, conheço muito bem este texto a que muitos chamam “hino de amor” , mas hoje foi NOVO para mim, porque este amor é exigente, desinteressado, generoso, a que chama caridade…(este é o amor que eu conheço mas onde anda este amor???)
O Evangelho mostra como Jesus foi desprezado pelos seus…
Eu sinto como é difícil seguir o Caminho, Deus chama Ele mostrou com o Seu Filho Jesus como é difícil mas Nele está a nossa Salvação "Fazei a vontade de Meu Pai"

Esperei com ansiedade a homilia, precisava de interpretar melhor tudo o que ouvi e ressoava dentro de mim...

Salvou-me a folha que estava no banco que além dos avisos tinha uma breve introdução à Palavra…

Hoje o meu domingo foi diferente, fui à Missa!

sábado, 2 de fevereiro de 2019

"IMPOSSÍVEL TRAVAR O CAMINHO DO AMOR" -

Copiei e colei a partir do ponto 6, mas encanta-te desde do 1º neste "IMPOSSÍVEL TRAVAR O CAMINHO DO AMOR"
(...)
6. Somos HOJE também colocados perante o relato abreviado da vocação profética de Jeremias (1,4-5 e 17-19). O relato abre com a chamada «fórmula de acontecimento» [= «Veio sobre mim a Palavra do Senhor»] (1,4), que marca um início novo na vida do Profeta, e fecha com a chamada «fórmula de conforto» ou de «assistência» [= «Eu estou contigo»] (1,19), pela qual Deus garante ao seu Profeta apoio permanente. A missão de Jeremias destina-se às nações pagãs, mas também a Judá, seus reis, sacerdotes e todo o povo (1,17). A todos Jeremias, o profeta de Anatôt, uma aldeiazinha situada a uns seis quilómetros a nordeste de Jerusalém, deve falar a Palavra do Senhor. Os versículos cortados, por sinal os mais belos, definem a missão de Jeremias como uma missão difícil, marcada por quatro verbos negativos [= arrancar, destruir, exterminar, demolir] (1,10a), a que só depois se seguem dois positivos [= construir, plantar] (1,10b). Nesta altura, com Jeremias consciente da difícil missão que lhe foi confiada, estabelece-se um dos mais belos e significativos diálogos de toda a Escritura. A Palavra do Senhor vem sobre Jeremias (nova «fórmula de acontecimento») para lhe perguntar: «O que vês, Jeremias?», a que o Profeta responde com a belíssima expressão: «Vejo um ramo de amendoeira!» (1,11). «Viste bem, Jeremias», confirma o Senhor (1,12).

7. A amendoeira é uma das poucas árvores que floresce em pleno inverno. Jeremias vê bem, de forma penetrante que, na invernia da sua difícil missão, nasce já a flor da esperança, que é sempre a última palavra de Deus. E é essa flor-palavra, palavra em flor, que o Profeta vê-ouve-diz sempre, mesmo no meio da tempestade! Na verdade, Jeremias atravessa o período mais negro da história do seu país (Judá). Assiste às duas entradas arrasadoras do babilónio Nabucodonosor em Jerusalém, em 597 e 587 a. C. Os olhos de Jeremias veem a destruição, o sangue, a morte, a destruição do Templo, a deportação do rei, a que foram vazados os olhos, depois de ser obrigado a assistir à morte dos seus filhos. Os olhos de Jeremias veem sangue, ruína, morte, devastação, deportação, enfim, o fim do seu país. Não obstante tudo isto, Jeremias não fica com os olhos presos no sangue e na lama, e vê já mais além, vê um ramo de amendoeira, a flor da esperança, que anuncia já um tempo novo, bom e belo. Ainda hoje, à entrada de Anatôt, terra natal de Jeremias, se pode ver uma grande e velha amendoeira! Extraordinária lição e desafio para nós que estamos ainda com os olhos turvos pelas atrocidades, perseguições e acentuado desprezo pela vida humana que se vai vendo por este mundo fora.

8. Continuamos também, neste Domingo IV do Tempo Comum, com a Leitura semi-contínua do «Apóstolo». Ficamos assim perante o famoso «Hino à caridade» (1 Coríntios 12,31-13,13), uma das páginas mais extraordinárias do epistolário paulino. A uma comunidade em que os membros correm por conta própria, na vã tentativa de se posicionarem à frente uns dos outros, o Apóstolo Paulo aponta o AMOR (agápê) como caminho, testemunho e meta a atingir. É que mesmo que eu possua todos os bens e todos os dons, se não tiver o AMOR, que é o testemunho a transportar e a transmitir, posso estar a correr em vão ou ter já corrido em vão. É que o que é mesmo necessário viver é o AMOR.

9. Temos hoje a graça de poder saborear um bocadinho do Salmo 71, que é o único Salmo declaradamente posto na boca de um idoso. E aí, o velho orante não se lamenta nem tão-pouco faz apelo a qualquer sobrevivência depois da morte, mas implora simplesmente: «Não me rejeites no tempo da velhice,/ não me abandones quando o meu vigor desvanece» (vv. 9 e 18). Amando apaixonadamente esta vida, e vivendo-a com o intenso gosto de viver que Deus lhe incutiu no coração, ao homem bíblico não lhe sobra tempo para sonhos fáceis de imortalidade – o desejo da imortalidade é completamente estranho à alma ou à substância da antropologia bíblica – ou lúgubres meditações sobre a morte. O Antigo Testamento sabe e sente que a vida humana tem medida. Não a medida da inveja, como se vê nos mitos assiro-babilónicos, mas a medida do amor. E isso basta. E isso nos basta.



Sabes, meu irmão, que em Anatôt,

Há uma amendoeira em flor carregada de esperança.

Sim, em Anatôt, de Anatôt, a amendoeira levanta-se

E planta-se no teu coração róseo-branco de criança.
Sim, em Anatôt, Foz Coa, Kilimanjaro, Lamego,

Aí mesmo no chão do teu coração,

Tanto faz, minha irmã, meu irmão.

Sai dessa reclusão

E vem expor-te

A este vendaval manso de graça e de perdão.



A amendoeira em flor é uma toalha branca estendida pelo chão.

Não pela minha mão,

Incapaz de tecer um tal manto de brancura,

Mas pela mão de Deus,

Que também faz brotar o vinho e o pão

E a ternura

No nosso coração.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Amanhã - Festa da Apresentação do Senhor - 2019


Celebra-se amanhã sábado dia 2 de fevereiro 
"Festa da Apresentação do Senhor"; com a Bênção das velas
"Como este ano calha ao sábado, será, naturalmente, na Eucaristia Vespertina das 18.00 horas.
É o primeiro sábado do mês. Como a Eucaristia dos primeiros sábados é animada pelo Grupo Coral do Apostolado da Oração, será este grupo a assumir a animação litúrgica." (Folha Paroquial)

"Esta festa já era celebrada em Jerusalém, no século IV. Chamava-se festa do encontro,hypapántè , em grego. Em 534, a festa estendeu-se a Constantinopla e, no tempo do Papa Sérgio, chegou a Roma e ao Ocidente.
Em Roma, a festa incluía uma procissão até à Basílica de S. Maria Maior.
No século X, começaram a benzer-se as velas.

José e Maria levam o Menino Jesus ao templo, oferecendo-o ao Pai. Como toda a oferta implica renúncia, a Apresentação do Senhor é já o começo do mistério do sofrimento redentor de Jesus, que atingirá o seu ponto culminante no Calvário. Maria e José unem-se à oferta do seu divino Filho estando a seu lado e colaborando, cada um a seu modo, na obra da Redenção."
IN Dehoneanos

Folha Paroquial - IV Domingo TC 03-02-2019

Podes ler a Folha clicando AQUI
OU 
Folha Paroquial ESPÍRITO E VIDA



terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Vaticano: «Para perceber bem o drama do aborto, é preciso estar no confessionário» – Papa Francisco

“Para perceber bem o drama do aborto, é preciso estar no confessionário. É terrível”, referiu aos jornalistas, no voo de regresso a Roma, desde o Panamá, onde presidiu á Jornada Mundial da Juventude. 

Em novembro de 2016, o Papa Francisco anunciou a decisão de alargar definitivamente a faculdade de absolvição de quem praticou o aborto a todos os sacerdotes, deixando de ser necessária a confissão ao bispo (ou os padres a quem o bispo desse essa faculdade) para a remissão da pena.

 “O problema não é dar o perdão, o problema é acompanhar a mulher que tomou consciência do aborto. São dramas terríveis”, observou, na conferência de imprensa. 
 “Muitas vezes, quando choram e têm esta angústia, aconselho-as: ‘O teu filho está no Céu, fala com ele, canta-lhe a canção de embalar que não pudeste cantar’. Aí encontramos um caminho de reconciliação da mãe com o filho. Com Deus já está, o perdão, Deus perdoa sempre”.

 Francisco sublinhou que mensagem da misericórdia é “para todos, inclusive para quem está em gestação”, referindo que já se encontrou com mulheres arrependidas de terem abortado. “Uma mulher, quando pensa naquilo que fez… Para dizer a verdade, é preciso estar no confessionário. E aí devemos consolar e não castigar, nada disso. Por isso, abri a possibilidade da absolvição do aborto, por misericórdia”, declarou. 

 Questionado sobre uma alegada oposição da Igreja Católica à educação sexual nas escolas, o Papa respondeu que é apenas contrário à “colonização ideológica”, nesta matéria. “O sexo, como dom de Deus, precisa de educação”, para que se possa “tirar o melhor da pessoa”, acrescentou. Francisco admitiu que algumas famílias “não sabem como fazer”, pelo que a escola acabar por “suprir” essa falha. “Caso contrário, fica um vazio que vai ser preenchido por uma qualquer ideologia”, concluiu. 

O Papa lamentou ainda a “falta de testemunho” na vida dos católicos, dos padres aos leigos, apontando o dedo a quem explora os seus trabalhadores, por exemplos. “Vão para as Caraíbas, não só os ‘papers’, fazer férias com a exploração das pessoas. Quem faz isto dá um contratestemunho. Do meu ponto de vista, é o que afasta mais as pessoas da Igreja”, sustentou.

sábado, 26 de janeiro de 2019

Panamá: Papa defende «instrução de qualidade» e «trabalho digno» como condições para construir o futuro

Panamá: Papa defende «instrução de qualidade» e «trabalho digno» como condições para construir o futuro: Cidade do Panamá, 24 jan 2019 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje, no seu primeiro discurso no Panamá, que o futuro das sociedades se constrói com apostas na educação e no “trabalho digno”.

“É impossível conceber o futuro duma sociedade sem a participação ativa – e não apenas nominal – de cada um dos seus membros, para que a dignidade seja reconhecida e garantida através do acesso a uma instrução de qualidade e à promoção dum trabalho digno”, defendeu, falando no Palácio Bolívar, perante autoridades e membros do Corpo Diplomático, representantes da sociedade civil e comunidades religiosas.

“Sabemos que é possível outro mundo; e os jovens convidam-nos a envolver-nos na sua construção, para que os sonhos não permaneçam algo de efémero ou etéreo, para que deem impulso a um pacto social no qual todos possam ter a oportunidade de sonhar um amanhã: o direito ao futuro também é um direito humano”, acrescentou.

A intervenção decorreu após a cerimónia de boas-vindas ao Panamá e visita de Cortesia ao presidente da República, Juan Carlos Varela, no Palácio Presidencial.

“Obrigado por nos terdes aberto as portas de casa”, declarou Francisco.

Elogiando a história do Panamá, o pontífice destacou a riqueza dos seus povos nativos e evocou Simón Bolívar, para falar do “sonho da unificação da Pátria Grande”.

“Uma convocação que nos ajuda a compreender que os nossos povos são capazes de criar, forjar e sobretudo sonhar uma pátria grande que saiba e possa acolher, respeitar e abraçar a riqueza multicultural de cada povo e cultura”, precisou o Papa. (...)

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

«Cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura»

Foto Odres Nuevos
EVANGELHO Lc 1, 1-4; 4, 14-21

Esta leitura começa com a introdução em que o evangelista expõe o método que seguiu para se informar sobre o Evangelho que vai escrever, e faz a dedicatória do mesmo a um tal Teófilo, nome que significa “Amigo de Deus”. Depois, começa a sua narração, referindo o princípio do ministério público de Jesus. A cena passa-se na sinagoga de Nazaré, numa celebração de Sábado. É digno de nota este facto: Jesus inicia o seu ministério numa celebração, e nela Se apresenta como sendo Aquele a quem a leitura se refere. De facto, o Senhor é Aquele a quem toda a Sagrada Escritura se refere e Aquele que, em cada celebração litúrgica, é significado e tornado presente pela própria celebração, pois que “é Ele quem fala quando na Igreja se lêem as Sagradas escrituras” (Concílio SC 7).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Já que muitos empreenderam narrar os factos que se realizaram entre nós, como no-los transmitiram os que, desde o início, foram testemunhas oculares e ministros da palavra, também eu resolvi, depois de ter investigado cuidadosamente tudo desde as origens, escrevê-las para ti, ilustre Teófilo, para que tenhas conhecimento seguro do que te foi ensinado. Naquele tempo, Jesus voltou da Galileia, com a força do Espírito, e a sua fama propagou-se por toda a região. Ensinava nas sinagogas e era elogiado por todos. Foi então a Nazaré, onde Se tinha criado. Segundo o seu costume, entrou na sinagoga a um sábado e levantou-Se para fazer a leitura. Entregaram-Lhe o livro do profeta Isaías e, ao abrir o livro, encontrou a passagem em que estava escrito: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres. Ele me enviou a proclamar a redenção aos cativos e a vista aos cegos, a restituir a liberdade aos oprimidos e a proclamar o ano da graça do Senhor». Depois enrolou o livro, entregou-o ao ajudante e sentou-Se. Estavam fixos em Jesus os olhos de toda a sinagoga. Começou então a dizer-lhes: «Cumpriu-se hoje mesmo esta passagem da Escritura que acabais de ouvir».

Palavra da salvação.

Secretariado N da Liturgia

Folha Paroquial III Domingo TC 27-01-2019

Clica AQUI e lê



terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Consagração ao Santíssimo Coração Jesus

Prostrado a vossos pés, bom Jesus,
considerando as inefáveis provas de amor que me destese as lições sublimes que continuamente me dáo vosso sacratíssimo Coração,
humildemente Vos peço a graça de Vos conhecer, amar e servir
como vosso fiel discípulo para me fazer digno
das promessas e bênçãos que generosamente concedeis
aos que deveras Vos conhecem, amam e servem.
Eu sou pobre e humilde e preciso de Vós.
Sou pecador e preciso do vosso divino ensinamento
para iluminar e guiar a minha ignorância.
Sou muito débil, a cada momento caio e, por isso,
necessito do vosso apoio para não desfalecer.
Sagrado Coração de Jesus, sede para mim:
socorro da minha miséria, luz dos meus olhos,
sustento dos meus passos, remédio dos meus males,
auxílio em toda a necessidade.
De Vós tudo espera o meu pobre coração.
Vós o animais e o convidais frequentes vezes
como afirmastes no vosso Evangelho:
«Vinde a Mim; aprendei de Mim; pedi; insisti...»
Hoje venho às portas do vosso Coração:
chamo, peço e espero.
O meu, eu Vo-lo entrego para sempre.
Tomai-o Vós, e dai-me em troca o que sabeis que me convém
para bem viver na terra e ser feliz na eternidade.
Amen.

As Minhas Orações, PAULUS Editora

Panamá in Douro

Durante a JMJ 2019 no Panamá, onde estará presente o Papa Francisco, os jovens do Porto vão viver um grande evento: o Panamá in Douro. Muitos jovens ainda terão memória do Rio in Douro de 2013 que decorreu há 5 anos atrás nas margens do rio Douro. Desta vez será no Pavilhão Multiusos de Gondomar. O Secretariado Diocesano da Juventude do Porto (SDPJ) e muitos institutos religiosos e movimentos juvenis uniram-se e estão a preparar um grande evento para juntar jovens de todo o país.

Vai ser um grande evento para viver e refletir, juntos sobre o tema que o Papa Francisco propõe para esta jornada, “Eis a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua palavra”.

Segundo o programa, os jovens serão acolhidos em diversos pontos da Vigararia de Gondomar na manhã de dia 26 de janeiro e depois do acolhimento e almoço irão convergir para o Pavilhão Multiusos de Gondomar. Aí decorrerão atividades de aprendizagem, partilha e reflexão. Para o final de tarde e noite estão reservados momentos e concertos musicais. A manhã de domingo dia 27 de janeiro será de reflexão e oração culminando com a Eucaristia, ponto mais alto do encontro.

A organização está a projetar um encontro que poderá vir a ultrapassar a participação de 2000 jovens e deseja que, em tempo de rescaldo do Sínodo dos Bispos sobre os jovens, este seja “um marco e ponto alto da vivência cristã da juventude” que cumpra o objetivo de “comungar do espírito das jornadas” e de se sentirem “unidos a Cristo, à Igreja e aos jovens”. Publicamos aqui o programa divulgado no site do Secretariado Diocesano da Pastoral da Juventude.

Programa “Panamá in Douro”

Sábado, 26 de janeiro
9:30 Acolhimento/check in – nas paroquias/locais (congregações, etc); cerca de uma dezena de locais diferentes;
10:30 Catequese, tema: “Maria, primeira missionária da Igreja”;
12:00 Almoço
Caminhada
15h Grande acolhimento – Pavilhão Multiusos de Gondomar
16:00 Pep talks
18:00 Musical Jesus Cristo Super Star – Grupo “MacPiRemo”
20:00 Jantar
21:30 Concerto
00:00 Vigília de Oração – Presidida por D. Manuel Linda (Bispo do Porto)
04:00 Transmissão da Vigília com o Papa Francisco, do Panamá


Domingo, 27 de janeiro
8:00 Oração da manhã – “Taizé”
9:00 Pequeno-almoço
9:30 “Ecos do Sínodo”
11:30 Eucaristia – Presidida por D. Manuel Linda (Bispo do Porto)
13:00 Almoço
13h30 Transmissão em direto, do Panamá, da Eucaristia presidida por sua Santidade

Nota: no “Panamá in Douro” haverá no Multiusos de Gondomar um local de oração, silêncio e reconciliação, chamado “Tenda do encontro com Ele.” Apenas estará encerrado durante a vigília de oração, na oração da manhã e durante a Eucaristia".

JUNTA-TE AOS JOVENS NO PANAMÁ E REZA

"As atenções, especialmente do mundo católico, voltam-se nestes dias para o Panamá, pequeno país que liga a América do Sul à América Central, escolhido pelo Papa em 2016 para sediar esta Jornada Mundial de Juventude. Assim, Francisco retorna ao continente americano para encontrar novamente a juventude de todo o mundo depois de 2013 no Brasil, naquela que foi sua primeira JMJ.

O pequeno país com pouco mais de quatro milhões de habitantes, 88% dos quais declaram-se católicos, preparou-se para receber o Papa Francisco e os milhares de jovens de várias partes do mundo. Há bandeiras de JMJ, do Panamá e do Vaticano espalhadas pela cidade, e ainda obras em andamento. O evento contou com total apoio do governo panamenho. O assunto domina os noticiários.

O clima que se percebe nas ruas é de alegria e expectativa, com grupos de jovens vestindo a camiseta da JMJ e bandeiras de seus respectivos países e muitos com instrumentos musicais. Muitos destes jovens vieram da Costa Rica onde participaram da Semana Missionária. A escolha do Papa Francisco permitiu que um maior número de centro-americanos e do norte da América do Sul participassem desta Jornada, o que é perceptível pela quantidade de grupos vindos de El Salvador, Nicarágua, Costa Rica, Venezuela e Colômbia. Se facilitou para os americanos por janeiro ser período de férias, dificultou um pouco para os europeus que estão em pleno período de aulas. Os poloneses são o grupo mais numeroso, com 7.500 jovens, seguidos pelos italianos, com 1.500.

Na capital vivem quase 1 milhão e oitocentos mil habitantes. O trânsito está caótico, fato agravado pelos bloqueios nas áreas por onde o Papa Francisco passará e que acolherão os grandes eventos. Altos prédios com arquitetura moderna e arrojada dominam a paisagem. Mas uma das atrações é o Casco Antiguo, ou Panamá Viejo, onde está o centro histórico tombado como Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. Nesta “segunda cidade do Panamá” estão igrejas e monumentos históricos que remontam à época colonial. Na segunda-feira, justamente um dos programas dos jovens foi explorar este espaço.

Mas eles também se dirigiram em grande número para outra atração e principal fonte da economia do país - ao lado das atividades internacionais bancárias: o Canal do Panamá, que liga o Oceano Atlântico ao Pacifico, sendo a rota por excelência da navegação comercial.

Para ver a importância estratégica da localização geográfica do Panamá, basta recordar que foi fundado em 1519 como base para as expedições ao Império Inca, tornando-se a rota de passagem do ouro e da prata que os espanhóis extraíam da América do Sul. No ano de 1671, a cidade foi incendiada por piratas, sendo completamente destruída e reconstruída 8 km mais longe da cidade original.

Em 1821 o Panamá ficou independente da Espanha unindo-se à República da Colômbia, da qual declarou-se independente em 13 de novembro de 1903. No mesmo ano, assinou com os Estados Unidos o tratado para a construção de um canal para a navegação transoceânica, que ficou pronto em 1914. Em 1977 foi assinado um novo tratado que previa a retirada dos estadunidenses da administração do canal até o ano 2000. Se por um lado perdeu os 300 milhões de dólares de financiamento anual, por outro com esta transferência, o Panamá pôde ficar com os recursos cobrados pelas travessias dos navios.

A Diocese de Santa Maria de Antigua foi fundada em 9 de setembro de 1513, com a Bula “Pastoralis Officii Debitum” do Papa Leão X. Foi a primeira na área do continente, tendo como primeiro bispo Dom Juan de Quevedo O.F.M. Atualmente o rebanho é de 1.727.000 católicos distribuídos em 94 paroquias. O arcebispo da Cidade do Panamá é Dom José Domingo Ulloa Mendieta.

A recordar, que São João Paulo II visitou o Panamá em março de 1983. O Papa Wojtyla que é um dos padroeiros desta JMJ, ao lado de Santa Rosa de Lima, São Oscar Romero, São João Bosco, São José Sanchez del Río, beata María Romero Meneses, São Juan Diego e São Martin de Porres."

Da Cidade do Panamá para a Rádio Vaticano – Vatican News, Jackson Erpen
Assuntos

sábado, 19 de janeiro de 2019

"Os Segredos das Bodas de Caná"


1. Neste Domingo II do Tempo Comum, temos a graça de ouvir e ver a grandiosa cena do Evangelho

de João 2,1-12, vulgarmente conhecida como «bodas de Caná», em que Jesus transforma em vinho excelente cerca de 600 litros de água. Caná é uma aldeia situada a uns seis quilómetros a nordeste de Nazaré. A Igreja Una e Santa é hoje de novo convidada e, por isso, se reúne (é reunida) num banquete de espanto e de alegria, para saborear o Vinho Bom (kalós) e Último, cuidadosamente guardado até Agora (héôs árti), mas Agora oferecido pelo Esposo verdadeiro, que é Jesus (João 2,1-11). O segredo deste vinho Bom e Último é conhecido dos que servem (diákonoi) (João 2,9b), mas o chefe-de-mesa (architríklinos) «não sabia “DE ONDE” (póthen) era» (João 2,9a).

2. E, na verdade, aquele saber ou não “DE ONDE” (póthen) era, aqui anotado pelo narrador, é a questão fundamental que atravessa o IV Evangelho, e aponta permanentemente para Deus. Provocação para uma sociedade indiferente, com saber, mas sem sabor, sem frio e sem calor, morna, à deriva, sem calafrios e sem Deus, que vive em plena orfandade. E, todavia, já Nietzsche o dizia: «Ao homem que te pede lume para acender o cigarro,/ se o deixares falar,/ dez minutos depois pedir-te-á Deus». Entremos, pois, por esta autoestrada repleta de sinalizações para Deus, pois ela vem de Deus, e por ela vem Deus, por amor, ao encontro dos seus filhos.

3. Em João 1,48, é Natanael que, atónito, pergunta a Jesus «“DE ONDE” (póthen) me conheces?». Em João 2,9, o nosso texto de hoje, é o narrador que nos informa que o chefe-de-mesa «não sabia “DE ONDE” (póthen) era» a água feita vinho. Em João 3,8, é Nicodemos que não sabe, acerca do Espírito, «“DE ONDE” (póthen) vem nem para onde vai». Em João 4,11, é a mulher da Samaria que não sabe “DE ONDE” (póthen) tira Jesus a água viva. Em João 6,5-7, é Filipe que chumba no teste que lhe faz Jesus, ao confessor que não sabe “A ONDE” (póthen) ir comprar pão para dar de comer a umas trinta mil pessoas. Em João 7,27, as autoridades de Jerusalém confirmam que, «quando vier o Cristo, ninguém saberá “DE ONDE” (póthen) Ele é». Em João 8,14, Jesus afirma, em polémica com os fariseus: «Eu sei “DE ONDE” (póthen) venho; vós, porém, não sabeis “DE ONDE” (póthen) venho». Em João 9,29, na cena da cura do cego de nascença, os fariseus afirmam acerca de Jesus: «Esse não sabemos “DE ONDE” (póthen) é», ao que, no versículo seguinte (João 9,30), com viva ironia, o cego curado responde, apontando a cegueira deles: «Isso é espantoso: vós não sabeis “DE ONDE” (póthen) Ele é; e, no entanto, Ele abriu-me os olhos!».
(...)
Lê mais : MESA DE PALAVRAS

«Porque pensais assim nos vossos corações?»

"Enquanto te preparas para estes minutos de oração,
deixa o teu espírito alargar-se à dimensão do mundo.
Há tanto mal, tanto sofrimento, tanta violência...
Quem reza
não pode ficar indiferente ao peso do mal nos irmãos...
mas também não deve deixar-se dominar pelo desespero,
como se nada pudesse fazer.
Olha à tua volta
e deixa o Senhor mostrar-te o muito que podes fazer para tornar o mundo melhor.
Hoje, diz-Lhe com confiança:
“Meu Deus, em Vós ponho a minha esperança... e não serei confundido”...
e começa assim a tua oração."

Clica aqui;"Passo a Rezar" e Escuta esta passagem do Evangelho segundo São Marcos. [Ev Mc 2, 1-12]

sábado, 12 de janeiro de 2019

És convidado para a Festa do " Baptismo do Senhor"


ANTÍFONA DE ENTRADA cf Mt 3, 16-17
Depois do Baptismo do Senhor, abriram-se os Céus. Sobre Ele desceu o Espírito Santo em figura de pomba e fez-se ouvir a voz do Pai: Este é o meu Filho muito amado, no qual pus as minhas complacências.


ORAÇÃO COLECTA

Deus eterno e omnipotente,
que proclamastes solenemente a Cristo como vosso amado Filho quando era baptizado nas águas do rio Jordão e o Espírito Santo descia sobre Ele,
concedei aos vossos filhos adoptivos,
renascidos pela água e pelo Espírito Santo,
a graça de permanecerem sempre no vosso amor.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo

LEITURA I Is 42, 1-4.6-7
«Eis o meu servo, enlevo da minha alma»

No Baptismo que recebeu das mãos de João, Jesus manifesta-Se como sendo Aquele que o profeta anunciara: o Servo de Deus, que desce à água no meio dos pecadores para inaugurar a obra da redenção que o Pai Lhe confiara, e, ao mesmo tempo, o Filho bem amado, sobre quem repousa o Espírito de Deus, para que Ele seja portador da Boa Nova da salvação a toda a Terra.

Leitura do Livro de Isaías
Diz o Senhor: «Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam. Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».
Palavra do Senhor.

SALMO RESPONSORIAL Salmo 28 (29), 1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b)

LEITURA II Actos 10, 34-38
«Deus ungiu-O com o Espírito Santo»

O Espírito Santo desceu sobre Jesus na hora do Baptismo e ungiu-O para que Ele pudesse começar o seu ministério e, por Ele, os homens fossem também baptizados não só na água, mas na água e no Espírito. A unção que o Espírito Santo confere a Jesus na hora do seu baptismo marca-O como “Messias”, isto é, “Ungido”, ou seja “Cristo”, e, faz d’Ele a fonte da unção com que o mesmo Espírito marcará os “cristãos”, os “ungidos”, membros de Cristo, sua Cabeça.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro tomou a palavra e disse: «Na verdade, eu reconheço que Deus não faz acepção de pessoas, mas, em qualquer nação, aquele que O teme e pratica a justiça é-Lhe agradável. Ele enviou a sua palavra aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do baptismo que João pregou: Deus ungiu com a força do Espírito Santo a Jesus de Nazaré, que passou fazendo o bem e curando todos os que eram oprimidos pelo demónio, porque Deus estava com Ele».
Palavra do Senhor.

EVANGELHO Lc 3, 15-16.21-22
«Jesus foi baptizado e, enquanto orava, abriu-se o céu»

No livro do Génesis (Gn 3 23-24) diz-se que depois do pecado dos nossos primeiros pais, Adão e Eva, eles foram expulsos do paraíso terrestre, que se fechou atrás deles. Agora, na hora do baptismo de Jesus, o Céu abriu-se para franquear a entrada ao homem novo, que é Jesus, que a voz do Pai declara ser o seu Filho. N’Ele e por Ele a todos os que n’Ele crêem, santificados pela graça do Espírito Santo, está agora patente a porta do paraíso.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, o povo estava na expectativa e todos pensavam em seus corações se João não seria o Messias. João tomou a palavra e disse-lhes: «Eu baptizo-vos com água, mas vai chegar quem é mais forte do que eu, do qual não sou digno de desatar as correias das sandálias. Ele baptizar-vos-á com o Espírito Santo e com o fogo». Quando todo o povo recebeu o baptismo, Jesus também foi baptizado; e, enquanto orava, o céu abriu-se e o Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corporal, como uma pomba. E do céu fez-se ouvir uma voz: «Tu és o meu Filho muito amado: em Ti pus toda a minha complacência».

Palavra da salvação.


Igreja/Portugal: Sociedade Missionária da Boa Nova reuniu-se em assembleia regional


Vila Nova de Gaia, 11 jan 2019 (Ecclesia) – A Sociedade Missionária da Boa Nova em Portugal reuniu-se de 8 a 9 de janeiro, no seminário de Valadares, em Vila Nova de Gaia, com o objetivo de “expor e analisar as orientações” da sua última assembleia-geral. O superior-geral da SMBN informa que esta assembleia regional dedicou a maior parte do seu programa ao estudo do documento ‘Cem anos de sonho: «Reavivar o ardor e a paixão pela Missão de Jesus»’,

Portugal: Missionários Redentoristas têm novo provincial

Portugal: Missionários Redentoristas têm novo provincial:

Lisboa, 11 jan 2019 (Ecclesia) – O 17.º Capítulo Provincial dos Missionários Redentoristas, que decorreu no Seminário de Cristo-Rei, em Vila Nova de Gaia, elegeu como responsável nacional o padre Rui Santiago, informou hoje a congregação. Em comunicado enviado à Agência ECCLESIA, os Redentoristas assinalam que os trabalhos decorrer sob o lema “Renovar o Coração, o Ardor, os Métodos e as Estruturas”.

Folha Paroquial - Festa do Batismo do Senhor 13-01-2019

ou 



sábado, 5 de janeiro de 2019

"Vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorar o Senhor"

EVANGELHO – Mt 2,1-12
Tinha Jesus nascido em Belém da Judeia, nos dias do rei Herodes,
quando chegaram a Jerusalém uns Magos vindos do Oriente. «Onde está – perguntaram eles –
o rei dos judeus que acaba de nascer? Nós vimos a sua estrela no Oriente e viemos adorá-I’O».
Ao ouvir tal notícia, o rei Herodes ficou perturbado e, com ele, toda a cidade de Jerusalém.
Reuniu todos os príncipes dos sacerdotes e escribas do povo e perguntou-lhes onde devia nascer o Messias.
Eles responderam: «Em Belém da Judeia, porque assim está escrito pelo Profeta:
‘Tu, Belém, terra de Judá, não és de modo nenhum a menor entre as principais cidades de Judá, pois de ti sairá um chefe, que será o Pastor de Israel, meu povo’».
Então Herodes mandou chamar secretamente os Magos e pediu-lhes informações precisas
sobre o tempo em que lhes tinha aparecido a estrela. Depois enviou-os a Belém e disse-lhes:
«Ide informar-vos cuidadosamente acerca do Menino; e, quando O encontrardes, avisai-me,
para que também eu vá adorá-I’O».
Ouvido o rei, puseram-se a caminho.
E eis que a estrela que tinham visto no Oriente seguia à sua frente
e parou sobre o lugar onde estava o Menino. Ao ver a estrela, sentiram grande alegria. Entraram na casa,viram o Menino com Maria, sua Mãe, e, prostrando-se diante d’Ele, adoraram-n’O.
Depois, abrindo os seus tesouros, ofereceram-Lhe presentes: ouro, incenso e mirra.
E, avisados em sonhos
para não voltarem à presença de Herodes, regressaram à sua terra por outro caminho.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

"Aquele ENCONTRO às 4 horas da tarde"

Precisava falar-vos daquele Encontro às 4 horas da tarde !!!

 «Encontrámos o Messias»
 João Baptista encaminha os seus discípulos para Jesus. Estes têm as primeiras alegrias logo nesse primeiro encontro. E Jesus começa imediatamente a lançar os fundamentos da sua Igreja. Tudo começa pela pergunta que definirá a atitude futura dos discípulos: “Quem procurais”?, para neles suscitar a resposta fundamental para toda a sua vida: “Encontrámos o Messias”. E logo Simão é declarado por Jesus a pedra de alicerce da sua Igreja. O mistério da Encarnação realizado em Jesus prolonga-se agora na Igreja, seu Corpo Místico.

 Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João (Jo 1, 35-42)

 Naquele tempo, estava João Baptista com dois dos seus discípulos e, vendo Jesus que passava, disse: «Eis o Cordeiro de Deus». Os dois discípulos ouviram-no dizer aquelas palavras e seguiram Jesus. Entretanto, Jesus voltou-Se; e, ao ver que O seguiam, disse-lhes: «Que procurais?» Eles responderam: «Rabi – que quer dizer ‘Mestre’ – onde moras?» Disse-lhes Jesus: «Vinde ver». Eles foram ver onde morava e ficaram com Ele nesse dia. Era por volta das quatro horas da tarde. André, irmão de Simão Pedro, foi um dos que ouviram João e seguiram Jesus. Foi procurar primeiro seu irmão Simão e disse-lhe: «Encontrámos o Messias» – que quer dizer ‘Cristo’ – ; e levou-o a Jesus. Fitando nele os olhos, Jesus disse-lhe: «Tu és Simão, filho de João. Chamar-te-ás Cefas» – que quer dizer ‘Pedro’. 
 Palavra da salvação.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

"...é um escândalo ir à igreja e odiar os outros"

"O Pai Nosso – reitera o Santo Padre - “poderia ser também uma oração silenciosa: basta no fundo colocar-se sob o olhar de Deus, recordar-se de seu amor de Pai, e isto é suficiente para serem ouvidos" (radio Vaticano)

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Folha Paroquial só a 13 de Janeiro 2019

Pois é... às vezes não lemos com atenção a Folha Paroquial "Espírito e Vida" da nossa Paroquia e depois perguntamos, onde esta a folha????

Encontras as informações das próximas atividades Paroquiais na Folha do IV Domingo do Advento clica aqui e lê

Lá diz:

"Atenção: A Folha Paroquial “Espírito e Vida” só aparecerá no dia 13 de janeiro, Dia do Batismo do Senhor.
O Cartório Paroquial estará encerrado de 2 a 4 de janeiro." (Folha Paroquial)

HOJE SOLENIDADE DE - SANTA MARIA, MÃE DE DEUS

Missa
ANTÍFONA DE ENTRADA Sedúlio
Salvé, Santa Mãe, que destes à luz o Rei do céu e da terra.

Ou cf. Is 9, 2.6; Lc 1,33
Hoje sobre nós resplandece uma luz: nasceu o Senhor.
O seu nome será admirável, Deus forte, Pai da eternidade,
Príncipe da paz. E o seu reino não terá fim.
Diz-se o Glória.

ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que, pela virgindade fecunda de Maria Santíssima,
destes aos homens a salvação eterna,
fazei-nos sentir a intercessão daquela
que nos trouxe o Autor da vida, Jesus Cristo, vosso filho.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Num 6, 22-27
«Invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei»

Recitada sobre o povo, que se havia reunido para o sacrifício da manhã, esta bênção sacerdotal é um augúrio de paz para os filhos de Israel. Esta «paz», que em si concentra todos os bens, é um dom de Deus. Invadiu o mundo com o Nascimento de Jesus, pois o Salvador, realizand
o em Si as promessas divinas de salvação, reconciliou-nos com o Pai e estabeleceu relações fraternais entre os homens. Mas esta Paz, que se fundamenta na Paternidade divina, é também uma conquista do homem. Na verdade, a paz, antes de ser uma realidade externa, é uma disposição interior. «Se antes não se travassem guerras em milhões de corações, também se não travariam no campo de batalha». Cada um de nós deve ser, pois, construtor da paz verdadeira.

Leitura do Livro dos Números
O Senhor disse a Moisés: «Fala a Aarão e aos seus filhos e diz-lhes: Assim abençoareis os filhos de Israel, dizendo: ‘O Senhor te abençoe e te proteja. O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e te seja favorável. O Senhor volte para ti os seus olhos e te conceda a paz’. Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel e Eu os abençoarei».

Palavra do Senhor

MAIS

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

"Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome, "

Demos graças a Deus

SALMO RESPONSORIAL Salmo 95 (96), 1-2.11-12.13 (R. 11a)
Presépio da Igreja 

Alegrem-se os céus, exulte a terra.

Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Cantai ao Senhor, bendizei o seu nome,
anunciai dia a dia a sua salvação.

Alegrem-se os céus, exulte a terra,
ressoe o mar e tudo o que ele contém.
Exultem os campos e quanto neles existe
alegrem-se as árvores dos bosques.

Diante do Senhor que vem,
que vem para julgar a terra.
Julgará o mundo com justiça
e os povos com fidelidade.

EVANGELHO Jo 1, 1-18
«O Verbo fez-Se carne»

Começamos hoje (dia 31-12-2018) a ler o Evangelho de S. João de forma contínua, e, para tal, repetimos hoje a leitura da missa do Dia de Natal. É o hino com que abre o Evangelho sacramental de S. João. Tudo nele é revelação e aprofundamento do mistério do Verbo feito carne.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus. No princípio, Ele estava com Deus. Tudo se fez por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito. N’Ele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilha nas trevas e as trevas não a receberam. Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz. O Verbo era a luz verdadeira, que, vindo ao mundo, ilumina todo o homem. Estava no mundo e o mundo, que foi feito por Ele, não O conheceu. Veio para o que era seu e os seus não O receberam. Mas àqueles que O receberam e acreditaram no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus. Estes não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós. Nós vimos a sua glória, glória que Lhe vem do Pai como Filho Unigénito, cheio de graça e de verdade. João dá testemunho d’Ele, exclamando: «Era deste que eu dizia: ‘O que vem depois de mim passou à minha frente, porque existia antes de mim’». Na verdade, foi da sua plenitude que todos nós recebemos graça sobre graça. Porque, se a Lei foi dada por meio de Moisés, a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. A Deus, nunca ninguém O viu. O Filho Unigénito, que está no seio do Pai, é que O deu a conhecer.
Palavra da salvação.