domingo, 25 de abril de 2021

04º Domingo da Páscoa - Ano B - Dehonianos - 25 de abril 2021

04º Domingo da Páscoa - Ano B - Dehonianos
4º DOMINGO DA PÁSCOA 
 
O 4º Domingo da Páscoa é considerado o “Domingo do Bom Pastor”, pois todos os anos a liturgia propõe, neste domingo, um trecho do capítulo 10 do Evangelho segundo João, no qual Jesus é apresentado como “Bom Pastor”. É, portanto, este o tema central que a Palavra de Deus põe, hoje, à nossa reflexão. 

odres nuevos
O Evangelho apresenta Cristo como “o Pastor modelo”, que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas, até ser capaz de dar a vida por elas. As ovelhas sabem que podem confiar n’Ele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. O que é decisivo para pertencer ao rebanho de Jesus é a disponibilidade para “escutar” as propostas que Ele faz e segui-l’O no caminho do amor e da entrega. 

A primeira leitura afirma que Jesus é o único Salvador, já que “não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos” (neste “Domingo do Bom Pastor” dizer que Jesus é o “único salvador” equivale a dizer que Ele é o único pastor que nos conduz em direcção à vida verdadeira). Lucas avisa-nos para não nos deixarmos iludir por outras figuras, por outros caminhos, por outras sugestões que nos apresentam propostas falsas de salvação. 

Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de João convida-nos a contemplar o amor de Deus pelo homem. É porque nos ama com um “amor admirável” que Deus está apostado em levar-nos a superar a nossa condição de debilidade e de fragilidade. O objectivo de Deus é integrar-nos na sua família e tornar-nos “semelhantes” a Ele.

sábado, 24 de abril de 2021

Vocações: Vida religiosa contemplativa é «um serviço à Igreja e ao mundo» (c/vídeo)

Vocações: Vida religiosa contemplativa é «um serviço à Igreja e ao mundo» (c/vídeo):

 Segundo a irmã Ana Sofia, da Ordem das Carmelitas Descalças, a vocação Carmelita é semelhante “às turbinas de uma barragem”, que não se veem, mas se parassem não havia eletricidade.

 “As Carmelitas também oferecem a sua vida no silêncio da vida claustral, ninguém as vê mas se elas deixassem de rezar faltaria muito ao mundo. 
A Carmelita leva a toda a humanidade a fé, a esperança e o amor de Deus, mesmo sem que eles o saibam”, acrescentou. 

 A irmã Ana Sofia explica que a sua vocação é oferecer “toda a vida a Deus em benefício da humanidade”, rezando pelos problemas e necessidades de todo o mundo e “testemunhar ao mundo quem a Deus tem nada lhe falta porque só a Deus basta”.


JMJ 2023: Coordenador-geral convida jovens portugueses a participar em «experiência única»

JMJ 2023: Coordenador-geral convida jovens portugueses a participar em «experiência única»: Évora, 24 abr 2021 (Ecclesia)
 – D. Américo Aguiar, coordenador-geral da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) de 2023, que vai decorrer em Lisboa, convidou os jovens de Portugal a fazer parte desta “experiência única na vida”.
 
  “Vai ser uma jornada inesquecível”, referiu o bispo auxiliar de Lisboa, responsável pela área logística do Comité Organizador Local (COL) da JMJ 2023, falando na igreja de São Francisco, em Évora, na noite de sexta-feira. O espaço foi inaugurado como “Igreja JMJ” da arquidiocese alentejana, numa cerimónia com transmissão nos canais digitais, organizada pelo Departamento Diocesano da Pastoral Juvenil.
 
 D. Américo Aguiar, presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, reafirmou a convicção de que esta será a “melhor” jornada de sempre e vai “revolucionar o que é a presença e a organização dos jovens”, na Igreja e na sociedade.
  
“Somos capazes de fazer o melhor, quando queremos”, apontou.
  O coordenador-geral destacou a importância das chamadas “pré-jornadas” nas várias dioceses portuguesas, acolhendo jovens de todo o mundo no verão de 2023.
 
 “Todos estamos convocados”, realçou, sublinhando a necessidade de que cada diocese “faça a sua parte” para ir ao encontro de quase 2 milhões de jovens em Portugal.

Fotografias dos terços da JMJ Lisboa 2023.
Lisboa, 31 de Março de 2021.
FILIPE AMORIM


Portugal: Bispos católicos enviam mensagem às mães, em «tempo de incerteza»

Portugal: Bispos católicos enviam mensagem às mães, em «tempo de incerteza»: Lisboa, 24 abr 2021 (Ecclesia)
 – A Comissão Episcopal do Laicado e Família (CELF), da Igreja Católica em Portugal, enviou uma mensagem às mães do país, evocando as situações de luto e a crise provocada pela pandemia. 

 “Neste tempo de incerteza, confiamos as mães a Maria, que é a mãe de todas as mães. Recordamos as mães que deram à luz durante a pandemia, mães que perderam o emprego ou rendimentos, mães que perderam filhos e estão de luto, mães que lutaram e lutam pela saúde da sua família, mães cuidadoras de idosos e de pessoas com deficiência”, refere o texto, publicado por ocasião do Dia da Mãe de 2021 (2 de maio).

 A mensagem, intitulada ‘A arte de ser mãe’, sublinha a necessidade de oferecer “um mundo aos filhos”, que seja “cheio de valores, de esperança e sonhos”.

 “Como ninguém, as mães são capazes de se doar, de perdoar, de compreender, de aceitar e não julgar”, apontam.

segunda-feira, 19 de abril de 2021

"SONHAR OS SONHOS DE DEUS" . ATREVESTE?

Clica e lê 



REZA 


Portugal: Igreja celebra Semana das Vocações, sensibilizando comunidades católicas para tema «esquecido ou secundarizado» (c/vídeo)

Portugal: Igreja celebra Semana das Vocações, sensibilizando comunidades católicas para tema «esquecido ou secundarizado» (c/vídeo):
(...)
 Na Igreja Católica, a Vida Consagrada é constituída por homens e mulheres que se comprometeram, pública e oficialmente, a viver (individualmente ou em comunidade) os votos de pobreza, castidade e obediência para toda a vida; hoje inclui leigos, sacerdotes, religiosas e religiosos.

 “Estamos certos de que o Senhor continua a chamar e sabemos também que esse chamamento é atraente e fascinante”, escreve o bispo de Vila Real. O responsável destaca a importância de um processo de discernimento “bem acompanhado”, que possa levar a “decisões livres, corajosas e sempre sustentadas no amor e na fidelidade de Deus”.

sábado, 17 de abril de 2021

Liturgia - Dehonianos - 3º Domingo da Páscoa 18 de abril 2021

Liturgia - Dehonianos:

 
EVANGELHO - Lc 24,35-48
 Naquele tempo, os discípulos de Emaús
 contaram o que tinha acontecido no caminho
 e como tinham reconhecido Jesus ao partir do pão. Enquanto diziam isto
 Jesus apresentou-Se no meio deles e disse-lhes: «A paz esteja convosco».
 Espantados e cheios de medo, julgavam ver um espírito. Disse-lhes Jesus:
 «Porque estais perturbados
 e porque se levantam esses pensamentos nos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés: sou Eu mesmo;
 tocai-Me e vede: um espírito não tem carne nem ossos
Como vedes que Eu tenho».
 Dito isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E como eles, na sua alegria e admiração,
não queriam ainda acreditar, perguntou-lhes:
 «Tendes aí alguma coisa para comer?» Deram-Lhe uma posta de peixe assado,
que Ele tomou e começou a comer diante deles. Depois disse-lhes:
 «Foram estas as palavras que vos dirigi, quando ainda estava convosco:
 'Tem de se cumprir tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos
 Abriu-lhes então o entendimento
 para compreenderem as Escrituras
e disse-lhes:
 «Assim está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia,
e que havia de ser pregado em seu nome
o arrependimento e o perdão dos pecados
a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois as testemunhas de todas estas coisas».

domingo, 11 de abril de 2021

Liturgia - Dehonianos - 2 Domingo da Páscoa 11de Abril 2021

Liturgia - Dehonianos: Tema do 2º Domingo da Páscoa 


A liturgia deste domingo apresenta-nos essa comunidade de Homens Novos que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição. 

Na primeira leitura temos, numa das "fotografia" que Lucas apresenta da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado. 

No Evangelho sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d'Ele que a comunidade se estrutura e é d'Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo. 

A segunda leitura recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d'Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.

sexta-feira, 2 de abril de 2021

Covid-19: Papa leva sofrimento das crianças na pandemia à Via-Sacra de Sexta-feira Santa


"A Igreja Católica evoca hoje a morte de Jesus, este ano com uma intenção especial pelos doentes, pelos defuntos e os que sofreram alguma perda por causa da pandemia. Este é um tempo de oração, penitência e jejum, no qual se recordam também as dores do mundo. E são tantas…
Num dos momentos mais marcantes deste dia, mediaticamente, o Papa vai presidir à Via-Sacra (20h00 em Lisboa) na Praça de São Pedro,(clica e podes ler a Via Sacra) com inéditas reflexões para cada estação, escritas por crianças. Também elas nos falam sobre os seus sofrimentos."

Covid-19: Papa leva sofrimento das crianças na pandemia à Via-Sacra de Sexta-feira Santa: Cidade do Vaticano, 02 abr 2021 (Ecclesia) – A Via-Sacra desta Sexta-feira Santa, no Vaticano, vai contar este ano com meditações de crianças italianas, que evocam problemas na escola e mortes provocadas pela pandemia de Covid-19.

“No último ano, não voltamos a visitar os nossos avós com a família; os meus pais dizem que é perigoso, poderíamos fazê-los adoecer de covid. Sinto falta deles! Tal como sinto falta das amigas de voleibol e do escutismo. Muitas vezes sinto-me sozinha”, refere um dos textos propostos para a celebração, que este ano decorre na Praça de São Pedro e não no Coliseu de Roma, à imagem do que aconteceu em 2020, devido às medidas sanitárias em vigor na Itália. 
mmm A preparação dos textos e desenhos para esta Via-Sacra envolveu 500 crianças e adolescentes da catequese da paróquia romana dos Santos Mártires de Uganda,;145 esceteiros do grupo Agesci de “Foligno I”, na Itália; 30 crianças e jovens da casa-família “Tetto Casal Fattoria”, em Roma; e oito crianças, entre os 3 e 8 anos de idade, da casa “Mater Divini Amoris”, também na capital italiana.

"Jesus inclinou a cabeça" -Taizé

quinta-feira, 1 de abril de 2021

TRÍDUO PASCAL 2021 - TODOS JUNTOS ARCA D´ALIANÇA

TRÍDUO PASCAL


Prudência e segurança na procura do novo normal!
Estamos todos no mesmo barco. Ninguém se salva sozinho (Papa Francisco)

TODOS JUNTOS ARCA D´ALIANÇA 


Dia 1 Quinta-feira Santa ás 21.00 horas, na Igreja Paroquial – Eucaristia da Ceia do Senhor, com evocação do Lava-Pés e do Mandamento  Amor Cristão.  Adoração do SSmo. Sacramento, Desnudação dos altares.

Dia 2 Sexta-feira Santa – Dia de jejum e de abstinência.
Às 9.00 horas, na Igreja – Laudes cantadas.
Às 15.00 horas – Celebração da Paixão do Senhor.

Dia 3 Sábado Santo – Às 9.00 horas, na Igreja – Laudes cantadas. 
Às 21horas: Solene Vigília Pascal, na Igreja. 

Dia 4 DOMINGO DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR. Eucaristias nas Capelas como aos Domingos;
Na Igreja  às 10.00 horas. Na Igreja, às 11.30 e às 18.00 horas.

quarta-feira, 31 de março de 2021

Vaticano: Papa apresenta «guia» para viver o Tríduo Pascal num mundo em «trevas»

Vaticano: Papa apresenta «guia» para viver o Tríduo Pascal num mundo em «trevas»: Cidade do Vaticano, 31 mar 2021 (Ecclesia)
 – O Papa evocou hoje no Vaticano os “crucificados” da atualidade, vítimas da fome, da guerra, da pandemia, numa reflexão sobre o Tríduo Pascal, o centro do calendário católico, que se inicia nesta Quinta-feira Santa. 

 “Vamos recordar todas as guerras que se estão a fazer neste momento; todas as crianças que morrem de fome, que não têm acesso à Educação; populações inteiras destruídas pelas guerras, o terrorismo; tantas, tantas pessoas que, por se sentirem um pouco melhor, têm necessidade da droga; a indústria da droga, que mata. É uma calamidade, um deserto”, referiu, na audiência geral transmitida desde a biblioteca do Palácio Apostólico.

Francisco sublinhou que a Páscoa vai ser vivida, pelo segundo ano consecutivo, em contexto da pandemia. 
“Em tantas situações de sofrimento, especialmente quando quem as padece são indivíduos, famílias e populações já provados pela pobreza, calamidades ou conflitos, a Cruz de Cristo é como um farol que aponta o porto aos navios ainda a flutuar num mar tempestuoso”, sustentou. 

O Papa falou de um “Calvário de morte” em que Jesus sofre de novo, “nos seus discípulos”. 
 “Ao adorarmos a Cruz, reviveremos o caminho do Cordeiro inocente, imolado para a nossa salvação. Teremos na mente e no coração o sofrimento dos doentes, dos pobres, dos descartados deste mundo; recordaremos os ‘cordeiros imolados’, vítimas inocentes de guerras, ditaduras, violência diária, abortos”, elencou. 

Francisco afirmou que estes “crucificados de hoje” são a imagem de Jesus Crucificado que a Igreja recorda na celebração de Sexta-feira Santa, ao evocar a sua morte. 
 “Levaremos diante da imagem do Deus crucificado, em oração, os muitos, demasiados crucificados de hoje, que só dele podem receber o conforto e o significado do seu sofrimento. E hoje há tantos”, indicou. 

Desde que Jesus tomou sobre si as chagas da humanidade e da própria morte, o amor de Deus irrigou estes nossos desertos, iluminou estas nossas trevas. Porque o mundo está em trevas”. 

O Papa apontou à “alegria pascal”, com a celebração da Ressurreição de Jesus e a “a certeza de que o bem triunfa sempre sobre o mal, que a vida vence sempre a morte”. 

Francisco recordou que os discípulos “duvidavam, não acreditavam” e foi Maria Madalena a “apóstola da ressurreição”, ao contrário dos soldados que guardavam o túmulo e se deixaram corromper, trocando a verdade pelo dinheiro.
“Pensemos nas tantas vezes em que homens e mulheres, cristãos, foram pagos para não reconhecer, na prática, a Ressurreição de Cristo, e não fazem o que Jesus nos pediu para fazer, como cristãos”, advertiu. 

No final do encontro, o Papa deixou uma saudação aos ouvintes de língua portuguesa. 
“Celebrando os mistérios centrais da nossa fé, exorto-vos uma vez mais a não permitirdes nunca que vos roubem a esperança e a alegria trazidas por Cristo com a sua vitória sobre a morte. A todos desejo uma santa e proveitosa celebração do tríduo da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor”, afirmou.

sábado, 27 de março de 2021

A Esperança da Páscoa

A Esperança da Páscoa: Mensagem do Conselho Permanente da CEP 

 A celebração anual da Páscoa do Senhor é o dia por excelência da passagem à vida nova, a festa das festas cristãs. Por isso, o grito da Igreja que nasceu da Páscoa está inundado pela admiração, exultação e alegria: «este é o dia que o Senhor fez: exultemos e cantemos de alegria» (Salmo 117). O encontro com o Ressuscitado transfigura o coração e é a razão para acolher o precioso dom e o compromisso da fraternidade e do cuidado integral. Infelizmente, pelo segundo ano consecutivo, o anúncio pascal chega em tempo de crise pandémica, que desterra a paz e a felicidade. Da Quaresma à Páscoa é uma grande peregrinação de Esperança. Todavia, como interpela o Papa Francisco: «Há cristãos que parecem ter escolhido viver uma Quaresma sem Páscoa. Reconheço, porém, que a alegria não se vive da mesma maneira em todas as etapas e circunstâncias da vida, por vezes muito duras. Adapta-se e transforma-se, mas sempre permanece pelo menos como um feixe de luz que nasce da certeza pessoal de, não obstante o contrário, sermos infinitamente amados. Compreendo as pessoas que se vergam à tristeza por causa das graves dificuldades que têm de suportar, mas aos poucos é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta, mas firme confiança, mesmo no meio das piores angústias» (Evangelii Gaudium 6).

Apesar desta situação dolorosa, não deixemos que se extinga a esperança da Páscoa! Sem ela a vida torna-se árida, insuportável, sem sentido. Cristo ressuscitado e glorioso é a fonte profunda da nossa esperança viva. «A sua ressurreição não é algo do passado; contém uma força de vida que penetrou o mundo. Onde parecia que tudo morreu, voltam a aparecer por todo o lado os rebentos da ressurreição. É uma força sem igual. (…) Cada dia, no mundo, renasce a beleza, que ressuscita transformada através dos dramas da história. (…) Esta é a força da ressurreição» (EG 276) que trespassa a nossa vida e a nossa história. Não fiquemos à margem desta esperança viva! Peçamos ao Espírito Santo que «vem em auxílio da nossa fraqueza» (Romanos 8, 26) para fazer brotar em cada um sementes de vida nova.

Páscoa: Bispo de Beja convida a celebrar «festa das festas», apesar das limitações da pandemia

Páscoa: Bispo de Beja convida a celebrar «festa das festas», apesar das limitações da pandemia: D. João Marcos desafia os católicos a festejar a Páscoa “nas paróquias e nas famílias”. 

 “Desejo-vos a alegria de quem, ressuscitado com Cristo, deixou de viver para si mesmo. Nós sabemos que passamos da morte para a Vida porque amamos os irmãos”, conclui.

 A Páscoa é a festa central dos cristãos e já no século II há notícia da sua celebração anual; tem as suas raízes na saída do Povo de Israel do Egito, relatada no livro bíblico do Êxodo, e estava ligada a um calendário lunar, não ao atual calendário solar de 12 meses: nos primeiros séculos, as Igrejas do Oriente celebravam a Páscoa como os judeus, no dia 14 do mês de Nisan, ao passo que as do Ocidente a celebravam sempre ao domingo.

O Concílio de Niceia, no ano 325, apresentou prescrições sobre o prazo dentro do qual se pode celebrar a Páscoa – o primeiro domingo depois da lua cheia que se segue ao equinócio da primavera (4 de abril, em 2021).

sexta-feira, 26 de março de 2021

Domingo de Ramos 28-03-2021


"Domingo de Ramos 
A caminho da Páscoa em família e com as famílias, *************em comunhão com a COMUNIDADE. 
Guião para celebrarem uma oração em família. Clique aqui 

MENSAGEM
 «Em Cristo, o Servo Sofredor, cumpre-se, com o dom da Sua própria vida, a promessa da nova Aliança: graças ao Sangue de Jesus mudam-se os corações e é-nos dado o Espírito de Deus.
Pode perspetivar-se aqui a Cruz, como arco quebrado e novo arco-íris, que liga o céu e a terra, Deus e os homens» (Bento XVI, Homilia no Domingo de Ramos, 9.4.2006).

SOMOS convidados a
 -Realizar a Liturgia Familiar proposta e/ou adaptada
 -Decorar a Cruz e, junto dela, colocar o vaso onde germina a semente (cf. 1.º Domingo da Quaresma).
 -Programar a participação da família nas celebrações comunitárias do Tríduo Pascal (de modo presencial, se tal já for possível). 
-Preparar, com mais cuidado, as diversas celebrações do Tríduo Pascal na igreja doméstica (de acordo com as propostas apresentadas).
-Partilhar as nossas dificuldades em permanecer fiéis aos compromissos e descobrir como o diálogo em família, a oração e os sacramentos (sobretudo os da Eucaristia e da Reconciliação) nos podem ajudar a superar tais dificuldades.
-Realizar uma via-sacra, com as 14 ou 15 estações marcadas em diversos lugares, dentro e ao redor da casa. 
-Colocar um ramo de oliveira, à porta de casa."

Via Sacra com Maria - Passo a Rezar

É minha companhia diária fiz download da Via Sacra com Maria para o meu telemóvel e caminho rezando com os fones nos ouvidos.
O meu coração encheu-se de paz e louvor, e gratidão- "ninguém tem maior amor..."deixo-te aqui o link e ficheiro Santa Quaresma!
  Passo a rezar

"A Via-Sacra faz parte das tradições mais acarinhadas pelos católicos, sobretudo durante a quaresma. É um exercício espiritual – e, em alguns casos, também físico – que ajuda quem o faz a reviver a paixão e morte do Senhor Jesus, acompanhando Aquele que deu a vida pela humanidade e aprendendo d’Ele o “caminho da cruz”, o caminho de todos os homens e mulheres, mais ainda de todos os cristãos.

Susana Arrais e João Chaves dão voz e sentimento a esta Via-Sacra surpreendente. Em cada estação é Maria, a Mãe de Jesus, quem toma a palavra... e é imensa a dor desta Mulher trespassada pelos sofrimentos do seu Filho.

Maria é a imagem viva de todas as mães dolorosamente marcadas pelas dores dos seus filhos e filhas. Vais querer fazer com ela este “caminho da cruz”... que não te vai deixar indiferente."
 

sábado, 20 de março de 2021

VIDA PAROQUIAL: HORARIOS DAS EUCARISTIAS QUARESMA 2021

 Caríssimos Paroquianos: 

A Eucaristia nos dias de semana nas Capelas, só começam na terça feira depois da Páscoa ou seja, no dia 6 de Abril nas horas do costume ( 19.00).

ATÉ LÁ MISSA NA IGREJA SEMANA: Todos os dias às 18.00 (pois já há intenções marcadas até 31 de março).

AS EUCARISTIAS continuam nas CAPELAS somente aos domingos nas horas do costume ou seja:
. Mártir. 9.00
- Santa Luzia  9.15
- Santo Antônio  9.30
- Nossa Senhora da Conceição 10.30

NA IGREJA aos Sábados Eucaristia às 11.00 h

 DOMINGOS -Eucaristia às 8.00; 10.00; 11.30h

 NO DOMIMGO DE RAMOS
EUCARISTIA na Igreja e Capelas nos horários de domingo.
Não há procissão de ramos em nenhuma Capela ou Igreja (conforme diretrizes da Conferencia  Episcopal e DGS).

SEMANA SANTA terá os horários seguintes:
Quinta feira Santa. 21.00 h
Sexta feira Santa...15.00 h
Sábado Santo/ VIGÍLIA PASCAL 21.00

DOMINGO DE PÁSCOA -  Eucaristia nas Capelas no horário dos outros domingos
 Na igreja:10.00; 11.30; 18.00.

No Dia Domingo de Páscoa não há Visita Pascal (conforme orientações da CEP e DGS).

Votos de Santa Quaresma para todos.
São José rogai por nós!

terça-feira, 16 de março de 2021

Eucaristias no Dia de São José na Igreja e em Santa Luzia 19.03.2021


No próximo dia 19 Dia de São José e do Pai 
- Eucaristia na Igreja ás 18h
- Capela de Santa Luzia Eucaristia solenizada as 21 horas ( devido á restauração do altar de S.José) 

TODAS AS REGRAS DA DGS E DA CEP SÃO RESPEITADAS

Neste dia, tanto na Igreja com na Capela Santa Luzia, serão distribuídas as Pagelas com a Oração de São José para celebrar os 150 anos da declaração do Esposo de Maria como Padroeiro da Igreja Católica,

o Papa Francisco convocou o “Ano de São José” Rezarão a oração no fim da Eucaristia a fim de alcançar o dom da Indulegência Plenária ao longo deste ano.

Nas missas de Domingo,dia 21 ,as Pagelas com a oração serão também distribuídas.

Salve, guardião do Redentor
e esposo da Virgem Maria!
A vós, Deus confiou o seu Filho;
em vós, Maria depositou a sua confiança;
convosco, Cristo tornou-Se homem.

Ó Bem-aventurado José, mostrai-vos pai também para nós
e guiai-nos no caminho da vida.
Alcançai-nos graça, misericórdia e coragem,
e defendei-nos de todo o mal. Amen.

segunda-feira, 15 de março de 2021

Solenidade de São José, esposo da Santíssima Virgem Maria, 19-03-2021

Eucaristia às 18h na Igreja Paroquial
 


O culto litúrgico a S. José celebra-se, pelo menos, desde o século IV, quando Santa Helena lhe dedicou uma igreja. 
No Oriente, celebrava-se, a partir do século IX, uma festa em sua honra. 
No Ocidente o culto é mais tardio. No século XII, é celebrado entre os Beneditinos. 
No século XII, é celebrado entre os Carmelitas, que o propagam na Europa. 
No século XV, João Gerson e S. Bernardino de Sena são os seus fervorosos propagandistas. 

Santa Teresa de Jesus era uma devota fervorosa de S. José e muito promoveu o seu culto. S. José, descendente de David, era provavelmente de Belém. Por motivos familiares ou de trabalho, transferiu-se para Nazaré e tornou-se esposo de Maria. 
O anjo de Deus comunicou-lhe o mistério da incarnação do Messias no seio de Maria, e José, homem justo, aceitou-o apesar da dura crise por que passou. 
Indo a Belém para o recenseamento, lá nasceu o Menino Jesus. Pouco depois, teve de fugir com ele para o Egipto, donde regressou a Nazaré.

Quando Jesus tinha doze anos, vemos José e Maria em Jerusalém, onde perdem o filho e acabam por o reencontrar entre os doutores do templo. A partir deste episódio, os evangelhos nada mais dizem sobre José. É possível que tenha morrido antes de Jesus iniciar a sua vida pública. S. José é padroeiro da Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus,

domingo, 14 de março de 2021

Vaticano: Papa destaca início do «Ano Amoris Laetitia» e pede mais atenção para as famílias


Vaticano: Papa destaca início do «Ano Amoris Laetitia» e pede mais atenção para as famílias: Cidade do Vaticano, 14 mar 2021 (Ecclesia) – O Papa destacou hoje no Vaticano o início do “ano especial” dedicado à família, a partir de 19 de março de 2021, assinalando o 5.º aniversário da exortação ‘Amoris Laetitia’, resultado de duas assembleias do Sínodo dos Bispos.

 “Convido a um impulso pastoral renovado e criativo para colocar a família no centro das atenções da Igreja e da sociedade”, pediu Francisco, desde a janela do apartamento pontifício, no final da recitação da oração do ângelus.

O Papa disse que este quer ser um “ano especial para crescer no amor familiar”. 

 “Rezo para que cada família possa sentir, na própria casa, a presença viva da Sagrada Família de Nazaré, que enche as nossas pequenas comunidades domésticas de amor sincero e generoso, fonte de alegria, mesmo nas provações e dificuldades”, acrescentou.

O ano especial foi convocado a 27 de dezembro de 2020, dia em que a Igreja Católica celebrava a festa litúrgica da Sagrada Família (primeiro domingo depois do Natal).

A iniciativa começa na solenidade de São José (19.03.2021) e decorre até à celebração do X Encontro Mundial das Famílias, em Roma (26.06.2022).

O Papa publicou a 8 de abril de 2016 a sua exortação apostólica sobre a Família, ‘Amoris laetitia’ (A Alegria do Amor), uma reflexão que recolhe as propostas de duas assembleias do Sínodo dos Bispos (2014 e 2015) e dos inquéritos aos católicos de todo o mundo.

 Ao longo de nove capítulos, em mais de 300 pontos, Francisco dedica a sua atenção à situação atual das famílias e os seus numerosos desafios, desde o fenómeno migratório à “ideologia de género”; da cultura do “provisório” à mentalidade “antinatalidade”, passando pelos dramas do abuso de menores.

A exortação apresenta um olhar positivo sobre a família e o matrimónio, face ao individualismo que se limita a procurar “a satisfação das aspirações pessoais”.

O Papa observa que a apresentação de “um ideal teológico do matrimónio” não pode estar distante da “situação concreta e das possibilidades efetivas” das famílias “tais como são”, desejando que o discurso católico supere a “simples insistência em questões doutrinais, bioéticas e morais”.

Nesse sentido, propõe uma pastoral “positiva, acolhedora” e defende um caminho de “discernimento” para os católicos divorciados que voltaram a casar civilmente, sublinhando que não existe uma solução única para estas situações.

Em Portugal, várias dioceses que publicaram documentos sobre a aplicação das propostas para a pastoral familiar, após as duas assembleias sinodais (2014 e 2015) sobre o tema, nomeadamente no que respeita ao capítulo VIII da ‘Amoris Laetitia’.

A Santa Sé preparou, para o ano especial dedicado às famílias, um conjunto de propostas espirituais, pastorais e culturais, além de 12 percursos de reflexão.

Cinco leituras de Quaresma ao revisitar «Des hommes et des dieux»

Cinco leituras de Quaresma ao revisitar «Des hommes et des dieux»: A Igreja Católica em diálogo com a arte e o pensamento.

quinta-feira, 11 de março de 2021

Regresso das Eucaristias com a presença da assembleia na nossa Paroquia a partir de 15-03-2021

 


Boas noticias 

Vamos retomar as Eucaristias com a presença da assembleia, mantendo todas as orientações da DGS e da Conferencia Episcopal

vamos começar a desconfinar com muito cuidado e dando sempre graças a Deus por nos conceder esta oportunidade de participar presencialmente na Santa Missa.

É já segunda feira Missa na nossa Igreja às 18h mantendo-se neste horário nos dias de semana.

Louvado seja Deus!  

Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa - Missas com assembleia a partir de 15-03-2


Comunicado do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa: 
O Conselho Permanente refletiu sobre a situação atual da pandemia e decidiu que as celebrações da Eucaristia com a presença da assembleia sejam retomadas a partir do dia 15 de março, observando as orientações da Conferência Episcopal Portuguesa de 8 de maio de 2020, em consonância com as normas das autoridades de saúde. Quanto à celebração doutros sacramentos, observem-se as normas de segurança e de saúde referidas nas mesmas orientações.

Nesta fase evitar-se-ão procissões e outras expressões da piedade popular, como as “visitas pascais” e a “saída simbólica” de cruzes, de modo a evitar riscos para a saúde pública. 

A Assembleia Plenária da CEP de 12-15 de abril de 2021 reavaliará estas orientações, tendo em conta a situação de pandemia no país. 

 Na sequência da Nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (17.2.2021), apresentamos algumas orientações para as celebrações da Semana Santa

 Para o Domingo de Ramos, a Comemoração da entrada de Jesus em Jerusalém seja celebrada com a segunda forma prevista pelo Missal Romano. Evitem-se os ajuntamentos dos fiéis; os ministros e os fiéis tenham nas mãos o ramo de oliveira ou a palma que trazem consigo; de nenhum modo seja permitido a entrega ou a troca de ramos. Onde for oportuno utilize-se a terceira forma do Missal Romano, que comemora de forma simples a entrada do Senhor em Jerusalém

A Missa crismal seja celebrada na manhã de Quinta-feira Santa ou, segundo o costume de algumas Dioceses, na Quarta-feira de tarde. Se não for possível «uma representação significativa de pastores, ministros e fiéis», o Bispo diocesano avalie a possibilidade de transferi-la para outro dia, de preferência dentro do Tempo Pascal.

 A Quinta-feira Santa, na Missa vespertina da “Ceia do Senhor” omita-se o lava-pés. No final da celebração, o Santíssimo Sacramento poderá ser levado, como se prevê no rito, para o lugar da reposição numa capela da igreja onde se possa fazer a adoração, no respeito das normas para o tempo da pandemia.

A Sexta-feira Santa, retomando a indicação do Missal Romano (“Em caso de grave necessidade pública, pode o Ordinário do lugar autorizar ou até decretar que se junte uma intenção especial”), o Bispo introduza na oração universal uma intenção «pelos doentes, pelos defuntos e pelos doridos que sofreram alguma perda». O ato de adoração da Cruz mediante o beijo seja limitado só ao presidente da celebração.
 A Vigília pascal poderá ser celebrada em todas as suas partes como previsto pelo rito.

sábado, 6 de março de 2021

Liturgia - Dehonianos 3º Domingo da Quaresma 7-03-2021

Liturgia - Dehonianos: A liturgia do 3º Domingo da Quaresma dá-nos conta da eterna preocupação de Deus em conduzir os homens ao encontro da vida nova. 
Nesse sentido, a Palavra de Deus que nos é proposta apresenta sugestões diversas de conversão e de renovação. 

Na primeira leitura, Deus oferece-nos um conjunto de indicações ("mandamentos") que devem balizar a nossa caminhada pela vida. São indicações que dizem respeito às duas dimensões fundamentais da nossa existência: a nossa relação com Deus e a nossa relação com os irmãos. 

Na segunda leitura, o apóstolo Paulo sugere-nos uma conversão à lógica de Deus... É preciso que descubramos que a salvação, a vida plena, a felicidade sem fim não está numa lógica de poder, de autoridade, de riqueza, de importância, mas está na lógica da cruz - isto é, no amor total, no dom da vida até às últimas consequências, no serviço simples e humilde aos irmãos. 

No Evangelho, Jesus apresenta-Se como o "Novo Templo" onde Deus Se revela aos homens e lhes oferece o seu amor. Convida-nos a olhar para Jesus e a descobrir nas suas indicações, no seu anúncio, no seu "Evangelho" essa proposta de vida nova que Deus nos quer apresentar.

Iraque: Papa reza pelos mártires do último século e os que sofrem «perseguições» por causa da fé em Jesus


Iraque: Papa reza pelos mártires do último século e os que sofrem «perseguições» por causa da fé em Jesus: Bagdade, 06 mar 2021 (Ecclesia) 
(...)
– O Papa Francisco presidiu hoje à Missa na Catedral de São José, da histórica comunidade caldeia, em Bagdade, recordando os “mártires” do último século e quem sofre “perseguições” pela sua fé cristã. 

“Na cruz, [Jesus] provou ser mais forte do que o pecado; no sepulcro, derrotou a morte. Foi este mesmo amor que tornou os mártires vitoriosos na provação… E houve tantos no último século, mais do que nos anteriores”, referiu, na homilia da celebração, que decorreu com normas de distanciamento social, devido à pandemia de Covid-19.

Dezenas de pessoas acompanharam a cerimónia no exterior da catedral, ao ar livre, em lugares previamente determinados.

A primeira Missa presidida por um Papa no Iraque – e em rito caldeu, um dos mais importantes do Oriente católico – evocou todos os que “foram vítimas de preconceitos e ofensas, sofreram maus tratos e perseguições pelo nome de Jesus”. 

“Querida irmã, querido irmão, talvez olhes para as tuas mãos e te pareçam vazias, talvez sintas insinuar-se no coração a desconfiança e penses que a vida é injusta contigo. Se tal suceder, não temas! As Bem-aventuranças são para ti, para ti que estás na aflição, com fome e sede de justiça, perseguido”, referiu à assembleia.

segunda-feira, 1 de março de 2021

Myanmar: Religiosa enfrentou polícia para proteger manifestantes


Myanmar: Religiosa enfrentou polícia para proteger manifestantes: s forças de segurança de Myanmar intensificaram o uso de força para dispersar os manifestantes que protestam contra o golpe militar de 1 de fevereiro; este domingo, a polícia disparou munições reais contra os manifestantes em várias cidades, provocando pelo menos 18 mortos e dezenas de feridos.

Segundo o jornal do Vaticano, em Myitkyina, capital do estado de Kachin, os manifestantes estão nas ruas há semanas.

Este domingo, pelo menos 50 jovens foram presos na cidade, onde a polícia usou granadas de atordoamento e gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. 

O ‘Osservatore Romano’ relata que o ajuntamento chegou ao convento católico de S. Columbano, onde residem as irmãs de S. Francisco Xavier, que administram um dispensário e uma pequena clínica. 

As religiosas abriram os portões para abrigar os manifestantes e a irmã Ann Nu Thawng foi ao encontro da polícia: “Não disparem, não matem sangue inocente. Se quiserem, atinjam-me a mim”.

“A coragem da Ir. Ann permitiu que pelo menos cem manifestantes encontrassem refúgio no convento das religiosas, enquanto 40 feridos foram conduzidos à clínica anexa, onde receberam os primeiros socorros”, acrescenta o jornal do Vaticano. 

O periódico cita Patrícia Yadanar Myat Ko, uma das jovens que se abrigou no mosteiro: “Fomos salvos pela miraculosa intervenção da irmã. É uma verdadeira heroína. Devemos-lhe a vida”.

domingo, 28 de fevereiro de 2021

02º Domingo do Tempo da Quaresma – Ano B

02º Domingo do Tempo da Quaresma – Ano B: ANO B 2º DOMINGO DO TEMPO DA QUARESMA Tema do 2º Domingo do Tempo da Quaresma No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir para chegar à vida nova: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projectos, o caminho da obediência […]

Igreja: Papa destaca exemplo de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores para os jovens

Igreja: Papa destaca exemplo de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores para os jovens: Cidade do Vaticano, 27 fev 2021 (Ecclesia) – O Papa Francisco assinalou hoje que São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, padroeiro da Juventude Passionista, deixou uma “marca indelével, que perdura com toda a sua eficácia”, sendo exemplo para os jovens, também para a atual pandemia Covid-19. 
 “Sobretudo neste tempo de emergência pandémica e consequente fragilidade económica e social é preciso que os discípulos do Senhor se tornem, cada vez mais, instrumentos de comunhão e fraternidade, e que transmitam aos outros a caridade de Cristo, a ser irradiada com atitudes concretas de proximidade, ternura e dedicação”, escreveu Francisco, numa carta ao bispo de Teramo-Atri (Itália), D.Leuzzi. 
Numa mensagem para o ano jubilar do centenário da canonização de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, o Papa explicou que “ainda hoje”, este santo convida os jovens a “reconhecer em si mesmos a aspiração de viver e se realizar”. “Que não pode prescindir da procura de Deus, do encontro com a sua Palavra, sobre a qual ancorar a sua existência, do serviço aos irmãos, sobretudo dos mais frágeis”, acrescentou na carta enviada ao bispo de Teramo-Atri (Itália), D.Leuzzi, informa o portal ‘Vatican News’. 
 Francisco explica que o padroeiro da Juventude Passionista “deixou uma marca indelével, que perdura com toda a sua eficácia”, com uma vida curta “mas intensa”. “O exemplo deste jovem religioso Passionista, forte na fé, firme na esperança e ardente na caridade, possa ser um guia precioso no caminho das pessoas consagradas e dos fiéis leigos, que tendem ao amor a Deus e ao próximo”, desenvolveu. 
 São Gabriel de Nossa Senhora das Dores faleceu com 24 anos de idade, a 27 de fevereiro de 1862, na Ilha do Gran Sasso, Itália. “Gabriel foi um jovem do seu tempo, repleto de vida e entusiasmo, animado por um desejo de plenitude, que o levou, para além das realidades mundanas e efémeras, a refugiar-se em Cristo”, destaca. 
 Na manhã deste sábado, foi aberta uma ‘Porta Santa’ no Santuário de São Gabriel, em Isola del Gran Sasso – Teramo (Itália), no jubileu dos 100 anos de canonização deste jovem santo.
 “Espero que as celebrações, programadas para este centenário, possam reavivar o carinho e a devoção para com este amado Santo, testemunha exemplar do Evangelho e intercessor junto a Deus”, acrescentou o Papa. Francisco assinala que a canonização de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, pelo Papa Bento XV, colocou em evidência o “testemunho cristão, extraordinário e singular” deste santo, “apresentado como modelo para toda a Igreja, especialmente para as novas gerações”. 
 Em Portugal, a Juventude Passionista está a celebrar a festa do seu padroeiro, com diversas iniciativas como quis, catequeses, celebração da Eucaristia, um sarau, este sábado e domingo, dias 27 e 28. 

 O sítio online ‘Vatican News’ recorda que a Penitenciaria Apostólica (Santa Sé) concedeu uma indulgência plenária para quem celebra o Jubileu de São Gabriel, até 27 de fevereiro de 2022.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

LUSOFONIAS – Na mesma Arca, na mesma Barca!

LUSOFONIAS – Na mesma Arca, na mesma Barca!: A Fé leva-nos a acolher a verdade para sermos
testemunhas de Cristo vivo e solidário com os mais frágeis. Quem jejua e partilha com os mais pobres está a acumular a riqueza do Amor de Deus. A Quaresma é tempo de largarmos as amarras que nos prendem aos bens que consumimos em exagero e às informações que nos saturam e estragam, muitas vezes, as nossas relações.

A Esperança abre-nos a um futuro de misericórdia, aberto por Cristo. Deus tem a última palavra na história dos humanos. Como Pai, Deus cuida com paciência da sua Criação e faz um apelo à nossa paciência nas relações com Ele, com os irmãos e com a natureza criada, a quem maltratamos tantas vezes.

O Papa pede que, nesta Quaresma apostemos mais no perdão e na fraternidade, dizendo ‘palavras de incentivo que reconfortam, consolam, fortalecem, estimulam, em vez de palavras que humilham, angustiam, irritam e desprezam’ (FT 223).

Há que rezar mais e melhor, apostando no recolhimento que nos permite invocar de Deus inspiração e luz interior.

Finalmente, a Caridade é apresentada como a mais alta expressão da Fé e da Esperança. 
 A Caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós e aprofundar a partilha e a comunhão. Por vezes, não temos muito para partilhar, mas o nosso ‘pouco’, se for partilhado com amor, nunca acaba, mas até se transforma em reserva de vida e felicidade.

E, claro, esta Quaresma será marcada pela pandemia e suas vítimas, num número cada vez mais expressivo. Por isso, o Papa alerta: ‘viver uma Quaresma de Caridade significa cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia por causa da covid 19’. Conclui que ‘cada etapa da vida é um tempo para crer, esperar e amar’. 

A Salvação está sempre ao nosso alcance: ontem na mesma Arca, hoje na mesma Barca!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Porto: Próxima sessão do ciclo «Todos família, todos irmãos» é sobre a «Fratelli Tutti»


Porto: Próxima sessão do ciclo «Todos família, todos irmãos» é sobre a «Fratelli Tutti»:

 Porto, 22 Fev 2021 (Ecclesia) – A próxima sessão do ciclo «Todos família, todos irmãos», promovido pelo Centro de Cultura Católica do Porto, realiza-se a 02 de março, às 21h00, e tem como tema «Todos irmãos mesmo? Uma leitura da Fratelli Tutti». 

A sessão tem como orador o padre Tony Neves, missionário espiritano, que conjuga a sua reflexão sobre a encíclica do papa Francisco com a pluralidade de experiências decorrentes do seu percurso missionário, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

O ciclo foi programado em torno das temáticas do Plano Pastoral 2020/2021 da Diocese do Porto. 

Atendendo à evolução do atual pandemia e tal como já aconteceu com as sessões anteriores, a sessão realizar-se-á por via digital.

O ciclo continua em maio (dia 11) e junho (dia 08) e vai abordar as temáticas previstas: «Viventes na casa comum» (padre Jorge Teixeira da Cunha) e «Os jovens, sujeitos da ação pastoral da Igreja» (padre Jorge Nunes). 

 LFS

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Santuário de Fátima|Dia dos Pastorinhos celebrado apenas em ambiente digital

Santuário de Fátima|Dia dos Pastorinhos celebrado apenas em ambiente digital: Sem peregrinos presentes
fisicamente, Santuário inicia esta quinta-feira a Novena dos Pastorinhos 

 No dia 20, o dia da festa litúrgica dos Santos Francisco e Jacinta e o aniversário da morte de Santa Jacinta, os canais digitais do Santuário- Youtube e Facebook- transmitirão o Terço às 10h00, a Missa às 11h00, presidida pelo cardeal D. António Marto 

e um documentário sobre Francisco e Jacinta Marto, às 14h00. Santos Vizinhos- duas crianças que se fizeram candeias da humanidade a partir de Fátima é uma produção do Santuário de Fátima que conta a história de vida dos dois primeiros santos de Fátima, a partir do olhar de historiadores, teólogos e religiosas, e integra testemunhos da ex-postuladora da Causa de Canonização, Irmã Ângela Coelho; da religiosa carmelita que pediu a intercessão dos santos na cura do pequeno Lucas e do próprio miraculado e da sua família.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Igreja/Carnaval: Uma história de encontros e desencontros, da máscara às cinzas

Igreja/Carnaval: Uma história de encontros e desencontros, da máscara às cinzas

Lisboa,16 fev 2021 (Ecclesia) – O dia de carnaval, que se celebra esta terça-feira, está ligado ao início do tempo da Quaresma, com as Cinzas, em datas determinadas pela Páscoa.

 A maior festa cristã, que evoca a Ressurreição de Jesus, é celebrada no domingo após a primeira lua cheia que se segue ao equinócio da primavera, no hemisfério norte. 

Perante práticas pré-cristãs, a Igreja Católica viria a promover alterações que permitissem ligar o período carnavalesco com a Quaresma. 
Uma prática penitencial preparatória da Páscoa, com jejum, começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, por meio do jejum e da abstinência.
 
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II contestaram fortemente o carnaval, mas no ano 590 a Igreja Católica aprova que se realizem festejos que consistiam em desfiles e espetáculos de caráter cómico.

No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
Sobre a origem da palavra carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne) ou de “carne levamen” (supressão da carne) remetem para o início do período da Quaresma.
 A própria designação de entrudo, ainda muito utilizada, vem do latim ‘introitus’ e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a um novo tempo litúrgico. 

A pandemia limita, este ano, várias das comemorações habituais desta época e tem impacto também na Liturgia. 

Os católicos de todo o mundo começam na quarta-feira a viver o tempo da Quaresma, com a celebração das Cinzas, que são impostas sobre a sua cabeça durante a Missa. 
 A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos (Santa Sé) disposições a serem seguidas pelos celebrantes no rito de imposição das Cinzas, para evitar a propagação da Covid-19. 

 Após abençoar as cinzas e aspergi-las com água benta, o presidente da celebração dirige-se à assembleia, recitando uma das fórmulas do Missa Romano – “Arrependei-vos e acreditai no Evangelho”, “Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar”. 
Esta fórmula não se repete a cada imposição das cinzas nos participantes que se aproximarem do sacerdote, ao contrário do que é habitual. 

A Quarta-feira de Cinzas é, juntamente com a Sexta-feira Santa, um dos únicos dias de jejum e abstinência obrigatórios. 
O jejum é a forma de penitência que consiste na privação de alimentos; a abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre.
A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma, mas pode ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, com um caráter penitencial.

Nos primeiros séculos, apenas cumpriam o rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que queriam receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa. 

A partir do século XI, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. 
A Quaresma é um período de 40 dias (não se contabilizam os domingos), marcado por apelos ao jejum, partilha e penitência, que serve de preparação para a Páscoa, a principal festa do calendário cristão. 
 
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do ‘Glória’ e do ‘Aleluia’ na celebração da Missa. 
 OC

Viver a Quaresma "todos juntos na Arca D'aliança"

 A Paroquia de S João da Madeira partilha através da sua pagina do facebook  está proposta de oração que tomei a liberdade de trazer para nós porque todos juntos, todos irmãos "como ramos de videira"

Tem ainda uma proposta de catequese quaresmal que apresento cópia a baixo.

40 DIAS - 40 PALAVRAS

A partir de quarta-feira de cinzas iniciamos uma rubrica: 40 dias- 40 palavras. Tentaremos tratar de modo simples as realidades ou mensagens associadas a palavras fortes na quaresma. Ainda antes de passarmos às 40 palavras, impõe-se uma palavra pórtico: quaresma.
Esperamos que seja uma ajuda para toda a comunidade paroquial.

CATEQUESES QUARESMAIS
Em tempos de pandemia, a Paróquia de S. João da Madeira quer preparar a Páscoa, propondo aos paroquianos as catequeses quaresmais, a realizar todas as sextas da quaresma, às 21.30h, a começar já no dia 19 de fevereiro. Cada catequese apresentará uma reflexão catequética e terminará com uma breve oração.
Em sua casa, basta sintonizar o canal youtube da paróquia (https://www.youtube.com/channel/UCzKVmAY-YDa2wvDOhqzgAmA) ou pelo facebook.
Para os grupos e movimentos paroquiais e para todos os paroquianos!

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2021

Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma 2021:
 «Vamos subir a Jerusalém…» (Mt 20, 18). Quaresma: tempo para renovar a fé, a esperança e a caridade.


 Queridos irmãos e irmãs! 
 Jesus, ao anunciar aos discípulos a sua paixão, morte e ressurreição como cumprimento da vontade do Pai, desvenda-lhes o sentido profundo da sua missão e convida-os a associarem-se à mesma pela salvação do mundo. 
 Ao percorrer o caminho quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele que «Se rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz» (Flp 2, 8). Neste tempo de conversão, renovamos a nossa fé, obtemos a «água viva» da esperança e recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em irmãos e irmãs em Cristo. Na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo. 

 O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6, 1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa.  

1. A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs Neste tempo de Quaresma, acolher e viver a Verdade manifestada em Cristo significa, antes de mais, deixar-nos alcançar pela Palavra de Deus, que nos é transmitida de geração em geração pela Igreja. Esta Verdade não é uma construção do intelecto, reservada a poucas mentes seletas, superiores ou ilustres, mas é uma mensagem que recebemos e podemos compreender graças à inteligência do coração, aberto à grandeza de Deus, que nos ama ainda antes de nós próprios tomarmos consciência disso. Esta Verdade é o próprio Cristo, que, assumindo completamente a nossa humanidade, Se fez Caminho – exigente, mas aberto a todos – que conduz à plenitude da Vida. 

 O jejum, vivido como experiência de privação, leva as pessoas que o praticam com simplicidade de coração a redescobrir o dom de Deus e a compreender a nossa realidade de criaturas que, feitas à sua imagem e semelhança, n’Ele encontram plena realização. Ao fazer experiência duma pobreza assumida, quem jejua faz-se pobre com os pobres e «acumula» a riqueza do amor recebido e partilhado. O jejum, assim entendido e praticado, ajuda a amar a Deus e ao próximo, pois, como ensina São Tomás de Aquino, o amor é um movimento que centra a minha atenção no outro, considerando-o como um só comigo mesmo [cf. Enc. Fratelli tutti (= FT), 93]. 

 A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe «fazer morada» em nós (cf. Jo 14, 23). Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação de informações – verdadeiras ou falsas – e produtos de consumo, a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14): o Filho de Deus Salvador. 2. A esperança como «água viva», que nos permite continuar o nosso caminho

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

"Celebrara a Quaresma entre a dor e a esperança" - Mensagem da Quaresma 2021- D Manuel Linda -Bispo do Porto

 


Aos Sacerdotes e Diáconos

E a todo o Povo de Deus da Diocese do Porto

Pelo segundo ano consecutivo, celebraremos o ponto mais alto do ano litúrgico de forma absolutamente estranha. E isso faz-nos sofrer. Mas pensemos nas inúmeras vezes que tal terá acontecido ao longo da história, devido às guerras, perseguições e calamidades naturais como esta da Covid-19. Sendo previsível que as coisas melhorarão ainda no decurso deste ano, temos muitas graças a dar a Deus porque, não obstante a dureza a que estamos submetidos, já antevemos o tempo novo, mais solidário e mais verdadeiramente familiar, que se seguirá à atual provação. O que nos motiva uma justificada esperança. E uma abertura à plenitude da salvação, tal como o mistério pascal: a dor experimentada pelo Senhor Jesus conduziu à glória da ressurreição e à felicidade do reino de Deus.

Mesmo nestas circunstâncias e por causa delas, não deixaremos de viver a quaresma de forma muito intensa. Aliás, a impossibilidade de fazermos as rotinas de sempre até nos pode ajudar a uma maior interiorização dos acontecimentos salvíficos que a motivam. Para isso, deixo as orientações seguintes.

  1. A nossa Equipa de Coordenação Pastoral já disponibilizou belas ideias e materiais para ajudar a viver a quaresma em contexto de família, verdadeira e insubstituível “Igreja doméstica”. Peço encarecidamente se preste muita atenção a essas sugestões. Reze-se em conjunto e contacte-se mais com a Palavra de Deus, se possível no “cantinho de oração”, espaço da identidade crente da família, visualmente expressa numa cruz e nunca “arca da aliança”.
  2. Inerente à quaresma, esteve sempre “um plano de privação (de jejum e abstinência)”, como refere a mesma Equipa. Isso possui um duplo significado: é uma forma de interiorizarmos e agradecermos a Jesus, que tanto sofreu por nós, e nos dispormos à conversão; e um meio de sairmos do nosso habitual comodismo para fazermos nossas as dores e as carências dos outros, pois, numa mentalidade cristã, um dom recebido deveria ser sempre um dom partilhado.
  3. Designamos essa partilha fraterna como “renúncia quaresmal”. É algo intimamente associado a este tempo. Escutados os habituais órgãos de consulta, decidi que, o produto deste ano seja distribuído pelos seguintes destinos: Cáritas Diocesana do Porto e Fundo Social. A Cáritas, habitualmente designada como “mão caridosa do bispo”, está presente em toda a Diocese quer incentivando a prática do amor fraterno, quer minimizado os sofrimentos pela dádiva de géneros alimentícios e de roupas, materiais ortopédicos e para doentes acamados, apoio médico e de enfermagem, etc. Faz uma obra tão notável como escondida. O Fundo Social destina-se a socorrer situações de emergência que, infelizmente, sempre surgem em Portugal e no estrangeiro. Que nenhuma Paróquia e nenhum cristão deixe de partilhar o pouco ou o muito que Deus lhe vai dando.
  4. Sendo os bispos os primeiros responsáveis pela fé, este ano, eu mesmo e os senhores bispos auxiliares, vamos orientar pequenas reflexões ao longo de toda a quaresma. Será às sextas-feiras, dia que especialmente nos lembra a morte do Senhor, às 21h30. Tentaremos usar uma linguagem muito simples, a jeito de uma conversa de família e não no sentido das tradicionais “conferências”. Serão transmitidas pelo canal da Diocese e, possivelmente, também pelas redes sociais das Paróquias. Convido todos os cristãos diocesanos a unirmo-nos nesta formação da fé.
  5. A Igreja que formamos é essencialmente de base doméstica. Muito antes de passarmos à paróquia a «responsabilidade» de transmitir, formar e celebrar a fé e de incentivar um estilo de vida com ela consequente, o Novo Testamento está cheio de referências à forma como as famílias assumiam essas mesmas tarefas na sua própria casa. Temos de voltar a isso! Não por saudosismo, mas porque a interligação casa-paróquia está mesmo na base histórica do ser cristão. Por isso, não mais paróquia sem relação familiar nem família crente sem compromisso na paróquia. Na Páscoa do ano passado apresentei algumas características desta Igreja de base doméstica que gostava de recordar novamente: uma Igreja «familiar», reunida, unida, santificada, caritativa e de esperança. Esforcemo-nos por viver estas dimensões.

No No livro do Apocalipse, há uma frase que conhecemos de cor: “Eis que estou à porta e bato: se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo” (3, 20). Que esta quaresma de 2021 nos prepare para a «abertura da porta» a este Deus que quer fazer família connosco e a Quem nós barramos a entrada, tantas vezes, pelas distrações da vida e por algum materialismo da existência. Empenhemo-nos mesmo no caminho da conversão, dando mais espaço a Deus, à família e aos outros.

Porto, 12 de fevereiro de 2021

O vosso Bispo e irmão,

+ Manuel Linda