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| Padre Manuel Lima |
Papa Pio X, aprovou os seus Estatutos.da Associação Medalha Milagrosa (AMM) em 8 de Julho de 1909,"Peço a todas as partes envolvidas para que se abstenham de qualquer ação que possa causar ainda mais sofrimento às populações, desestabilizando a convivência entre as nações e desacreditando o direito internacional". Dessa maneira o Papa Francisco no final da Audiência Geral, falou sobre a situação na Ucrânia, apelando "aos que têm responsabilidade política para fazer um sério exame de consciência diante de Deus, que é o Deus da paz e não da guerra" e que "quer que sejamos irmãos e não inimigos". "Mais uma vez, a paz de todos está ameaçada por interesses de parte". (Papa Francisco Vatican News)
E o Papa Francisco fez um apelo a todos, crentes e não crentes:
Jesus nos ensinou que à insistência diabólica, à diabólica insensatez da violência se responde com as armas de Deus: com a oração e o jejum. Convido a todos a fazerem no próximo 2 de março, Quarta-feira de Cinzas, um dia de jejum pela paz. Encorajo, de modo especial os crentes a se dedicarem intensamente à oração e ao jejum naquele dia. Que a Rainha da Paz preserve o mundo da loucura da guerra.

«Eu respondi-te no tempo da graça e socorri-te no dia da salvação” (Is 49, 7). É promessa do próprio Deus que, em cada tempo favorável, não nos faltará com as suas graças, aquelas que sabemos precisar, mas sobretudo as que só o Espírito Santo sabe e pode dar.
Inicia a Quaresma, esse tempo favorável de escuta: escuta atenta da Palavra de Deus que renova, escuta do amor misericordioso de Deus que salva e escuta dos irmãos de caminho que pedem o melhor de nós. São 40 dias favoráveis a um percurso espiritual com consequências concretas e visíveis nas práticas cristãs da oração, do jejum e da esmola.
Porém, esta Quaresma de 2022 é tempo duplamente favorável: decorre em pleno tempo de escuta sinodal na nossa diocese. É uma fase de preparação do Sínodo, rica e envolvente, em que tudo inicia na necessidade de uma escuta renovada de Deus e dos irmãos, que ilumine, incentive e dê esperança no futuro. Um tempo que apela à reciprocidade: escutar e ser escutado. É bom não o esquecer: o Sínodo é um capítulo da história da salvação que Deus opera na Igreja universal. Podemos sonhar juntos uma Igreja diversa: mais gerada que gerida, mais caminho que estacionamento, mais casa do Povo de Deus em saída que clube de praticantes. Escutar a todos faz bem à própria Igreja.
Servem-nos três símbolos expressivos para viver juntos a experiência sinodal em tempo de Quaresma: o deserto, o caminho e a cruz.
1. O deserto
Neste tempo favorável, a Liturgia do 1º domingo da Quaresma propõe-nos o relato das tentações de Jesus no deserto, convidando a olhar o lugar de Deus na própria vida e a qualidade da missão que nos anima. À tentação dos bens, do poder ou de uma missão triunfal, a Palavra ressoa forte: “nem só de pão vive o homem” ou “só a Deus adorarás”!
O Processo Sinodal é também um processo espiritual. Não é um exercício mecânico de recolha de dados ou uma série de reuniões e debates. A escuta sinodal tem em vista o discernimento que é palavra-chave em todo o processo e a razão de toda a escuta. Num sentido espiritual, o discernimento é a arte de interpretar para onde nos conduzem os desejos do coração, sem nos deixarmos seduzir por aquilo que nos leva aonde não devemos ir. O discernimento envolve reflexão na tomada de decisões nas nossas vidas concretas para procurar encontrar a vontade de Deus.
Então comecemos por nós, entremos no deserto e a “deixemo-nos discernir pelo Espírito de Deus”! Deserto é sinónimo de isolamento, de silêncio, de possibilidade de escuta de Deus e encontro com a verdade de nós próprios. Hoje há uma tremenda falta de silêncio e, quando não há ruído ou trabalho, muitas pessoas sentem-se incomodadas porque não sabem o que fazer. O deserto lembra esta oportunidade para nos deixarmos penetrar pelo Espírito de Deus, como indivíduos. O discernimento é, então, uma graça a acolher de Deus em relação ao que se é e se vive como discípulos de Jesus.
Caminhada Sinodal “Juntos por um caminho novo”
A partir de fevereiro os grupos, associações e movimentos deverão
participar na preparação do Sínodo 2023, respondendo a estas três perguntas:
1ª – Que o preocupa ou alegra
mais na Igreja que todos somos?
2ª – O que precisa a Igreja
para ser mais uma “casa para todos?”
3ª – Que mudança ou que
caminhos se abrem para a nossa Igreja?
Cada grupo tente, nas suas reuniões, responder a estas perguntas que,
mais tarde, serão coordenadas pelo representante ao Conselho Paroquial de
Pastoral, de forma a termos a síntese de todas as respostas dos grupos até fins
de abril. Também, naturalmente, os Centros da Catequese, animados pelos
representantes ao Secretariado Paroquial da Catequese, devem ir respondendo. Pretende-se
com este Sínodo 2023 fazer da Igreja uma família
unida, caminhando em conjunto e seguir os passos que o Espírito Santo nos
convida a dar para crescermos no nosso “caminhar juntos” e sair ao encontro dos
nossos irmãos que se afastaram ou nunca pertenceram à Igreja.
ORAÇÃO pelo Sínodo
Eis-nos aqui, diante de Vós, Espírito Santo!
Eis-nos aqui, reunidos em vosso nome!
Só a Vós temos por Guia:
vinde a nós, ficai connosco,
e dignai-vos habitar em nossos corações.
Ensinai-nos o rumo a seguir
e como caminhar juntos até à meta.
Nós somos débeis e pecadores:
não permitais que sejamos causadores da
desordem;
que a ignorância não nos desvie do caminho,
nem as simpatias humanas ou o preconceito
nos
tornem parciais.
Que sejamos um em Vós
caminhando juntos para a vida eterna,
sem jamais nos afastarmos da verdade e da
justiça.
Nós vo-lo pedimos a Vós, que agis sempre em
toda a parte,
em comunhão com o Pai e o Filho,
pelos séculos dos séculos. Amen.
Não termines o ano 2021 sem fazer comunidade, dar graças por tudo, o bom e o menos bom- oferece tudo a Deus Ele sabe como cuidar dessas coisas que tanto nos preocupam.
"LEVANTA.TE"
JUNTOS POR UM CAMINHO QUE NOS CONDUZA A JESUS ______________________________________________________