quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

"Estamos no mundo para caminhar da cinza à vida"

“A Quaresma não é o tempo para fazer cair sobre o povo inúteis moralismos, mas para reconhecer que as nossas míseras cinzas são amadas por Deus”. Palavras do Papa na homilia da Quarta-feira de Cinzas

O Papa Francisco presidiu a missa de imposição das Cinzas nesta quarta-feira (26/02) na Basílica de Santa Sabina, no bairro Aventino, em Roma.

Antes da missa, o Pontífice guiou a procissão penitencial que iniciou na Igreja de Santo Anselmo, no Aventino, até a Basílica de Santa Sabina.
“Lembra-te que és pó da terra e à terra hás de voltar”. Com este versículo do Gênesis, Francisco iniciou a sua homilia, sublinhando que “o pó sobre a cabeça faz-nos ter os pés assentes na terra: recorda-nos que viemos da terra e, à terra, voltaremos; isto é, somos débeis, frágeis, mortais”. Mas, recorda o Pontífice, “somos o pó amado por Deus. Amorosamente o Senhor recolheu nas suas mãos o nosso pó e, nele, insuflou o seu sopro de vida”.

Do pó à vida
“Deste modo”, continua o Papa, “a cinza recorda-nos o percurso da nossa existência: do pó à vida. Somos pó, terra, barro; mas, se nos deixarmos plasmar pelas mãos de Deus, tornamo-nos uma maravilha”, porque “nascemos para ser amados, nascemos para ser filhos de Deus”.

Por isso, pondera o Pontífice:

“A Quaresma não é o tempo para fazer cair sobre o povo inúteis moralismos, mas para reconhecer que as nossas míseras cinzas são amadas por Deus. É tempo de graça, para acolher o olhar amoroso de Deus sobre nós e, assim contemplados, mudar de vida. Estamos no mundo para caminhar da cinza à vida”

Depois de recordar que a cinza que recebemos na testa abala os pensamentos que temos na cabeça e lembra-nos que somos filhos de Deus, Francisco recorda que:

“A cinza pousa nas nossas testas, para que, nos corações, se acenda o fogo do amor. Com efeito, somos cidadãos do céu. E o amor a Deus e ao próximo é o passaporte para o céu; é o nosso passaporte

Da vida ao pó
Porém, adverte, devemos estar atentos para não cairmos no segundo percurso: o percurso contrário, da vida ao pó!

Olhamos em redor e vemos pó de morte, vidas reduzidas a cinzas: escombros, destruição, guerra […] Continuamos a destruir-nos, a fazer-nos voltar ao pó. E quanto pó existe nas nossas relações! Vejamos em nossa casa, nas famílias […] Há tanto pó que suja o amor e embrutece a vida. Mesmo na Igreja, a casa de Deus, deixamos depositar tanto pó, o pó do mundanismo”.

Fazer o bem sem fingimento
Neste aspecto, o Papa recorda de olhar também para dentro do coração:

“Quantas vezes sufocamos o fogo de Deus com a cinza da hipocrisia! A hipocrisia: é a imundície que hoje, no Evangelho, Jesus pede para remover. De fato, o Senhor não diz apenas para fazer obras de caridade, rezar e jejuar, mas que tudo isso seja feito sem fingimento, sem falsidade nem hipocrisia”

Limpar o pó do coração
E como fazer para limpar o pó que se deposita no coração?

“Ajuda-nos o veemente apelo de São Paulo na segunda Leitura: ‘Deixai-vos reconciliar com Deus!’ São Paulo usa o passivo: deixai-vos reconciliar. Porque a santidade não é obra nossa; é graça. Sozinhos, não somos capazes de tirar o pó que suja o coração […] E a Quaresma é tempo de cura”

Caminhos rumo à Páscoa
O Santo Padre sugere caminhos rumo à Páscoa, “podemos efetuar duas passagens: a primeira, do pó à vida, da nossa humanidade frágil à humanidade de Jesus, que nos cura”, ou a segunda passagem, para não voltar a cair da vida ao pó: “vai-se receber o perdão de Deus, na Confissão, porque lá o fogo do amor de Deus consome a cinza do nosso pecado” .

Concluindo, Francisco pede: “Para amar, deixemo-nos amar; deixemo-nos erguer, para caminhar rumo à meta – à Páscoa”.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

QUARTA-FEIRA DE CINZAS 26-02-2020

Com a bênção e a imposição das CINZAS, iniciamos quarta-feira  o tempo Sagrado da Quaresma em preparação à Páscoa ...

Este tempo é privilegiado para intensificar uma abertura de coração à misericórdia de Deus, intensificando assim o caminho de conversão: arrependimento, contrição, penitência, confissão, propósito de emenda e reconciliação.

Tempo favorável para o silêncio, que conduz cada cristão à escuta da Palavra de Deus!

Na nossa Paróquia:  Às 19.00 horas – Eucaristia com o da imposição das Cinzas:
-  Na Igreja,
-  Na Capela, na Capela de Nossa Senhora da Conceição 
-  Na Capela das Irmãs, na Gandarinha.

É dia de jejum e abstinência.

domingo, 9 de fevereiro de 2020

VÓS SOIS O SAL DA TERRA, A LUZ DO MUNDO!

1. Fortíssimos os sabores da Mesa da Palavra de Deus neste Domingo V do Tempo Comum. Comecemos por onde se deve sempre começar. Pelo Evangelho, hoje Mateus 5,13-16, que, dada a sua importância, sabor e sabedoria, aqui deixamos transcrito:
«Vós sois o sal da terra. Mas se o sal se tornar insípido, com que o salgaremos? Não serve para nada, senão para se deitar fora e ser calcado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte. Não se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro para alumiar todos os que estão na casa. Assim brilhe a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem o vosso Pai que está nos céus».

2. Acabámos de ouvir acordes como estes: «Vós sois o SAL da terra» (Mateus 5,13); «Vós sois a LUZ do mundo» (Mateus 5,14). O SAL dá sabor. A LUZ alumia. O mundo inteiro por horizonte. É, portanto, necessário abrir os horizontes. O mundo é a nossa casa. Compreenda-se já que o SAL e a LUZ são belíssimas metáforas das OBRAS que fazemos: «Assim brilhe a vossa LUZ diante dos homens, para que vejam as vossas BOAS OBRAS» (Mateus 5,16). Mas entenda-se também de imediato que «as nossas OBRAS BOAS» não são do domínio das nossas mãos (a LUZ escapa-nos das mãos), mas do domínio da Graça de Deus que, como em Maria, também em nós «faz grandes coisas» (Lucas 1,49). São mesmo as OBRAS que se devem ler no cone de luz da LUZ e do SAL. De resto, é sabido que, quimicamente falando, o SAL não pode perder o seu sabor. Mas um homem sem OBRAS BOAS é insípido e inútil.

3. É também urgente entender bem que aquele plural «Vós sois» se reveste seguramente de significado comunitário, como é usual em Mateus, que nunca perde de vista a comunidade eclesial. Assim, sois vós em comunidade que sois a Luz do mundo, que sois o Sal da terra, e não cada um por si. Assim também a lâmpada é para alumiar todos os que estão na casa, toda a comunidade da família de Deus. E o sal, o sal da aliança (Levítico 2,13), lá está também para dar o autêntico sabor da aliança a toda a oferta feita pela comunidade a Deus (Êxodo 30,25; Levítico 2,13), e a todo o recém-nascido a nós dado por Deus (Ezequiel 4,16).

4. Sim. O mundo é a nossa casa. E, neste vasto mundo que habitamos, são muitos os irmãos que passam fome, que não têm casa, que andam nus. Para nossa vergonha, cerca de um bilião e meio de irmãos nossos vivem abaixo do limiar da pobreza! Isaías 58,7-10 não nos deixa ficar insensíveis perante este triste panorama, mas mostra-nos, em contraponto, que muitas vezes nos blindamos dentro das portas e das janelas do nosso egoísmo e comodismo. É assim que nos tornamos insípidos e deixamos apagar a nossa luz.

5. O Livro do Deuteronómio atira-se contra a nossa tranquila indiferença: «Se houver no meio de ti qualquer irmão necessitado, não endureças o teu coração e não feches a tua mão» (Deuteronómio 15,7). Precisamos, hoje mais do que nunca, de viver ao estilo de Jesus, Bom Pastor, e ao estilo do Bom Samaritano, com «um coração que vê», para usar a expressão feliz de Bento XVI (Deus caritas est, 25 de dezembro de 2005, n.º 31).

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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Folha Paroquial -V Domingo TC 09-02-2020

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"Festa das Cinco chagas do Senhor"

Hoje primeira sexta feira do mês, consagração ao Sagrado Coração de Jesus, não só neste dia, mas todos os dias. 

Em 1675, Cristo apareceu à religiosa francesa Santa Margarida Maria de Alacoque para lhe dar uma mensagem de misericórdia e conversão.
Jesus lhe disse: “Eu te prometo, na excessiva misericórdia do meu Coração, que seu amor omnipotente concederá a todos aqueles que comunguem nas primeiras sexta-feiras do mês por nove meses seguidos, a graça da penitência final: não morrerão na minha desgraça, nem sem receber os Sacramentos, e meu Divino Coração será seu refúgio naquele último momento

 Hoje dia 7 de fevereiro  Festa das Cinco Chagas do Senhor


Nota Histórica
O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na cruz e manifestou aos Apóstolos depois da ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e instituições. Os Lusíadas sintetizam (I, 7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. 
Assim, os Romanos Pontífices, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal uma festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia.

ORAÇÃO COLECTA
Deus de infinita misericórdia,
que por meio do vosso Filho Unigénito, pregado na cruz, quisestes salvar todos os homens, concedei-nos que, venerando na terra as suas santas Chagas, mereçamos gozar no Céu o fruto redentor do seu Sangue.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

EVANGELHO Jo 19, 28-37
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
sabendo que tudo estava consumado
e para que se cumprisse a Escritura,
Jesus disse:
«Tenho sede».
Estava ali um vaso cheio de vinagre.
Prenderam a uma vara uma esponja embebida em vinagre
e levaram-Lha à boca.
Quando Jesus tomou o vinagre, exclamou:
«Tudo está consumado».
E, inclinando a cabeça, expirou.
Por ser a Preparação da Páscoa,
e para que os corpos não ficassem na cruz durante o sábado
– era um grande dia aquele sábado –
os judeus pediram a Pilatos
que se lhes quebrassem as pernas e fossem retirados.
Os soldados vieram e quebraram as pernas ao primeiro,
depois ao outro que tinha sido crucificado com ele.
Ao chegarem a Jesus, vendo-O já morto,
não Lhe quebraram as pernas,
mas um dos soldados trespassou-Lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
Aquele que viu é que dá testemunho
e o seu testemunho é verdadeiro.
Ele sabe que diz a verdade,
para que também vós acrediteis.
Assim aconteceu para se cumprir a Escritura, que diz:
«Nenhum osso lhe será quebrado».
Diz ainda outra passagem da Escritura:
«Hão-de olhar para Aquele que trespassaram».
Palavra da salvação.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Caminhada Diocesana da Quaresma à Páscoa 2020 "Todos aqui renascemos"


A Diocese do Porto propõe "Todos aqui renascemos Caminhada diocesana da Quaresma à Páscoa 2020"

"A proposta procura ser fiel à dimensão claramente Batismal da Quaresma, de modo especial, no Ciclo A, do Ano Litúrgico em curso. Para cada semana são apresentados: uma palavra-chave, para uma dimensão batismal a privilegiar, um elemento significativo a colocar ao pé da videira, uma proposta celebrativa para catecúmenos e batizados e alguns exercícios espirituais concretos, na perspetiva de uma verdadeira poda (d)e limpeza da vida batismal.

Em toda a proposta há uma clara insistência na reutilização dos elementos batismais da Quaresma, acentuando a centralidade e a culminância das celebrações do tríduo pascal, para o qual deve ser mobilizada toda a comunidade, nos seus fiéis, grupos pastorais e de catequese. Este subsídio não se destina exclusivamente aos párocos, reitores e capelães, mas pretende ser um contributo formativo e interpelativo para todos os grupos e agentes pastorais."

Material clica Diocese do Porto

Guião

Primeira quinta feira...

Hoje a 1ª quinta feira do mês rezamos pelas vocações e na liturgia celebra-se  "Memória dos Santos Paulo Miki e companheiros, mártires em Nagasáki, no Japão. Agravando-se a perseguição contra os cristãos, foram presos, atormentados e condenados à pena capital oito presbíteros ou religiosos da Companhia de Jesus e da Ordem dos Frades Menores, procedentes da Europa ou naturais do Japão, e dezassete leigos. Todos eles, também os adolescentes, foram crucificados por serem cristãos, manifestando a sua alegria por terem a graça de morrer de modo semelhante ao de Cristo.

Toda esta semana celebramos memória de Santos Mártires:
- ontem Santa Águeda Santa e Martir;
- na terça feira S. João de Brito, presbítero e mártir;
- na segunda feira :S. Brás, bispo e mártir;
O nosso tempo tem necessidade de Santos e, de modo especial, do exemplo daqueles que deram o testemunho supremo do seu amor por Cristo e pela sua Igreja: «Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos » (Jo 15, 13)

“A Igreja não cessa de contemplar o amor de Deus, manifestado de maneira sublime e particular no Calvário, durante a paixão de Cristo, sacrifício que se tornou sacramentalmente presente em cada Eucaristia. ‘Do coração amantíssimo de Jesus procedem todos os sacramentos, sobretudo o maior de todos, o sacramento do amor, pelo qual Jesus quis ser o companheiro da nossa vida, o alimento das nossas almas, sacrifício dum valor infinito’ (Santo Afonso M. de Ligório, Meditação sobre o amantíssimo coração de Jesus, por ocasião da novena em preparação para a festa do Sagrado Coração). Cristo é uma fornalha ardente de amor que chama e aplaca: ‘Vinde a Mim, […] porque sou manso e humilde de coração’ (Mt 11, 28-29)” afirma São João Paulo II.

O mundo precisa de pessoas conscientes de sua vocação, que a vivam e amem integralmente. Somente através do amor incondicional a Jesus Cristo é possível compreender a autenticidade da vocação!
Mãe Peregrina

"Como se lê a bíblia"

Hoje pergunta é como se lê a bíblia
“quando falamos em bíblia na tens a Palavra de Deus nas mãos, a bíblia é uma mediação...
A Palavra de Deus é uma pessoa Jesus de Nazaré
Aprender a ler a bíblia segue as mesmas regras de aprender uma língua estrangeira, não como na escola, mas lá onde se fala...
Aprender a ler a bíblia é ir lá…
Entra e pouco a pouco vais apanhando algumas ideias...
Aos poucos vais convivendo vais entendendo...
(Padre Rui Santiago)- Centro de Espiritualidade Redentorista

Vaticano: Papa diz que caminho para a felicidade passa por aceitar os próprios limites e reconhecer-se como «pobres»

Vaticano: Papa diz que caminho para a felicidade passa por aceitar os próprios limites e reconhecer-se como «pobres»: Cidade do Vaticano, 05 fev 2020 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que o caminho para a felicidade passa por reconhecer-se pobres e “aceitar os próprios limites”, numa reflexão sobre a primeira das bem-aventuranças proclamadas por Jesus Cristo. 

“Pobre em espírito significa pobre no mais íntimo e mais profundo de si, onde todos nos temos de reconhecer incompletos e vulneráveis”, referiu, na audiência pública semanal que decorreu no auditório Paulo VI. 

 A intervenção, perante milhares de peregrinos de vários países, destacou o “poder da fraternidade, da caridade, do amor, o poder da humildade”. 

Francisco convidou os presentes a “procurar sempre a liberdade do coração, a que tem raízes na nossa própria pobreza”. 
“Todos somos pobres em espírito, somos mendigos. É a condição humana. O Reino de Deus pertence aos pobres em espírito. Há aqueles que têm os reinos deste mundo: têm bens e comodidades. Mas esses são reinos que terminam. O poder dos homens, mesmo os maiores impérios, passa e desaparece”, advertiu. 

 O Papa sublinhou que também as fortunas desaparecem: “Ninguém leva nada consigo, as riquezas ficam cá”. A reflexão abordou o significado da palavra pobre, usada na primeira das sete bem-aventuranças – “Felizes os pobres no espírito, porque deles é o reino dos céus”. O que se entende aqui por “pobre”? Se Mateus usasse apenas essa palavra, o significado seria simplesmente económico, isto é, indicaria pessoas que têm poucos ou nenhum meios de sustento e precisam da ajuda de outras pessoas. 
 Segundo o Papa, está em causa a dimensão mais íntima do ser humano, pelo que os “pobres de espírito” são os que “se sentem pobres, mendigos, nas profundezas do seu ser”. “Cada um, perante si mesmo, sabe bem que, por mais que tente, é sempre radicalmente incompleto e vulnerável. Mas como vive mal quem recusa os seus próprios limites”, observou. 

 Francisco falou ainda da necessidade de “pedir perdão” e aceitar-se como “pobres em espírito”. “Existe uma pobreza que devemos aceitar, a do nosso ser, e uma pobreza que temos de procurar, a concreta, das coisas deste mundo, para ser livres e poder amar”, apontou.
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Confessionário dum Padre: A fuga do silêncio

Confessionário dum Padre: A fuga do silêncio: Temos medo do silêncio. Na nossa sociedade ruidosa temos medo de fazer silêncio. Por isso, mesmo quando não se fala ou não se tem com quem falar, como é o caso de andar de metro, comboio, autocarro, ou simplesmente a pé, ali vai toda a gente com auscultadores nos ouvidos a passar música.
Temos medo do silêncio exterior e interior, que nos faça dar conta de nós próprios e daquilo que somos na verdade: um pequenino corpo da criação de Deus. Temos medo do silêncio e por isso não conseguimos escutar o outro. Se não conseguimos escutar o outro, como conseguiremos escutar Deus?
Temos medo do silêncio e não fazemos silêncio para ouvir Deus. Por isso a oração que fazemos é mais a falar que a escutar. Falamos mais que ouvimos. Por isso não damos conta de que Ele fala. Por isso nos queixamos que Ele não nos fala. Por isso fugimos do silêncio e achamos que Deus está em silêncio

"Vinde a Mim todos os que estais cansados e oprimidos" - Dia mundial do doente

O Dia Mundial do Doente é celebrado anualmente a 11 de fevereiro.

A data foi instituída a 11 de fevereiro de 1992, pelo Papa João Paulo II. Na carta de instituição do Dia Mundial do Doente, o Papa João Paulo II lembrou que a data representa “um momento forte de oração, de partilha, de oferta do sofrimento pelo bem da Igreja e de apelo dirigido a todos para reconhecerem na face do irmão enfermo a Santa Face de Cristo que, sofrendo, morrendo e ressuscitando, operou a salvação da humanidade”.

foto Pastoral Saúde

“O Papa reforçou hoje a sua oposição a projectos de legalização da eutanásia na mensagem para Dia Mundial do Doente de 2020, publicada pelo Vaticano.
(...)
A vida há de ser acolhida, tutelada, respeitada e servida desde o seu início até à morte: exigem-no simultaneamente tanto a razão como a fé em Deus, autor da vida. Em certos casos, a objecção de consciência deverá tornar-se a vossa opção necessária, para permanecerdes coerentes com este ‘sim’ à vida e à pessoa”, sustenta o pontífice.

O Papa pede que, no centro de qualquer intervenção, esteja sempre o substantivo “pessoa” antes do adjectivo “doente”, com abertura à “dimensão transcendente”: “Lembremo-nos de que a vida é sacra e pertence a Deus, sendo por conseguinte inviolável”, escreve.

No Dia Mundial do Doente deste ano, que a Igreja Católica celebra anualmente na festa litúrgica de Nossa Senhora de Lurdes, Francisco quer recordar as pessoas que, em todo o mundo, estão “sem possibilidade de acesso aos cuidados médicos, porque vivem na pobreza”.

O Papa deseja que a Igreja Católica esteja junto das “formas graves de sofrimento”, colmatando o que denomina como “carência de humanidade”, para que todas pessoas doentes possam encontrar ajuda.

“À Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, confio todas as pessoas que carregam o fardo da doença, juntamente com os seus familiares, bem como todos os profissionais da saúde”, conclui.

A 16 e 17 de Março, a Academia Pontifícia para a Vida (APV), organismo da Santa Sé, vai promover em Portugal as Jornadas de Cuidados Paliativos, com o lançamento da versão portuguesa do ‘Livro Branco para a Promoção e Disseminação de Cuidados Paliativos no mundo’, preparado por um grupo internacional de especialistas.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

"Festa do Encontro"

(...)
6. Esta é a Festa da Alegria e da Esperança acumulada e realizada. É a Festa da Luz. Simeão e Ana viram a Luz e exultaram de Alegria. Hoje somos nós que nos chamamos Simeão e Ana. Somos nós que recebemos esta Luz nos braços, e que ficamos a fazer parte da família da Felicidade e a viver pertinho de Deus, Rosto a Rosto com Deus, Escutadores atentos do bater do coração de Deus, movidos pelo Espírito de Deus, Recebedores de Deus, Anunciadores de Deus. Rezamos hoje para que, nesta sociedade de coisas e de números (cf. Isaías 5,8), os Consagrados vivam cada vez mais Rosto a Rosto com Deus, e deem testemunho no mundo deste Dom maravilhoso.

7. Por isso e para isso é que Ele vem, conforme a lição de Malaquias 3,1-4 e Hebreus 2,14-18. Vem de Deus, mas senta-se connosco. Em tudo semelhante aos seus irmãos. Lava-nos os pés e a alma. Apaga os nossos pecados. Põe-nos em comunhão com Deus. Tanta proximidade faz deste Dia a Festa do Encontro. Hebreus 2,17 é o primeiro texto em absoluto do Novo Testamento a atribuir a Jesus o título de sumo-sacerdote. Novidade nova em contraponto e contracorrente com quanto expresso antes. Foi preciso alisar o terreno, aplaná-lo, para ser possível assegurar este título a Jesus. Os sumo-sacerdotes do AT e do judaísmo estariam, porventura, perto de Deus (a tanto os obrigavam as inúmeras normas de pureza ritual), mas estavam bem distantes dos homens, seus irmãos. Portanto, o título não se ajustava a Jesus, ao mesmo tempo pertinho de Deus e pertinho dos seus irmãos.

8. Não nos conformemos, pois, com as pedras e as pautas deste mundo (Romanos 12,2). Experimentemos viver em Hi-Fi, alta frequência, alta-fidelidade, alta dedicação, amor novo. Anda por aí uma música nova à nossa espera. É como um som que nunca se ouviu, como um silêncio que nunca se calou! Que Maria, a Mãe da Alegria, nos leve pela mão e nos ensine a subir e a descer a escadaria do coração.
(...)

Folha Paroquial - Festa da Apresentação do Senhor no Templo 02-02.2020

Podes ler Folha original clicando AQUI

OU AQUI

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

São João Bosco "pai e mestre da juventude"

Nesta sexta-feira, 31, celebra-se o dia de São João Bosco. O Santo é modelo de educador e evangelizador da juventude

São João Bosco (1815-1888), italiano, fundou os três ramos da Família Salesiana: Sociedade de São Francisco de Sales (Congregação Salesiana), Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e Associação de Salesianos Cooperadores.

É conhecido como o "apóstolo dos jovens" com o método da persuasão, da religiosidade autêntica, do amor orientado sempre a prevenir mais que a reprimir.

Um dos frutos mais excelsos de sua pedagogia é São Domingos Sávio, de quinze anos, que havia sintetizado sua lição com estas palavras: "Nós, na escola de Dom Bosco, fazemos consistir a santidade em estar muito alegres e no cumprimento perfeito de nossos deveres".

Em 31 de janeiro de 1988, João Paulo II o declarou "pai e mestre da juventude", "estabelecendo que com este título seja honrado e invocado, em particular pelos que se reconhecem como seus filhos
espirituais".

Participa da Festa e apresenta os teus filhos ao Senhor

Olá mãe e pai!
A vossa casa encheu-se de luz com a chegado do vosso bebé! 
Como que alegria o cuidais e apresentais a toda a família e amigos : todos os dias a toda a hora dais graças a Deus pelo dom da vida tão presente nos filhos que Deus vos deu.

Amanhã celebra-se a Festa Apresentação do Senhor no Templo
Queres também apresentar nesta Festa o teu  bebé, é reconhecer quem Deus é o Criador e Senhor da Vida!

Nossa tarefa como pais é apresentar os nossos filhos desde uma idade precoce ao Salvador e ao Senhor Jesus e orar por eles dia a dia para que Deus lhes dê Sua graça para que possam ver a beleza de Cristo através do Espírito Santo.

A nossa Comunidade apoia os pais para que juntos possamos assumir a responsabilidade de ensinar aos filhos sobre o nosso Deus

Muitos pais têm ansiedade e medo de como levar seus filhos à Igreja pois são ainda muito pequenos e inquietos, mas a comunidade sabe e dá graças a Deus pelo dão da vida.

Jesus Cristo quis ser oferecido no templo para nos ensinar, com a Sua humildade e obediência, a total disponibilidade para fazer a vontade do Pai.

Maria Santíssima obedeceu também, oferecendo o Filho a Deus, sabendo que era o próprio Deus. Mas fez mais: submeteu-Se ao rito da purificação não tendo nada que purificar.

Esta Mãe é exemplo, sobretudo, para as mães. Como seria belo que todas oferecessem os seus filhos a Deus,podes faze-lo todos os dias, mas amanhã é um Domingo especial "Festa da Apresentação do Senhor" junta-te à Festa na tua Igreja e leva os teus filhos e família para dar graças a Deus e se entregarem a Deus..

Deus vos abençoe queridas famílias

quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Evangelho de Hoje "O semeador..." Em 2011 rezamos assim!

EVANGELHO de hoje Mc 4, 1-20
«O semeador saiu a semear»
"A parábola do semeador abre a secção das parábolas evangélicas. Longa, cheia de pormenores, primeiro dita, depois explicada, esta parábola procura sublinhar a importância que tem o tornar-se discípulo na escola de Jesus para poder compreender-se o que é o Reino de Deus e nele entrar. A parábola sublinha, ao mesmo tempo, a exigência de uma boa terra para se receber a sementeira da palavra de Deus, e a força e vitalidade dessa mesma palavra, que, desde que a terra onde é semeada a saiba receber, sempre dá fruto abundante." (secretariado da liturgia)

partilho este tesouro convosco pedindo ao Senhor que a Semente semeado dê fruto!
Não julguem porque o tempo de Deus, não é o nosso tempo e a Esperança é a nossa força!
Beijinhos e abraços

domingo, 26 de janeiro de 2020

"Vamos dar espaço à Palavra de Deus"

Clica e escuta
Pela primeira vez a Igreja celebrou o Domingo da Palavra de Deus dedicado ao estudo e à difusão do Evangelho. Esse dia é celebrado sempre no III Domingo do Tempo Comum, desde a instituição do Papa em setembro de 2019, para fortalecer e recuperar a identidade cristã, através da familiaridade com a Bíblia.

Na homilia deste domingo (26), na Basílica de São Pedro, Francisco se inspirou nas leituras do dia para voltar às origens da pregação de Jesus, que relata como, onde e a quem começou a pregar.

A missão pública de Jesus começou com a base de todos os discursos de Jesus, ao nos dizer que “o Reino do Céu está próximo”, que dizer que “Deus está próximo” porque se fez homem. E essa mensagem, que é de alegria ao tomar a condição humana, disse o Papa, não foi num “sentido de dever, mas por amor”. E, por isso, pediu para mudarmos de vida, de “passar da escuridão à luz”, com a força da sua Palavra.

“Mudem de vida porque começou um modo novo de viver: acabou o tempo de viver para si mesmo, começou o tempo de viver com Deus e para Deus, com os outros e para os outros, com amor e por amor.”

Ao observar onde Jesus começou a pregar, Francisco lembrou que foram “a partir das regiões então consideradas ‘tenebrosas’”, onde moravam pessoas muito diferentes entre si, em termos de povos, línguas e culturas:

“Não era certo o lugar onde se encontrava o povo eleito na sua pureza religiosa melhor. E, no entanto, Jesus começou de lá: não do átrio do templo de Jerusalém, mas do lado oposto do país, da Galileia dos gentios, de um local de fronteira, de uma periferia. Disso mesmo podemos tirar uma lição: a Palavra que salva não procura lugares refinados, esterilizados, seguros. Vem à complicação dos nossos dias, às nossas obscuridades. Hoje, como então, Deus deseja visitar aqueles lugares, onde se pensa que lá Ele não vai.”

Por fim, para quem Jesus iniciou a pregar?

“Os primeiros destinatários da chamada foram pescadores: não pessoas atentamente selecionadas com base nas suas capacidades, nem homens piedosos que estavam no templo a rezar, mas gente comum que trabalhava. Pessoas normais, que trabalhavam.”

Para seguir Jesus, finalizou o Papa, “não bastam os bons propósitos; é preciso ouvir dia a dia a sua chamada”. Dessa forma, Francisco enaltece a importância de saber escutar, em meio a milhares de palavras todos os dias, “a única Palavra que não nos fala de coisas, mas de vida”.

“Queridos irmãos e irmãs, demos espaço à Palavra de Deus! Vamos ler diariamente qualquer versículo da Bíblia. Começar pelo Evangelho: mantê-lo aberto no cômodo de casa, trazê-lo conosco no bolso, visualizá-lo no celular; deixemos que nos inspire todos os dias. Descobriremos que Deus está perto de nós, ilumina as nossas trevas, amorosamente impele para conduzir a nossa vida.”

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Domingo do Palavra de Deus -26-01-2020

Como podes verificar pela imagem na Folha Paroquial desta semana diz:
- O Papa Francisco instituiu no 3º Domingo do Tempo Comum (próximo dia 26) o Domingo da Palavra de Deus. Iremos marcá-lo, nas Eucaristias com algo que nos lembre a Palavra de Deus é luz para os nossos caminhos. As pessoas deverão levar a Bíblia nesse dia para a Eucaristia (todos: Crianças, Adolescentes, Jovens e Adultos

O Logotipo deste Domingo
Representa uma cena bíblica muito conhecida: o caminho dos discípulos ao povoado de Emaus (cf. Lc 24, 13-35) a um certo momento Jesus Ressuscitado aproxima-se. O ícone evidencia múltiplos aspectos que convergem sobre o Domingo da Palavra de Deus. 
Pode-se notar, primeiramente, os personagens. Junto com Cristo que tem nas mãos o "rolo do Livro", isto é, a Sagrada Escritura que se realiza na sua pessoa, há dois discípulos: Cleofás, como descreve Lucas e, segundo alguns exegetas, sua esposa. Os rosto dos dois discípulos estão dirigidos ao Senhor para afirmar que Ele é a realização das promessas antigas e a Palavra viva que deve ser anunciada ao mundo.
Radio Vaticano

Foi
"Em setembro de 2019, o Papa Francisco divulgou a carta apostólica ‘Aperuit illis’ (‘Abriu-lhes o entendimento’) onde anuncia a instituição de um “Domingo da Palavra de Deus”, celebração anual nas comunidades católicas que visa promover a “familiaridade” com a Bíblia.


A Bíblia não pode ser património só de alguns e, menos ainda, uma coletânea de livros para poucos privilegiados”, escreve Francisco nesse documento, acrescentando que a celebração do Domingo da Palavra de Deus acontece em cada ano no III Domingo do Tempo Comum do calendário litúrgico, visando “a celebração, reflexão e divulgação da Palavra de Deus”.

Francisco pede, na referida Carta Apostólica, que a proclamação da palavra seja cuidada e sublinha a “grande responsabilidade” dos pastores em “explicar e fazer compreender a todos a Sagrada Escritura”.

O Papa escolheu o terceiro domingo do Tempo Comum por ele se situar na proximidade da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, a qual se celebra entre 18 e 25 de janeiro.

“Este domingo da Palavra de Deus colocar-se-á, assim, num momento propício daquele período do ano em que somos convidados a reforçar os laços com os judeus e a rezar pela unidade dos Cristãos. Não se trata de mera coincidência temporal: a celebração do Domingo da Palavra de Deus expressa uma valência ecuménica, porque a Sagrada Escritura indica, a quantos se colocam à sua escuta o caminho a seguir para se chegar a uma unidade autêntica e solida”, escreve o Papa."


Subsídios catequese 

Vaticano: Papa renova alertas contra «carreirismo»


Vaticano: Papa renova alertas contra «carreirismo»: Francisco destaca importância da gratuidade, em homilia na Casa de Santa Marta


“Nós sacerdotes, bispos, não pagamos nada para nos tornarmos sacerdotes e bispos – pelo menos eu penso assim, não? Porque existem aqueles que querem ir em frente na chamada carreira eclesiástica, que se comportam de modo simoníaco, buscam influências para se tornar aqui, ali”, advertiu, durante a Missa a que presidiu esta manhã.

Francisco lamentou que muitos que se dizem de “família cristã, cultura cristã” rejeitem a gratuidade de Deus.

“Os dons do Senhor não se compram”, sustentou.

A intervenção apontou ainda aos que recorrem a meios ilícitos para ascender, na vida profissional, lamentando que o “carreirismo” exista entre os cristãos.

“O ser cristão, ser sacerdotes, ser bispos é somente um dom. E assim se entende a nossa atitude de humildade, a que devemos ter, sem nenhum mérito. Devemos somente custodiar este dom, para que não se perca”, pediu.

OC

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Oração Taizé sexta dia 24 - Igreja de S. João da Madeira


Nesta Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos podes  juntar-te aos adolescentes  do 7º ao 10º ano na Oração Taizé na Igreja Matriz de de S João da Madeira, no dia 24 às 21h30m.

Deixo-vos também esta oração cantada "quem a Deus tem. nada lhe falta"

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

2020 Ano Internacional do Enfermeiro e Parteira

Com a chegada de 2020, a Organização Mundial da Saúde, OMS, destaca o começo do Ano Internacional dos Enfermeiros e das Parteiras.

Com esta celebração, a agência pretende que os Estados-membros reconheçam a função destes especialistas na prestação de serviços de saúde pública.

A comemoração quer fazer soar o alarme sobre o déficit deste grupo de funcionários de saúde no mundo e coincide com o bicentenário do nascimento de Florence Nightingale, a fundadora da enfermaria moderna.

A agência destaca que enfermeiros e parteiras são cerca de metade dos profissionais de saúde em todo o mundo. Suas funções incluem cuidar de idosos e crianças, aplicar vacinas, oferecer serviços de saúde e, de uma forma geral, satisfazer necessidades diárias em sua área de trabalho.

Os locais onde estes atuam são considerados “o primeiro e o único lugar de atenção disponível em suas comunidades.” A OMS alerta que é preciso ter mais 9 milhões de enfermeiros e parteiras para ter uma cobertura universal de saúde até 2030.

Enfermeiras e parteiras são também a maioria dos 70% de profissionais do sexo feminino que trabalham nos setores social e de saúde.

De acordo com a agência, somente a área de obstetrícia pode evitar mais de 80% de todas as mortes de mães, natimortos e recém-nascidos com métodos que já foram comprovados tais como o planejamento familiar.

Para a OMS parteiras “são essenciais para prestar qualidade de cuidados, em todos os cenários, a nível global.”
Investimentos
Durante 2020, o plano da agência é realizar atividades com a Confederação Internacional de Matronas, o Conselho Internacional de Enfermeiros, a iniciativa Nursing Now e o Fundo de População das Nações Unidas, Unfpa.

O destaque será uma campanha que nesse período pretende abordar questões destes trabalhadores e promover investimentos em prol do grupo.

Antes de ser proclamado o Ano Internacional do Enfermeiro e da Parteira, a importância destes profissionais era destacada em jornadas internacionais. O Dia Internacional do Enfermeiro é celebrado em 8 de maio e o da Parteira em 5 de maio.

ONU News  clica Aqui


domingo, 19 de janeiro de 2020

Diocese do Porto -" Igrejas unidos em oração"

O jornal ‘Voz Portucalense’ informa que o bispo do Porto pediu aos seus sacerdotes que um leitor faça “a oração em nome de toda a assembleia”, “em todas as Missas de preceito”, depois da Comunhão.

D. Manuel Linda incentivou também que os padres da diocese falem nas homilias sobre violência doméstica, “se lhe parecer oportuno”, desenvolvendo, ideias como: “O projeto de Deus para a humanidade é de fraternidade; muito mais a nível da família” e a sua falha ou falta de colaboração “é grave”.

“A violência deixa marcas indeléveis na mente dos filhos; o cristão, que não o é só de nome, tem de dar especial testemunho de unidade familiar; por isso, que o dia de hoje constitua como que o início de uma nova mentalidade”, desenvolveu.

Na carta aos sacerdotes, o bispo do Porto contextualizou que perante “a gravidade da violência doméstica, algo a que a consciência social reage fortemente”, os “hierarcas” das Igrejas Cristãs na área da diocese e que pertencem ao movimento ecuménico do Porto combinaram um “gesto de repúdio desse género de violência e de invocação do Espírito de Deus”.

Oração:
«Rezamos por um amor livre, mas comprometido;
Amor gratuito e que também sabe receber;
Amor intenso, mas equilibrado;
Amor apaixonado e ao mesmo tempo consciente…
Rezamos por um amor mais forte do que a fraqueza,
Mais entregue do que pedido,
Mais doado do que um direito.
O Filho de Deus encarnado ensina-nos que todos merecemos ser amados assim. E os outros também merecem ser assim amados por nós.
Hoje pedimos a Deus, Pai de todos nós, pelo seu Filho Jesus Cristo, no Amor do Espírito Santo, que a violência não entre nas nossas casas e todos vivam em paz.
Ámen.»


Ecclesia

sábado, 18 de janeiro de 2020

"Eis o Cordeiro de Deus"

(...)
3. O Evangelho deste Domingo II do Tempo Comum (João 1,29-34) mostra-nos o 2.º dia dos primeiros quatro de preparação. João Batista permanece parado em Bethabara [= «Casa da passagem»], desde João 1,28, imóvel e sereno e atento. O lugar em que permanece parado, define-o e define-nos: é um umbral ou limiar. Todo o umbral ou limiar é um lugar de passagem. Estamos de passagem. João Batista ocupa, portanto, o seu lugar estreito e aberto entre o des-lugar e a casa, o deserto e a Terra Prometida, entre o Antigo e o Novo Testamento. É desse lugar de passagem, mas em que está parado como um guarda ou sentinela vigilante, a observar, que João vê bem (emblépô) Jesus a passar (peripatoûnti) (João 1,36) e a VIR ao seu encontro (João 1,29). Como Deus que VEM sempre ao nosso encontro. E apresenta-o como o CORDEIRO DE DEUS, que tira o pecado do mundo. Apresenta-o a nós, pois não é dito que esteja lá mais alguém. Riquíssima apresentação de Jesus. Na verdade, Cordeiro diz-se na língua aramaica, língua comum então falada, talya’. Mas talya’ significa, não só «cordeiro», mas também «servo», «filho» e «pão». Aí está traçada a identidade de Jesus.

4. O Espírito de Deus entra na nossa história, descendo e permanecendo na humanidade de Jesus. A humanidade de Jesus é a porta por onde entra em nossa casa o Espírito de Deus. É esta novidade que, do seu posto de sentinela, João Batista está a ver (verbo no perfeito grego), e dela dá testemunho (verbo no perfeito grego). Entenda-se bem: João Batista dá testemunho, não porque viu e já não vê, mas porque viu e continua a ver, exatamente como as testemunhas de Jesus Ressuscitado (João 20). O Filho de Deus feito Homem, sobre quem desce e permanece o Espírito de Deus, Vem ao nosso encontro em Bethabara, para nos fazer entrar em Casa, na Terra Prometida.

5. Cordeiro, Servo, Filho, Pão: eis Jesus, manso e dócil, nosso irmão e nosso alimento. O «Segundo Canto do Servo do Senhor» (Isaías 49,1-6), em que Hoje se espelha o Evangelho, já mostra este Servo de Deus, libertado do serviço entre os povos estrangeiros, para se colocar exclusivamente ao serviço do Senhor, que, por isso e para isso, o pode chamar «meu Servo» (Isaías 49,3 e 6). A sua missão será reconduzir Israel para Deus, de quem se tinha afastado física, moral e espiritualmente (Isaías 49,5). Fica, todavia, logo claro que não é suficiente proceder à reunião dos filhos de Abraão. É necessário ir mais longe e refazer o mundo dos filhos de Adam. É necessário ser a Luz das nações, como Jesus (Lucas 2,32) e todos os seus escolhidos e enviados.

6. Veja-se Paulo, que faz sua a missão do Servo Israel de ser Luz das nações até aos confins da terra (Atos 13,47). É nesse rastro de Luz que chega um dia a Corinto para lá acender a Luz de Cristo, Senhor Nosso, e velar por essa Luz que arde nas entranhas. É por isso que hoje escutamos também o princípio da correspondência que Paulo estabelece com a comunidade de Corinto (1 Coríntios 1,1-3).

IN: Mesa de Palavra

8 grupos de adolescentes querem aprender a dizer "Say Yes"

Projeto de Catequese com adolescentes rumo à JMJ Lisboa 2022 "Say Yes" já caminha na nossa Paroquia como 8 grupo
 Grupo VER (Santa Luzia);
Grupo SER (Santo António);
Grupo SIM (Nossa Senhora da Conceição);
Grupo ESCUTA (CNE); 
Grupos CAMINHO -VERDADE -VIDA- SAL ( 4 grupos da Igreja)
Este projeto do Sector da Catequese do Patriarcado apresenta uma proposta para a catequese com adolescentes, apoiada pelo Secretariado Nacional de Catequese e disponibilizada a todo o país, com a duração de três anos.

 O novo projeto "segue a história da JMJ nas suas diversas etapas" e inspira-se no "recente sínodo sobre os jovens e na Exortação Apostólica Cristo Vive" para valorizar "o caminho de discernimento da própria vocação como resposta ao chamamento de Deus, expresso no seu título 'Say Yes: aprender a dizer sim'.

Ler artigo completo em: EDUCRIS onde poderá também fazer o download do programa.

 Está igualmente disponível em FAQ's uma página onde poderá encontrar resposta às questões mais frequentes acerca do projecto Say Yes.

Nós também procuramos facilitar a procura dos catequistas e fizemos download dos documentos da 1ª etapa para a formação dos catequistas podes ver aqui
E alguns da 2º etapa clica aqui

O vídeo é da 1ª etapa.nao deixes de ver recomendo

"1º Dia - Reconciliação: Atirando a carga ao mar"

Aqui encontras os subsídios para rezar em família ou em comunidade no teu grupo paroquial, ou mesmo ai no teu quarto "se acreditas nunca estás só"
DIA 1
Reconciliação: Atirando a carga ao mar

Atos 27,18-19.21
No dia seguinte, como fossemos sempre violentamente sacudidos pela tempestade, jogou-se carga ao mar e, no terceiro dia, com as próprias mãos, os marinheiros abateram o aparelho do navio... Havia muito tempo que não tínhamos comido nada, quando Paulo, de pé no meio deles, lhes disse: Estais vendo, meus amigos, fora melhor terdes seguido o meu conselho, não deixar Creta e fazer assim a economia dessas prejuízos e dessas perdas.
Salmo 85

Lucas 18,9-14

Reflexão
Como cristãos de diferentes Igrejas e tradições, temos infelizmente, ao longo dos séculos, acumulado muita bagagem consistindo em mútua desconfiança, amargura e suspeita.
Agradecemos ao Senhor pelo nascimento e crescimento do movimento ecumênico no século passado. Nosso encontro com cristãos de outras tradições e nossa oração comum pela Unidade Cristã nos animam a buscar reciprocamente o perdão, a reconciliação e a aceitação.
Não podemos permitir que a bagagem do nosso passado nos impeça de nos aproximarmos cada vez mais uns dos outros. É vontade do Senhor que deixemos isso de lado, para aí dar lugar a Deus!

Oração
Deus misericordioso, libertai-nos das dolorosas lembranças do passado que ferem nossa compartilhada vida cristã.
Conduzi-nos à reconciliação para que, pela força do Espírito Santo, possamos superar ódio com amor,ira com gentileza e suspeita com confiança.
Isso vos pedimos em nome de vosso amado Filho, nosso irmão Jesus. Amém

Semana de oração pelos migrantes e refugiados vítimas de naufrágios no Mediterrâneo.

No próximo sábado começa a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, uma iniciativa que se realiza anualmente de 18 a 25 de janeiro e une milhões de pessoas de várias Igrejas. Também tu estás convidado a participar, rezando por esta intenção.

Este ano, esta Semana é dedicada aos migrantes e refugiados vítimas de naufrágios no Mediterrâneo. A passagem bíblica escolhida para 2020 foi retirada do livro dos Atos dos Apóstolos (27, 18 – 28, 10), narrando o naufrágio de São Paulo a caminho de Roma, com o tema “Demonstraram uma benevolência fora do comum”.

A reflexão é proposta pelas comunidades cristãs de Malta e Gozo, a partir do relato bíblico do naufrágio de São Paulo (século I), que o levou até à ilha de Malta, onde, segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, foi tratado com “invulgar humanidade”.

“Hoje muitas pessoas estão a enfrentar terrores semelhantes nesses mesmos mares. Os lugares mencionados no texto também fazem parte das histórias de migrantes dos tempos modernos”, refere a proposta de reflexão, publicada em conjunto pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos (Santa Sé) e a Comissão Fé e Constituição do Conselho Mundial das Igrejas.

Evocando as “crises da migração”, o texto recorda que “muitos estão a fazer jornadas perigosas por terra e pelo mar para escapar a desastres naturais, guerra e pobreza. Além disso, “as suas vidas também estão expostas a imensas e indiferentes forças – não apenas naturais, mas também políticas, económicas e humanas”.

“Essa indiferença humana assume várias formas: a indiferença dos que vendem lugares em barcos inadequados para pessoas desesperadas; a indiferença que leva à decisão de não enviar barcos de socorro; a indiferença que faz mandar embora barcos de imigrantes”, refere o texto.

Perante esta dramática situação humanitária, os cristãos são convidados à “hospitalidade”, testemunhando em conjunto a “amorosa providência de Deus para todas as pessoas”.

“A nossa própria unidade cristã será descoberta não apenas mostrando hospitalidade uns aos outros, embora isso seja muito importante, mas também através de encontros amigáveis com aqueles que não partilham nossa língua, cultura ou fé”, indica a proposta de reflexão.

Esta Semana de Oração é uma das iniciativas que procura favorecer o regresso à unidade dos cristãos, quebrada no passado por cismas e ruturas.

As principais divisões entre as Igrejas cristãs ocorreram no século V, depois dos Concílios de Éfeso e de Calcedónia (Igreja copta, do Egito, entre outras); no século XI com a cisão entre o Ocidente e o Oriente (Igrejas Ortodoxas); no século XVI, com a Reforma Protestante e, posteriormente, a separação da Igreja de Inglaterra (Anglicana).

Segue a campanha de oração divulgada pela RMOP – Portugal através do site, do Instagram e do Facebook da Rede Mundial de Oração em Portugal e através do Instagram e do Facebook do Passo-a-Rezar. Reza em união com milhões de pessoas das diferentes Igrejas, pelos migrantes e refugiados que naufragaram no Mediterrâneo. (Passo a Rezar)

Folha Paroquial II Domingo Tempo Comum 19-01-2020

LÊ A FOLHA PAROQUIAL ORIGINAL CLICANDO AQUI 
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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

FESTA DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO - CUCUJAES

FESTA DO MÁRTIR S. SEBASTIÃO
Como nos anos anteriores, haverá a Eucaristia solenizada, às 21.00 horas, na Capela.


"O acolhimento transforma a vida" Acolhe e deixa-te acolher

"Jesus conhece bem este ‘clima’ de acolhimento e sabe criá-lo como ninguém. Mas também, como profundo conhecedor do dinamismo do coração humano, sabe quanto é importante deixar-se ser acolhido. A capacidade para o amor e para o serviço aos demais, dependem fundamentalmente deste dinamismo recíproco de acolher e deixar-se acolher.
Estando Jesus em viagem, entrou num povoado, e certa mulher chamada Marta, recebeu-O em sua casa. Sua irmã, Maria, ficou sentada aos pés de Jesus, escutando-Lhe a Palavra. Marta estava ocupada com muito serviço. Parando, por fim disse: “Senhor, não Te preocupa que a minha irmã me deixe sozinha a servir? Diz-lhe, pois, que me venha ajudar.” Jesus porém respondeu-lhe: “Marta, Marta, tu andas inquieta e perturbada com muitas coisas, mas uma só é necessária. Maria escolheu a melhor parte que não lhe será tirada” (Lc 10, 38-42). 

Jesus revela uma capacidade enorme para acolher e deixar que O acolham. Mostra que sabe discernir os graus e formas de acolhimento. Ele aprecia o serviço atento e acolhedor de Marta, mas exorta-a delicadamente a rever a forma como o faz e por que o faz. Não tira “a melhor parte” a Maria e nem a nega a Marta. Ele sente-se entre amigos e, como
Amigo, ajuda-os a crescer, desde dentro. 

 Sabemos como, por vezes, acolher se torna uma tarefa difícil. Acolher e deixar-se acolher implica que duas vontades se unam: a do coração (afecto) e a da razão (inteligência).
São dois dinamismos que precisam de se colocar em interacção, a fim de permitir o crescimento e a liberdade mútuas. 

Quem acolhe revela-se e permite que o outro se revele. Cria condições de diálogo e, simultaneamente, as condições de silêncio (interior), tão necessárias para que as relações humanas se estabeleçam na confiança e na simpatia.
Um bom acolhimento consegue adivinhar, ou melhor, percepcionar as necessidades do coração do(s) outro(s). 

O acolhimento gera expectativas e motiva as energias psíquicas, físicas e espirituais face
aos empreendimentos 
O acolhimento proporciona um correcto conhecimento. Este, por sua vez, desenvolve a aceitação e a integração do outro como um ser pessoal no qual “me completo”. Daí resulta uma capacidade para a doação e para o serviço que é, antes de tudo, uma escuta e resposta gratificante à vida, contribuindo para uma transformação sadia da
mesma. 
O acolhimento transforma a vida, em ordem a uma personalidade amadurecida. A serenidade e a confiança são a feliz conquista do acolhimento."

(do Guia do 1º ano catequese "Jesus gosta de mim")